O Japão Esteve aqui, não fui trabalhar hoje, ressaca total, que se danem os engravatados.
Hoje quero parar e pensar na vida...
Achei alguns textos antigos, vou me refugiar neles, ao menos enquanto a ausência do meu sobrinho permitir...
Voltando ao Japão, ele passou aqui, veio buscar um doce para minha irmã e voltou com frases do tipo:
- oh, aqui está. Seu irmão me entregou e pediu para dizer que a ama!
Gargalhadas surgiram, mas entre um texto antigo e outro me deparo com isso aqui, acho que até já publiquei isso uma vez, but who cares, it fits so right to the ocasion...
Coincidência?? Acho que não SINTONIA, essa é a resposta.
Por Tudo Que É Bom e Legal
Eu amo minha mãe,
Por tudo que não é,
Mas em grande parte pelo que ela é.
Eu amo meu pai,
Por todas as coisas que pensa,
Mas realmente pelo amor que tem por sua crença.
Eu amo meu trabalho,
Por tudo que não entendo,
Mas no fundo porque dele irei sobreviver.
Eu amo meu sobrinho,
Apesar de estar sempre causando,
Mas sei que é fase e já está passando.
Eu amo minha irmã,
Não Por estar sempre me dando sermão,
Mas Por ter feito de mim um irmão.
Eu amo essa sensação,
De ter alguma coisa pra contar,
Mas penso que o melhor é evitar.
Você pode analisar a sua vida,
Dizer que não é correta,
Ainda assim não poderão mudar sua conduta.
Eu amo minha caneta,
Não por todas as coisas para que serve,
Mas porque é ela quem melhor me descreve.
Eu amo meu caderno,
Linhas companheiras ao longo dos anos,
Agradando gregos e troianos.
Todas as perguntas daqueles que esperam,
Levam tempo para encontrar o caminho,
Mas saiba que metade das respostas,
Estão nas falhas dos teus erros.
Eu até amo você estranho,
Eu posso nem sempre demonstrar,
Mas creio que existe muita coisa boa em você, eu sei!
12/06/2004
# Late Night - 2 PAC #
quinta-feira, dezembro 29, 2005
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Choices...
Essa época do ano, nada mais do que escolhas, elas vem aos montes que nem percebemos.
Temos de escolher os presentes de natal, os que queremos ganhar e os que vamos dar, a melhor roupa, o que beber para não acordar “sequelado”, entre outras. Superado os obstáculos do natal, surgem duas mil opções para o Reveillon. São lugares para viajar, amigos para acompanhar, baladas para ir e com tudo isso mais uma porção de escolhas, todas devendo ser analisadas com o devido cuidado...
Nem sempre é possível fazer o programa que queremos, seja para não “magoar” um outro amigo, por falta de grana ou paciência que seja. È complicado, se acabar optando para viajar com fulano vai irredutivelmente estar deixando cicrano de lado, e se as amizades não forem verdadeiras vão surgir problemas, e que problemas-, é, porque existem amigos de verdade e os “meio-amigos”, os de verdade são aqueles que se vêem uma vez ao ano e tudo passa como se estivessem sempre juntos, vivem cada instante, cada momento com intensidade, aproveitando o que cada um tem de melhor a oferecer, enquanto que os meio-amigos tem aquela necessidade de estar sempre junto, se cobrando, chegando até a rolar uma ciumeira...
Pensando bem, que se dane tudo isso, vá fazer o que quer... Se sua vontade for ir acampar com suas namoradas hippies faça-o, se quiser ir viajar pra encontrar alguém, boa sorte, se quiser passar suas primeiras horas de 2006 na RAVE ...
Brincadeiras à parte, o que vai ser desse reveillon eu ainda não sei, é provável que exagere na birita e queime a largada, só acordando em 2006, mas até lá vou me divertir descobrindo o que fazer ou deixar de fazer... Se nos encontrarmos, bom, do contrário... Paciência!
# Cantarolando Tupac na cabeça... that´s The way it is... #
Temos de escolher os presentes de natal, os que queremos ganhar e os que vamos dar, a melhor roupa, o que beber para não acordar “sequelado”, entre outras. Superado os obstáculos do natal, surgem duas mil opções para o Reveillon. São lugares para viajar, amigos para acompanhar, baladas para ir e com tudo isso mais uma porção de escolhas, todas devendo ser analisadas com o devido cuidado...
Nem sempre é possível fazer o programa que queremos, seja para não “magoar” um outro amigo, por falta de grana ou paciência que seja. È complicado, se acabar optando para viajar com fulano vai irredutivelmente estar deixando cicrano de lado, e se as amizades não forem verdadeiras vão surgir problemas, e que problemas-, é, porque existem amigos de verdade e os “meio-amigos”, os de verdade são aqueles que se vêem uma vez ao ano e tudo passa como se estivessem sempre juntos, vivem cada instante, cada momento com intensidade, aproveitando o que cada um tem de melhor a oferecer, enquanto que os meio-amigos tem aquela necessidade de estar sempre junto, se cobrando, chegando até a rolar uma ciumeira...
Pensando bem, que se dane tudo isso, vá fazer o que quer... Se sua vontade for ir acampar com suas namoradas hippies faça-o, se quiser ir viajar pra encontrar alguém, boa sorte, se quiser passar suas primeiras horas de 2006 na RAVE ...
Brincadeiras à parte, o que vai ser desse reveillon eu ainda não sei, é provável que exagere na birita e queime a largada, só acordando em 2006, mas até lá vou me divertir descobrindo o que fazer ou deixar de fazer... Se nos encontrarmos, bom, do contrário... Paciência!
# Cantarolando Tupac na cabeça... that´s The way it is... #
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Nada mais que Piva
Esse texto de Roberto Piva, descreve perfeitamente os devaneios que me rondam a cabeça ultimamente. Como já escrevi por três vezes hoje, sem nada digno de publicar, nada melhor que deixar quem soube se expressar com maestria fazê-lo.
"...Eu defendo o direito de todo ser Humano ao Pão & à Poesia
Estamos sendo destruídos em nosso núcleo biológico,
nosso espaço vital & dos animais está reduzido a
proporções ínfimas
Quero dizer que o torniquete da civilização está
provocando dor no corpo & baba histérica
o delírio foi afastado da Teoria do Conhecimento
& nossas escolas estão atrasadas pelo menos cem anos
em relação às últimas descobertas científicas no
campo da física, biologia, astronomia, linguagem,
pesquisa espacial, religião, ecologia,
poesia-cósmica, etc.,
provocando abandono das escolas no vício de linguagem &
perda de tempo
em currículos de adestramento, onde nunca ninguém vai
estudar Einstein, Gerard de Nerval, Nietzsche,
Gilberto Freyre, J. Rostand, Fourier, W.
Heinsenberg, Paul Goodman, Virgílio, Murilo
Mendes, Max Born, Sousandrade, Hynek, G. Benn,
Barthes, Robert Sheckley, Rimbaud, Raymond
Roussel, Leopardi, Trakl, Rajneesh, Catulo, Crevel,
São Francisco, Vico, Darwin, Blake, Blavatsky,
Krucënych, Joyce, Reverdy, Villon, Novalis,
Marinetti, Heidegger & Jacob Boehme
& por essa razão a escola se coagulou em Galinheiro
onde se choca a histeria, o torcicolo & repressão
sexual,
não existindo mais saída a não ser fechá-la &
transformá-la em Cinema onde crianças &
adolescentes sigam de novo as pegadas da
Fantasia com muita bolinação no escuro.
Os partidos políticos brasileiros não têm nenhuma
preocupação em trazer a UTOPIA para o quotidiano.
Por isso em nome da saúde mental das novas gerações
eu reivindico o seguinte:
1 - Transformar a Praça da Sé em horta coletiva & pública.
2 - Distribuir obras dos poetas brasileiros entre os garotos (as) da Febem, únicos capazes de
transformar a violência & angústia de suas almas em música das esferas.
3 - Saunas para o povo.
4 - Construção urgente de mictórios públicos ( existem pouquíssimos, o que prova que nossos políticos nunca andam a Pé ) & espelhos.
5 - Fazer da Onça (pintada, preta & suçuarana) o Totem da nacionalidade.
Organizar grupos de Proteção à Onça em seu habitat natural. Devolver as onças que vivem trançadas em zoológicos às florestas.
Abertura de inscrições para voluntários que queiram se comunicar telepaticamente com
as onças para sabermos de suas reais dificuldades.
Desta maneira as onças poderiam passar uma temporada de 2 semanas entre os homens &
nesse período poderiam servir de guias & professores na orientação das crianças cegas.
6 - Criação de uma política eficiente & com grande informação ao público em relação aos
Discos-Voadores. Formação de grupos de contato & troca de informação. Facilitar relações eróticas entre terrestres & tripulantes dos OVNIS.
7 - Nova orientação dos neurônios através da Gastronomia Combinada & da Respiração.
8 - Distribuição de manuais entre sexólogas (os) explicando por que o coito anal derruba o Kapital.
9 - Banquetes oferecidos à população pela Federação das Indústrias.
10 - Provocar o surgimento da Bossa-Nova Metafísica & do Pornosamba.
O Estado mantém as pessoas ocupadas o tempo integral para que elas NÃO pensem eroticamente, libertariamente".
Novalis, o poeta do romantismo alemão que contemplou a Flor Azul, afirmou: "Quem é muito velho para delirar evite reuniões juvenis.
Agora é tempo de saturnais literárias. Quanto mais variada a vida tanto melhor ".
"...Eu defendo o direito de todo ser Humano ao Pão & à Poesia
Estamos sendo destruídos em nosso núcleo biológico,
nosso espaço vital & dos animais está reduzido a
proporções ínfimas
Quero dizer que o torniquete da civilização está
provocando dor no corpo & baba histérica
o delírio foi afastado da Teoria do Conhecimento
& nossas escolas estão atrasadas pelo menos cem anos
em relação às últimas descobertas científicas no
campo da física, biologia, astronomia, linguagem,
pesquisa espacial, religião, ecologia,
poesia-cósmica, etc.,
provocando abandono das escolas no vício de linguagem &
perda de tempo
em currículos de adestramento, onde nunca ninguém vai
estudar Einstein, Gerard de Nerval, Nietzsche,
Gilberto Freyre, J. Rostand, Fourier, W.
Heinsenberg, Paul Goodman, Virgílio, Murilo
Mendes, Max Born, Sousandrade, Hynek, G. Benn,
Barthes, Robert Sheckley, Rimbaud, Raymond
Roussel, Leopardi, Trakl, Rajneesh, Catulo, Crevel,
São Francisco, Vico, Darwin, Blake, Blavatsky,
Krucënych, Joyce, Reverdy, Villon, Novalis,
Marinetti, Heidegger & Jacob Boehme
& por essa razão a escola se coagulou em Galinheiro
onde se choca a histeria, o torcicolo & repressão
sexual,
não existindo mais saída a não ser fechá-la &
transformá-la em Cinema onde crianças &
adolescentes sigam de novo as pegadas da
Fantasia com muita bolinação no escuro.
Os partidos políticos brasileiros não têm nenhuma
preocupação em trazer a UTOPIA para o quotidiano.
Por isso em nome da saúde mental das novas gerações
eu reivindico o seguinte:
1 - Transformar a Praça da Sé em horta coletiva & pública.
2 - Distribuir obras dos poetas brasileiros entre os garotos (as) da Febem, únicos capazes de
transformar a violência & angústia de suas almas em música das esferas.
3 - Saunas para o povo.
4 - Construção urgente de mictórios públicos ( existem pouquíssimos, o que prova que nossos políticos nunca andam a Pé ) & espelhos.
5 - Fazer da Onça (pintada, preta & suçuarana) o Totem da nacionalidade.
Organizar grupos de Proteção à Onça em seu habitat natural. Devolver as onças que vivem trançadas em zoológicos às florestas.
Abertura de inscrições para voluntários que queiram se comunicar telepaticamente com
as onças para sabermos de suas reais dificuldades.
Desta maneira as onças poderiam passar uma temporada de 2 semanas entre os homens &
nesse período poderiam servir de guias & professores na orientação das crianças cegas.
6 - Criação de uma política eficiente & com grande informação ao público em relação aos
Discos-Voadores. Formação de grupos de contato & troca de informação. Facilitar relações eróticas entre terrestres & tripulantes dos OVNIS.
7 - Nova orientação dos neurônios através da Gastronomia Combinada & da Respiração.
8 - Distribuição de manuais entre sexólogas (os) explicando por que o coito anal derruba o Kapital.
9 - Banquetes oferecidos à população pela Federação das Indústrias.
10 - Provocar o surgimento da Bossa-Nova Metafísica & do Pornosamba.
O Estado mantém as pessoas ocupadas o tempo integral para que elas NÃO pensem eroticamente, libertariamente".
Novalis, o poeta do romantismo alemão que contemplou a Flor Azul, afirmou: "Quem é muito velho para delirar evite reuniões juvenis.
Agora é tempo de saturnais literárias. Quanto mais variada a vida tanto melhor ".
terça-feira, dezembro 20, 2005
Up All Night...
Desenvolver, desenvolver...
Ando me cobrando um texto digno ultimamente, sinto como se a essência me escapasse por entre os dedos (literalmente, em tempos modernos, onde se abandonou à “pena” e só faz-se uso da “digitação”)...
Talvez seja isso, a impessoalidade que se tem com o teclado. A relação com a “pena”, tem um que de intimidade, um vínculo entre as idéias e a ponta no papel, munidos pela força de três dedos que só se limita ao alcance do pensamento, e a quantidade da tinta obviamente.
De certo modo é na Caligrafia que se expressa o sentimento. A raiva, o rancor, a paixão, a alegria. Todos se exprimem de forma distinta na caligrafia.
E em pensar em escrever, logo me vem à mente todas as cartas não escritas, todas as palavras não ditas.
Em meio a devaneios me transportei para um lugar qualquer, nesse mesmo lugar...
Para longe dos problemas onde você, musa - porque precisas ser tão ímpar, em relação às demais pobres mortais. Fazendo de mim um eterno sonhador, sempre a procurar e fadado a não encontrar-, está presente.
Olho ao meu redor, mesmo em pensamento e só mediocridade eu vejo.
Vejo mulheres belas, porém tolas. Vejo mulheres brilhantes, mas tão preocupadas em se auto-afirmar como independentes que se tornam maçantes...
A comparação é inevitável, me recordo das que já tive, quis ter, as que quase tive.
Algumas tão próximas do “ideal” outras tão distantes.
Com o passar do tempo, percebo que me deixei levar e fugi aos meus instintos, mas hoje sei que deu-se uma mudança radical na minha atitude em relação a você, ó mítica musa dos meus sonhos.
Não desisto de um fio de cabelo seu e estou disposto a lutar por você com o que ou quem quer que seja, e espero, brindando à vida, ganhando tempo, que chegue o momento certo, que eu saberei reconhecer quem realmente és...
#Why Should you Come When I Call - Counting Crows #
Ando me cobrando um texto digno ultimamente, sinto como se a essência me escapasse por entre os dedos (literalmente, em tempos modernos, onde se abandonou à “pena” e só faz-se uso da “digitação”)...
Talvez seja isso, a impessoalidade que se tem com o teclado. A relação com a “pena”, tem um que de intimidade, um vínculo entre as idéias e a ponta no papel, munidos pela força de três dedos que só se limita ao alcance do pensamento, e a quantidade da tinta obviamente.
De certo modo é na Caligrafia que se expressa o sentimento. A raiva, o rancor, a paixão, a alegria. Todos se exprimem de forma distinta na caligrafia.
E em pensar em escrever, logo me vem à mente todas as cartas não escritas, todas as palavras não ditas.
Em meio a devaneios me transportei para um lugar qualquer, nesse mesmo lugar...
Para longe dos problemas onde você, musa - porque precisas ser tão ímpar, em relação às demais pobres mortais. Fazendo de mim um eterno sonhador, sempre a procurar e fadado a não encontrar-, está presente.
Olho ao meu redor, mesmo em pensamento e só mediocridade eu vejo.
Vejo mulheres belas, porém tolas. Vejo mulheres brilhantes, mas tão preocupadas em se auto-afirmar como independentes que se tornam maçantes...
A comparação é inevitável, me recordo das que já tive, quis ter, as que quase tive.
Algumas tão próximas do “ideal” outras tão distantes.
Com o passar do tempo, percebo que me deixei levar e fugi aos meus instintos, mas hoje sei que deu-se uma mudança radical na minha atitude em relação a você, ó mítica musa dos meus sonhos.
Não desisto de um fio de cabelo seu e estou disposto a lutar por você com o que ou quem quer que seja, e espero, brindando à vida, ganhando tempo, que chegue o momento certo, que eu saberei reconhecer quem realmente és...
#Why Should you Come When I Call - Counting Crows #
APENAS OUTRO FINAL DE SEMANA...
Hoje, dias depois ainda não me conformo com tamanha loucura, seis marmanjos entorpecidos pelo álcool, as gargalhadas, nem ai para ninguém, carpe diem à flor da pele...
Um conjunto de cenas bizarras, a pena é não ter nenhum registro fotográfico, quase como Dante retratou o “seu inferno”. Mas no final, salvaram-se todos, com exceção do cabeça que foi pego no Bingo ,Segunda-Feira as quatro da tarde!!! Cabeça Toma juízo meu filho... rsrs
Aloha
Um conjunto de cenas bizarras, a pena é não ter nenhum registro fotográfico, quase como Dante retratou o “seu inferno”. Mas no final, salvaram-se todos, com exceção do cabeça que foi pego no Bingo ,Segunda-Feira as quatro da tarde!!! Cabeça Toma juízo meu filho... rsrs
Aloha
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Fico aqui imaginando como será uma das tantas despedidas da turma do guetto, até nosso embarque para a espanha. O que se segue é um relato fictício, do que provavelmente venha a ser uma dessas tantas despedidas...
Estávamos no Guarujá, sexta-feira, no mesmo bar de sempre – alguns meses antes de embarcar para a Espanha, sem gravatas, pernas sobre a mesa, garrafas vazias por todo lado. Como quem diz “chega, missão cumprida” –, podemos estar no ano de 2006, mas sentamo-nos na mesma mesa, entre as mesmas pessoas, falando sobre os mesmos assuntos (como de fato sempre fizemos).
Poesia, política, história, filosofia, trabalho e, é claro (perdoem-me as “esposas”) mulheres...
Entre um copo e outro, como em um clássico do Barça, no calor da conversa a coisa era mais ou menos assim:
Eu, o mais novo, roubava a bola, dava um pique até a linha de fundo e cruzava para a área, onde um dos nossos atacantes esperava pelo lance que nos garantisse o “gol”:
Um trocadilho (como a eterna sátira ao Lesado), um poema, uma frase de efeito que fosse.
Memoráveis tabelinhas entre Xavequini e Bode garantiam o sucesso da equipe – quando não cismávamos de discutir ou brigar entre nós, por razões existenciais e etílicas de menor interesse, como a eterna discussão de se o Senhor dos Anéis era a melhor adaptação de obra literária para o cinema ou não.
Em geral, prevalecia o critério da amizade cuidadosa: não pise nos meus calos que eu não piso nos seus. O que era bem mais lucrativo para todos (e para o dono do Quintino também, lógico), salvo quando o anão estava presente, porque ai a gozação era geral...
Naquela sexta falávamos de um tema muito importante para o “entrosamento do time”:
As relações criativas e/ou degenerativas entre nossas brilhantes teses e idéias com o alcoolismo... Eu, que nunca simpatizei com o estereótipo do “boêmio” (yeah right), aproveitei para relembrar meia dúzia de idéias, inclusive a da viagem, que cujo sucesso e breve execução associei mais ao personagem que encarnamos na bebedeira do que à idéia propriamente dita...
As teorias e devaneios sobre a quarta dimensão do Bode foram meu alvo predileto:
Se Trocássemos o ambiente da varanda de sua casa, onde dividíamos o espaço com as latas de cerveja, por uma sala de aula e xícaras de chá, diríamos que seus “ensinos” eram mal construídos, infantis, sem fundamento e daí para baixo.
Ora, qual não foi minha surpresa, nesse mesmo dia ao ouvir mais uma de suas teorias mirabolantes, em que prendera a atenção até do ERVILHA, que até arriscou alguns palpites.
Risadas gerais, Chitão então alisa o seu balzaquiano bigode, e como de costume diz:
-SEeeMPRE.
E entorna um quarto da sua caipirinha, fiel escudeira do seu copo de cerveja, antes de mudarmos o rumo da prosa e nos despedirmos por mais uma vez.
Foi uma das últimas vezes em que nos vimos antes de embarcar – o que me dava mais um motivo para alimentar pessoal simpatia pela turma do guetto e seu “confessionalismo” bebum.
ao som de meus pensamentos e um telefone intrometido, que cisma em interromper meu brainstorm...
Estávamos no Guarujá, sexta-feira, no mesmo bar de sempre – alguns meses antes de embarcar para a Espanha, sem gravatas, pernas sobre a mesa, garrafas vazias por todo lado. Como quem diz “chega, missão cumprida” –, podemos estar no ano de 2006, mas sentamo-nos na mesma mesa, entre as mesmas pessoas, falando sobre os mesmos assuntos (como de fato sempre fizemos).
Poesia, política, história, filosofia, trabalho e, é claro (perdoem-me as “esposas”) mulheres...
Entre um copo e outro, como em um clássico do Barça, no calor da conversa a coisa era mais ou menos assim:
Eu, o mais novo, roubava a bola, dava um pique até a linha de fundo e cruzava para a área, onde um dos nossos atacantes esperava pelo lance que nos garantisse o “gol”:
Um trocadilho (como a eterna sátira ao Lesado), um poema, uma frase de efeito que fosse.
Memoráveis tabelinhas entre Xavequini e Bode garantiam o sucesso da equipe – quando não cismávamos de discutir ou brigar entre nós, por razões existenciais e etílicas de menor interesse, como a eterna discussão de se o Senhor dos Anéis era a melhor adaptação de obra literária para o cinema ou não.
Em geral, prevalecia o critério da amizade cuidadosa: não pise nos meus calos que eu não piso nos seus. O que era bem mais lucrativo para todos (e para o dono do Quintino também, lógico), salvo quando o anão estava presente, porque ai a gozação era geral...
Naquela sexta falávamos de um tema muito importante para o “entrosamento do time”:
As relações criativas e/ou degenerativas entre nossas brilhantes teses e idéias com o alcoolismo... Eu, que nunca simpatizei com o estereótipo do “boêmio” (yeah right), aproveitei para relembrar meia dúzia de idéias, inclusive a da viagem, que cujo sucesso e breve execução associei mais ao personagem que encarnamos na bebedeira do que à idéia propriamente dita...
As teorias e devaneios sobre a quarta dimensão do Bode foram meu alvo predileto:
Se Trocássemos o ambiente da varanda de sua casa, onde dividíamos o espaço com as latas de cerveja, por uma sala de aula e xícaras de chá, diríamos que seus “ensinos” eram mal construídos, infantis, sem fundamento e daí para baixo.
Ora, qual não foi minha surpresa, nesse mesmo dia ao ouvir mais uma de suas teorias mirabolantes, em que prendera a atenção até do ERVILHA, que até arriscou alguns palpites.
Risadas gerais, Chitão então alisa o seu balzaquiano bigode, e como de costume diz:
-SEeeMPRE.
E entorna um quarto da sua caipirinha, fiel escudeira do seu copo de cerveja, antes de mudarmos o rumo da prosa e nos despedirmos por mais uma vez.
Foi uma das últimas vezes em que nos vimos antes de embarcar – o que me dava mais um motivo para alimentar pessoal simpatia pela turma do guetto e seu “confessionalismo” bebum.
ao som de meus pensamentos e um telefone intrometido, que cisma em interromper meu brainstorm...
My Wandering Days Are Over...
São três e meia da manhã e eu aqui, tomado por um sentimento diferente, em face do falecimento trágico de um primo de meu grande amigo bode - que aqui me atrevo a chamar de melhor amigo. Acabei puxando papo com mamãe e dentro de instantes estávamos falando de Bernardo, não eu, mas um filho de uma amiga, que morrera no auge dos seus dezenove anos de forma igualmente trágica em um acidente fatal, e quem inspirou meu nome.
Essa mãe, que vivenciou a provação que mãe alguma quer passar, acabou escrevendo “A BUSCA” – Blanche Charnaux
Comecei a lê-lo antes de dormir, o livro é tão intenso, conflitante e por final confortante, que o cigarro vai se esvaindo por entre os dedos e nem me percebo, passo a tragar as linhas daquele relato tão sofrido, tão vivido, por aquela que apesar de já conhecer pessoalmente é como se agora finalmente tivesse me sido apresentada.
Já são mais de centro e trinta páginas, que passaram como o vento, um furacão de emoções, que me fizeram chorar e derramar lágrimas como há tempos não o fazia, chóro aqui sózinho, padecendo e querendo confortar essa pessoa que mesmo tão distante me parece tão próxima. Suas confissões ainda que ali escritas, são tão sinceras e abertas que percorrem o ambiente como em um diálogo.
A vida inteira soube que meu nome fora dado em “Homage” a essa pessoa, mas foi hoje que me senti ligado a tudo isso. Os personagens se cruzando, a minha realidade com a dele. Diga o que quiser, sempre tive um Quê de Existencialista em meus textos, e não vai ser agora, envolto em tamanha sensibilidade que vou deixar isso de lado.
Ao meu xará dedico essa música que ouço no momento # Mes Jeunes Années - Charles Trenet #
Essa mãe, que vivenciou a provação que mãe alguma quer passar, acabou escrevendo “A BUSCA” – Blanche Charnaux
Comecei a lê-lo antes de dormir, o livro é tão intenso, conflitante e por final confortante, que o cigarro vai se esvaindo por entre os dedos e nem me percebo, passo a tragar as linhas daquele relato tão sofrido, tão vivido, por aquela que apesar de já conhecer pessoalmente é como se agora finalmente tivesse me sido apresentada.
Já são mais de centro e trinta páginas, que passaram como o vento, um furacão de emoções, que me fizeram chorar e derramar lágrimas como há tempos não o fazia, chóro aqui sózinho, padecendo e querendo confortar essa pessoa que mesmo tão distante me parece tão próxima. Suas confissões ainda que ali escritas, são tão sinceras e abertas que percorrem o ambiente como em um diálogo.
A vida inteira soube que meu nome fora dado em “Homage” a essa pessoa, mas foi hoje que me senti ligado a tudo isso. Os personagens se cruzando, a minha realidade com a dele. Diga o que quiser, sempre tive um Quê de Existencialista em meus textos, e não vai ser agora, envolto em tamanha sensibilidade que vou deixar isso de lado.
Ao meu xará dedico essa música que ouço no momento # Mes Jeunes Années - Charles Trenet #
quarta-feira, dezembro 07, 2005
O Arbitrário e o Medíocre...
Mudanças ocorreram no começo desse segundo semestre de dois mil e seis, mudanças a priori imperceptíveis, mas que com o passar do tempo se mostraram verdadeiras e pertinentes, entre elas à dura realidade de encarar o maior fantasma do universitário, a DEPENDENCIA, a famosa “DP”. Não vou mentir, terminei o segundo ano de faculdade com duas máculas no meu boletim e como um “Cartesiano” que sou, quis logo tratar de eliminar essas duas matérias, para assim seguir em frente com a minha carreira acadêmica.
Todo esse Blá Blá Blá tem um propósito, e foi cursando essas matérias que me deparei com dois professores de peculiaridades totalmente opostas. O primeiro, um Advogado bem sucedido, professor em diversas universidades de renome no estado de São Paulo, Um homem com caráter, vivência, dotado de um saber jurídico, filosófico e um espírito transigente, enquanto que do outro lado estava o caro Salles, que inegavelmente tem seu conhecimento do assunto ao qual se presta ser professor, porém infelizmente podemos limita-lo a isso. Não tenho raiva ou algo parecido - Apesar dele ter demonstrado tamanho inconformismo com meu sucesso e bem estar pessoal. Esse texto não é um desabafo inconformado, mas sim um estudo axiológico e sociológico.
A princípio ficava me perguntando o que tinha feito ou proporcionado para esta criatura, que a cada vez que pronunciava meu nome ao realizar a chamada “torcia o nariz”, mas depois, em um momento desses de reflexão, regrado de cerveja, cigarros e dizeres de mamãe tudo ficou claro, o problema não era o que eu tinha feito ou deixado de fazer por ele, mas sim o que ele não conseguiu obter.
Pare e pense...
Um cidadão de um metro e cinqüenta (sem ofensas aos meus amigos de baixa estatura), com seus quarenta e poucos anos, cuja única realização na vida foi passar em um concurso para o MP e que até hoje figura como promotor “substituto” em sua eterna espera por notoriedade. Acostumado com suas “vaquinhas de presépio”, que são seus alunos do 4º semestre da manhã, que ainda acreditam que um nicho no ramo do direito (ou bixo como seus pupilos APROVADOS escreveram em prova), é um fenômeno que ocorre quando um animal selvagem invade o fórum...
Esse mesmo cara, medíocre, limitado em suas funções e obviamente sobressaindo-se sobre seus alunos pára-quedistas, se viu frente a frente com moi, que como vocês sabem, não leva desaforos para casa, adora uma boa discussão, e quando sóbrio faz bom uso da retórica, usou-se do poder a ele investido pela faculdade para, como dizem os populares: Me foder... (Excuse my french)
Pensando bem, só podia dar no que deu...
Posto isso, é sensível e claro dizer que a arbitrariedade anda de mãos dadas com a mediocridade, mas não tem nada não. Em 2008 eu faço essa DP com outro professor, de preferência com os atributos do caro mestre Lazirini (primeiro mencionado).
# Dulce Pontes & Carlos Nuñez – Lela #
Todo esse Blá Blá Blá tem um propósito, e foi cursando essas matérias que me deparei com dois professores de peculiaridades totalmente opostas. O primeiro, um Advogado bem sucedido, professor em diversas universidades de renome no estado de São Paulo, Um homem com caráter, vivência, dotado de um saber jurídico, filosófico e um espírito transigente, enquanto que do outro lado estava o caro Salles, que inegavelmente tem seu conhecimento do assunto ao qual se presta ser professor, porém infelizmente podemos limita-lo a isso. Não tenho raiva ou algo parecido - Apesar dele ter demonstrado tamanho inconformismo com meu sucesso e bem estar pessoal. Esse texto não é um desabafo inconformado, mas sim um estudo axiológico e sociológico.
A princípio ficava me perguntando o que tinha feito ou proporcionado para esta criatura, que a cada vez que pronunciava meu nome ao realizar a chamada “torcia o nariz”, mas depois, em um momento desses de reflexão, regrado de cerveja, cigarros e dizeres de mamãe tudo ficou claro, o problema não era o que eu tinha feito ou deixado de fazer por ele, mas sim o que ele não conseguiu obter.
Pare e pense...
Um cidadão de um metro e cinqüenta (sem ofensas aos meus amigos de baixa estatura), com seus quarenta e poucos anos, cuja única realização na vida foi passar em um concurso para o MP e que até hoje figura como promotor “substituto” em sua eterna espera por notoriedade. Acostumado com suas “vaquinhas de presépio”, que são seus alunos do 4º semestre da manhã, que ainda acreditam que um nicho no ramo do direito (ou bixo como seus pupilos APROVADOS escreveram em prova), é um fenômeno que ocorre quando um animal selvagem invade o fórum...
Esse mesmo cara, medíocre, limitado em suas funções e obviamente sobressaindo-se sobre seus alunos pára-quedistas, se viu frente a frente com moi, que como vocês sabem, não leva desaforos para casa, adora uma boa discussão, e quando sóbrio faz bom uso da retórica, usou-se do poder a ele investido pela faculdade para, como dizem os populares: Me foder... (Excuse my french)
Pensando bem, só podia dar no que deu...
Posto isso, é sensível e claro dizer que a arbitrariedade anda de mãos dadas com a mediocridade, mas não tem nada não. Em 2008 eu faço essa DP com outro professor, de preferência com os atributos do caro mestre Lazirini (primeiro mencionado).
# Dulce Pontes & Carlos Nuñez – Lela #
quinta-feira, dezembro 01, 2005
UMA VISÃO DE NATAL
Dia 1º de Dezembro, agora é que são elas...
Digo elas, porque é nessa época do ano, que grande parte da população do sexo feminino passa a se portar feito louca, atrás de tudo quando é tipo de adornos e preparativos para os festejos natalinos. Não é preciso ir muito longe, basta olhar em volta e reparar nos diálogos entre mães e filhas. Aquele clima de “competição” é deixado de lado e elas passam agora a dividir seus “conhecimentos”, usam-se de termos e critérios específicos, dignos do mais nobre jardineiro, na escolha da árvore de Natal Ideal, tais como:
- Esse caule não lhe parece estreito demais??
- Essa tem deficiência de clorofila, repare no tom opaco de suas folhas...
E assim segue em ritmo desenfreado, a busca pelo pinheiro perfeito.
É nessa época do ano, que na cabeça de cada uma, suas casas confundem-se com verdadeiros palácios, onde não se admite uma falha na pintura qualquer, bem como um cômodo sem lampadinhas, guirlandas ou algo do gênero.
Pobre de nós, filhos, maridos e colegas de quarto, que com um simples sorriso somos convencencidos, de forma quase que servil a sair pendurando as benditas lampadinhas pelos cantos mais inóspitos de nossas moradas.
Se você mora em condomínio (vertical) e tem uma “senhora” como síndica. Pode ter certeza que dentro de dias ou mesmo alguns instantes, você vai se deparar com um sujeito dependurado em seu prédio, pintando-o, lavando a fachada ou trocando as pastilhas, que já não se encontravam no padrão natalino de qualquer mulher...
Acho que é uma das poucas épocas do ano em que elas não ligam para a trama da novela e passam a se preocupar com a eficiência da instalação elétrica e a distribuição das tomadas - com exceção daquela especial para o secador de cabelos ao lado do espelho, que é requisito essencial para qualquer mulher que se preze comprar uma casa.
Antes de saírem mandando E-mails indignados - digo isso porque constantemente tenho minha caixa de E-mails “invadida” por pessoas que se sentem diminuídas ou negligenciadas nesse blog de baixa circulação, que mais serve de terapia ocupacional do que meio de difusão.
Ao contrário do que pode parecer, não estou aqui tentando desrespeitar a integridade da mulher, muito menos limitá-la a um comportamento fútil ou coisa parecida, apenas uso de “rótulos” e brincadeiras, para de forma divertida traçar um paralelo entre os costumes e o cotidiano de cada um... Até porque se a mãe, mulher, amiga faz o que faz, não tem outro propósito, senão, atender nossos “desejos” mais intrínsecos, e a prova clara de que realmente são especiais, é o fato de terem um dia em sua homage, coisa que nós do sexo masculino ainda não obtivemos.
Brincadeiras a parte, deixo aqui minhas sinceras considerações a todas as mulheres que conheço, principalmente family, as que comigo trabalham, estudam ou me fazem companhia nas horas vagas.
Para aquelas que ainda não conheço, fica uma certeza!
NÃO ME VENHAM COM ESSA HISTÓRIA DE PENDURAR “LAMPADINHAS DE NATAL”
Um grande abraço e nos encontramos por esse mundo afora.
Digo elas, porque é nessa época do ano, que grande parte da população do sexo feminino passa a se portar feito louca, atrás de tudo quando é tipo de adornos e preparativos para os festejos natalinos. Não é preciso ir muito longe, basta olhar em volta e reparar nos diálogos entre mães e filhas. Aquele clima de “competição” é deixado de lado e elas passam agora a dividir seus “conhecimentos”, usam-se de termos e critérios específicos, dignos do mais nobre jardineiro, na escolha da árvore de Natal Ideal, tais como:
- Esse caule não lhe parece estreito demais??
- Essa tem deficiência de clorofila, repare no tom opaco de suas folhas...
E assim segue em ritmo desenfreado, a busca pelo pinheiro perfeito.
É nessa época do ano, que na cabeça de cada uma, suas casas confundem-se com verdadeiros palácios, onde não se admite uma falha na pintura qualquer, bem como um cômodo sem lampadinhas, guirlandas ou algo do gênero.
Pobre de nós, filhos, maridos e colegas de quarto, que com um simples sorriso somos convencencidos, de forma quase que servil a sair pendurando as benditas lampadinhas pelos cantos mais inóspitos de nossas moradas.
Se você mora em condomínio (vertical) e tem uma “senhora” como síndica. Pode ter certeza que dentro de dias ou mesmo alguns instantes, você vai se deparar com um sujeito dependurado em seu prédio, pintando-o, lavando a fachada ou trocando as pastilhas, que já não se encontravam no padrão natalino de qualquer mulher...
Acho que é uma das poucas épocas do ano em que elas não ligam para a trama da novela e passam a se preocupar com a eficiência da instalação elétrica e a distribuição das tomadas - com exceção daquela especial para o secador de cabelos ao lado do espelho, que é requisito essencial para qualquer mulher que se preze comprar uma casa.
Antes de saírem mandando E-mails indignados - digo isso porque constantemente tenho minha caixa de E-mails “invadida” por pessoas que se sentem diminuídas ou negligenciadas nesse blog de baixa circulação, que mais serve de terapia ocupacional do que meio de difusão.
Ao contrário do que pode parecer, não estou aqui tentando desrespeitar a integridade da mulher, muito menos limitá-la a um comportamento fútil ou coisa parecida, apenas uso de “rótulos” e brincadeiras, para de forma divertida traçar um paralelo entre os costumes e o cotidiano de cada um... Até porque se a mãe, mulher, amiga faz o que faz, não tem outro propósito, senão, atender nossos “desejos” mais intrínsecos, e a prova clara de que realmente são especiais, é o fato de terem um dia em sua homage, coisa que nós do sexo masculino ainda não obtivemos.
Brincadeiras a parte, deixo aqui minhas sinceras considerações a todas as mulheres que conheço, principalmente family, as que comigo trabalham, estudam ou me fazem companhia nas horas vagas.
Para aquelas que ainda não conheço, fica uma certeza!
NÃO ME VENHAM COM ESSA HISTÓRIA DE PENDURAR “LAMPADINHAS DE NATAL”
Um grande abraço e nos encontramos por esse mundo afora.
sexta-feira, novembro 25, 2005
Sinais...
Um dia desse me deparei com uma situação que me fez pensar, veja bem...
Estava eu, segunda-feira à noite me preparando para ir dormir, depois de um dia tenso, quando bateu aquela vontade de comer alguma coisa. Não era fome nem nada, Quem me conhece sabe como eu me comporto quando estou com fome, mas não... Eu estava calmo e tudo mais.
Resolvi tomar um Leite para ficar com a “consciência” tranqüila, afinal, alimenta, dizem que é saudável e tem produção 100% nacional...
Resolvida essa questão, só faltava juntar as peças do quebra-cabeça... Leite, Toddy,e um copo!
Momentos depois, notei que algo não estava certo, não foi sem assombro que me dei conta de que estava tomando o meu leite, saudável e isso e aquilo em uma tulipa!!
O fato de estar tomando algo tão saudável na minha tulipa de cerveja preferida me abalou, lembrei das inúmeras noites de sábado, sentado em volta da piscina, tomando cerveja e dialogando com a família – Quase como uma propaganda de margarina, com exceção do pão integral... Em seguida, toda aquela sensação (estranha) de ir dormir tranqüilo, foi logo substituída por uma vontade imensa de tomar cerveja e jogar conversa fora. Não fossem os compromissos inerentes a uma manhã de terça-feira, eu teria mudado de idéia facilmente.
O engraçado é que isso me fez parar e pensar como as coisas são relativas. Falando assim, até pareço aqueles caras, que se dizem experts, nisso ou naquilo, que ficam dando voltas em devaneios alheios, mas ao contrário destes, não estou aqui para martelar mais uma vez sobre a velha teoria de Einstein. Até porque eu deixo isso para meu amigo Balde, afinal, ele é engenheiro e sabe dessas coisas...
Quando falei em relativo, me referi apenas ao modo como vemos as coisas. Tomemos, por exemplo, o tempo. Garanto-te que passa bem mais rápido um final de semana, durante uma viagem pelo sul do Brasil, desfrutando do visual e das belas “praias” que por lá habitam, do que um único sábado à beira dos livros tentando decifrar as peculiaridades da persecução penal – você pode até dizer que é por culpa da ressaca, que nos faz levantar tarde durante uma viagem, mas como sou eu quem está escrevendo e não você, isso não vem ao caso!
Outra coisa que sempre recordo quando penso no conceito de tempo são os trabalhos escolares... Quem aqui nunca deixou aquele trabalho sobre a abolição da escravidão, independência do Brasil, e etc... Para fazer no último dia, ou melhor, nas últimas horas (para desespero de qualquer pai) ??
É incrível, você teve todo aquele mês, com as tardes livres, sem nada de bom para fazer pensando no quão complexo era o seu trabalho e de que a sua professora devia estar louca de dar um trabalho desse porte para alunos da 3ª série. Lógico que depois de um tempo você se esquecia do assunto, afinal de contas era o campeão intercolegial de bafo e não podia se dar ao luxo de pensar em coisas tão triviais como o que aqueles "caras" fizeram há duzentos anos. Até que chegava a véspera de vencer o prazo de entrega e com o lápis em uma mão e o boletim na outra, com o resultado do cálculo era bem provável que não escaparia da recuperação sem apresentar o referido “trabalho”, e aí começava a correria... Com um ato quase que milagroso, o que parecia ser impossível de se realizar durante o mês todo é feito em algumas poucas horas, incentivado pelo “apoio” dos pais, que ao notar o desespero dos filhos falavam a torto e a direito:
- Eu avisei!!
- Não te disse!!
- Passou a semana inteira aí, porque não fez isso antes!!
Ai pais, se ao menos eles entendessem a importância do intercolegial...
Estava eu, segunda-feira à noite me preparando para ir dormir, depois de um dia tenso, quando bateu aquela vontade de comer alguma coisa. Não era fome nem nada, Quem me conhece sabe como eu me comporto quando estou com fome, mas não... Eu estava calmo e tudo mais.
Resolvi tomar um Leite para ficar com a “consciência” tranqüila, afinal, alimenta, dizem que é saudável e tem produção 100% nacional...
Resolvida essa questão, só faltava juntar as peças do quebra-cabeça... Leite, Toddy,e um copo!
Momentos depois, notei que algo não estava certo, não foi sem assombro que me dei conta de que estava tomando o meu leite, saudável e isso e aquilo em uma tulipa!!
O fato de estar tomando algo tão saudável na minha tulipa de cerveja preferida me abalou, lembrei das inúmeras noites de sábado, sentado em volta da piscina, tomando cerveja e dialogando com a família – Quase como uma propaganda de margarina, com exceção do pão integral... Em seguida, toda aquela sensação (estranha) de ir dormir tranqüilo, foi logo substituída por uma vontade imensa de tomar cerveja e jogar conversa fora. Não fossem os compromissos inerentes a uma manhã de terça-feira, eu teria mudado de idéia facilmente.
O engraçado é que isso me fez parar e pensar como as coisas são relativas. Falando assim, até pareço aqueles caras, que se dizem experts, nisso ou naquilo, que ficam dando voltas em devaneios alheios, mas ao contrário destes, não estou aqui para martelar mais uma vez sobre a velha teoria de Einstein. Até porque eu deixo isso para meu amigo Balde, afinal, ele é engenheiro e sabe dessas coisas...
Quando falei em relativo, me referi apenas ao modo como vemos as coisas. Tomemos, por exemplo, o tempo. Garanto-te que passa bem mais rápido um final de semana, durante uma viagem pelo sul do Brasil, desfrutando do visual e das belas “praias” que por lá habitam, do que um único sábado à beira dos livros tentando decifrar as peculiaridades da persecução penal – você pode até dizer que é por culpa da ressaca, que nos faz levantar tarde durante uma viagem, mas como sou eu quem está escrevendo e não você, isso não vem ao caso!
Outra coisa que sempre recordo quando penso no conceito de tempo são os trabalhos escolares... Quem aqui nunca deixou aquele trabalho sobre a abolição da escravidão, independência do Brasil, e etc... Para fazer no último dia, ou melhor, nas últimas horas (para desespero de qualquer pai) ??
É incrível, você teve todo aquele mês, com as tardes livres, sem nada de bom para fazer pensando no quão complexo era o seu trabalho e de que a sua professora devia estar louca de dar um trabalho desse porte para alunos da 3ª série. Lógico que depois de um tempo você se esquecia do assunto, afinal de contas era o campeão intercolegial de bafo e não podia se dar ao luxo de pensar em coisas tão triviais como o que aqueles "caras" fizeram há duzentos anos. Até que chegava a véspera de vencer o prazo de entrega e com o lápis em uma mão e o boletim na outra, com o resultado do cálculo era bem provável que não escaparia da recuperação sem apresentar o referido “trabalho”, e aí começava a correria... Com um ato quase que milagroso, o que parecia ser impossível de se realizar durante o mês todo é feito em algumas poucas horas, incentivado pelo “apoio” dos pais, que ao notar o desespero dos filhos falavam a torto e a direito:
- Eu avisei!!
- Não te disse!!
- Passou a semana inteira aí, porque não fez isso antes!!
Ai pais, se ao menos eles entendessem a importância do intercolegial...
segunda-feira, outubro 31, 2005
Garoto Enxaqueca...
Passei a noite de sexta, como uma velha senhora, suplicando aos céus que levasse a dor embora, e que dor.
Nunca imaginei que seria abatido por tamanha enfermidade, acreditava que enxaqueca era apenas um “termo”, do qual os mais velhos se utilizam quando não agüentam mais divertir os seus netinhos.
Quem dera. Vi-me em plena noite de sexta-feira, depois de quatro aulas na faculdade, deitado em minha cama, procurando uma posição menos desconfortável, sem poder olhar para qualquer feixe de luz que fosse, tateando a mesa ao lado em busca de mais uma aspirina.
Acho que ali, ao melhor estilo Gabriel Garcia Marques. Vulnerável do jeito que estava, fui imbuído a refletir sobre alguns conceitos...
Notei que Gastamos boa parte do nosso tempo, correndo atrás do que acreditamos ser o ideal para nós, começamos ainda bem jovens, acordando cedo para ir à escola, buscando ser o melhor, apoiados por “super” pais, que se projetam nos filhos e não enxergam suas verdadeiras limitações e anseios, isso se segue, até que nos tornamos adultos, e passamos a ser empurrados por nosso “SUPER EGO”, que passa por cima de tudo e de todos para nos obter a melhor vantagem.
E me pergunto o porque de estar sempre correndo??
A resposta não poderia ser mais paradoxal: Devemos correr atrás para obter uma garantia, e no futuro podermos ficar “tranqüilos”, ou seja, vamos desperdiçar todo nosso tempo, enquanto temos vigor físico e mental, nos prendendo a situações triviais de um cotidiano de trabalho, para que amanhã possamos desfrutar de nossa senilidade com segurança, ora, do que adianta ter dinheiro no banco e não ser capaz de lembrar-se da própria senha, ou ainda, onde deixou as calças, os óculos e etc...
No fim, percebi que não mais quero ser aquele que vai viver cerca de "cem anos de solidão", cansado e embrutecido, escrevendo crônicas e resenhas maçantes para um professor provinciano qualquer, ensinar inglês ou coisa parecida para alunos tão sem horizontes quanto eu, e, acima de tudo, talvez não seja má idéia, ficar perambulando de bar em bar, dormindo com mulheres descartáveis, ao menos, até voltar, enfim, a esta inesperada e surpreendente enxaqueca do caralho.
#My Funny Valentine#
Nunca imaginei que seria abatido por tamanha enfermidade, acreditava que enxaqueca era apenas um “termo”, do qual os mais velhos se utilizam quando não agüentam mais divertir os seus netinhos.
Quem dera. Vi-me em plena noite de sexta-feira, depois de quatro aulas na faculdade, deitado em minha cama, procurando uma posição menos desconfortável, sem poder olhar para qualquer feixe de luz que fosse, tateando a mesa ao lado em busca de mais uma aspirina.
Acho que ali, ao melhor estilo Gabriel Garcia Marques. Vulnerável do jeito que estava, fui imbuído a refletir sobre alguns conceitos...
Notei que Gastamos boa parte do nosso tempo, correndo atrás do que acreditamos ser o ideal para nós, começamos ainda bem jovens, acordando cedo para ir à escola, buscando ser o melhor, apoiados por “super” pais, que se projetam nos filhos e não enxergam suas verdadeiras limitações e anseios, isso se segue, até que nos tornamos adultos, e passamos a ser empurrados por nosso “SUPER EGO”, que passa por cima de tudo e de todos para nos obter a melhor vantagem.
E me pergunto o porque de estar sempre correndo??
A resposta não poderia ser mais paradoxal: Devemos correr atrás para obter uma garantia, e no futuro podermos ficar “tranqüilos”, ou seja, vamos desperdiçar todo nosso tempo, enquanto temos vigor físico e mental, nos prendendo a situações triviais de um cotidiano de trabalho, para que amanhã possamos desfrutar de nossa senilidade com segurança, ora, do que adianta ter dinheiro no banco e não ser capaz de lembrar-se da própria senha, ou ainda, onde deixou as calças, os óculos e etc...
No fim, percebi que não mais quero ser aquele que vai viver cerca de "cem anos de solidão", cansado e embrutecido, escrevendo crônicas e resenhas maçantes para um professor provinciano qualquer, ensinar inglês ou coisa parecida para alunos tão sem horizontes quanto eu, e, acima de tudo, talvez não seja má idéia, ficar perambulando de bar em bar, dormindo com mulheres descartáveis, ao menos, até voltar, enfim, a esta inesperada e surpreendente enxaqueca do caralho.
#My Funny Valentine#
quinta-feira, outubro 13, 2005
Saga Parte III (Na Marra)
Quase duas semanas depois, no melhor estilo trabalho escolar, ou seja, "na marra", concluí o que se deu na viagem.
... Enquanto nos preparávamos para voltar ao carro surge um ser estranho em nossa direção. Em um primeiro instante ficamos todos apreensivos, mas depois de poucas palavras proferidas, ficou claro que o cara estava completamente perdido, por assim dizer, ele não sabia onde estavam seus amigos, o que estava fazendo ali e muito menos para onde ia. Aos poucos a galera do guetto® foi tomada por um sentimento de compaixão, algo do gênero e colocamos o cara pra dentro. A Zafira do Gu agora estava com sua capacidade máxima...
A vontade de ajudar era tamanha, que voltamos em sentido contrário ao caminho para deixar nosso mais novo “passageiro”, para ali tomar um ônibus. Confirmando que realmente o cara estava na pior, ele sequer tinha um real no bolso para pagar a condução. Novamente o espírito fraterno veio à tona e ajudamos o rapaz nesse quesito. Não preciso dizer que aquilo nos fez muito bem, e seguimos viagem com a sensação de dever cumprido, até que chegamos em Camburi, e o Pablo Primo começou a falar groselha sobre o fato ocorrido.
Tente visualizar a cena... Seis marmanjos, em frente ao Galeão, em um estado de alegria “contagiante”, discutindo sobre a existência ou não de uma vida eterna, invocando o velho testamento e usando de alguns princípios filosóficos, enquanto tentavam, com a chave do carro fazer um furo na caixa de suco de laranja com intuito de misturar com Vodka e fazer a famosa “BOMBA”, para manter o nível da galera.
Minutos depois já estávamos, Pablo Primo e Eu, em frente à balada, discutindo o sentido da vida, se afinal de contas, segundo primo, todos voltaremos a ser pó. Não obstante que logo na seqüência o primo passou a ser conhecido como o homem areia.
O tempo passou e entre, cair pra dentro da noitada e ficar bebendo na rua, escolhemos a segunda opção. No melhor estilo gangue do chocoleite, tomamos algumas cervejas num recinto: “TAHITIro” – Vale a pena lembrar, que no final, rolou mais uma confusão... Entre mortos e feridos salvaram-se todos, ou melhor, depois de uma boa discussão, conseguimos pagar com um cheque do Rodrigo nossa conta.
Enquanto me preparava para mais uma jornada, de volta para o chopp com escama, só tinha uma coisa em mente: Como aquela piscina de bolinhas era fantástica! Já parou para pensar na engenhosidade do cidadão que bolou tal forma de lazer?
Para ter uma noção, saindo de camburi, de volta a juquehy, meus pensamentos não estavam na balada que deixávamos para trás, muito menos no barzinho que estávamos a ir, pelo contrário, eles voltaram-se para aqueles instantes, em que ficamos todos em repouso, desfrutando da dose de relaxamento que só uma piscina de bolinhas pode oferecer. Tirando o Chulé que pairava no ar, e o fato de não estarmos acompanhado de nossos drinks respectivamente, eu diria que foi um dos pontos altos da viagem.
Tirando o caso do “ladrão” arrependido, o que se seguiu foi mais do mesmo, a bebedeira e o falatório sobre a vida alheia...
... Enquanto nos preparávamos para voltar ao carro surge um ser estranho em nossa direção. Em um primeiro instante ficamos todos apreensivos, mas depois de poucas palavras proferidas, ficou claro que o cara estava completamente perdido, por assim dizer, ele não sabia onde estavam seus amigos, o que estava fazendo ali e muito menos para onde ia. Aos poucos a galera do guetto® foi tomada por um sentimento de compaixão, algo do gênero e colocamos o cara pra dentro. A Zafira do Gu agora estava com sua capacidade máxima...
A vontade de ajudar era tamanha, que voltamos em sentido contrário ao caminho para deixar nosso mais novo “passageiro”, para ali tomar um ônibus. Confirmando que realmente o cara estava na pior, ele sequer tinha um real no bolso para pagar a condução. Novamente o espírito fraterno veio à tona e ajudamos o rapaz nesse quesito. Não preciso dizer que aquilo nos fez muito bem, e seguimos viagem com a sensação de dever cumprido, até que chegamos em Camburi, e o Pablo Primo começou a falar groselha sobre o fato ocorrido.
Tente visualizar a cena... Seis marmanjos, em frente ao Galeão, em um estado de alegria “contagiante”, discutindo sobre a existência ou não de uma vida eterna, invocando o velho testamento e usando de alguns princípios filosóficos, enquanto tentavam, com a chave do carro fazer um furo na caixa de suco de laranja com intuito de misturar com Vodka e fazer a famosa “BOMBA”, para manter o nível da galera.
Minutos depois já estávamos, Pablo Primo e Eu, em frente à balada, discutindo o sentido da vida, se afinal de contas, segundo primo, todos voltaremos a ser pó. Não obstante que logo na seqüência o primo passou a ser conhecido como o homem areia.
O tempo passou e entre, cair pra dentro da noitada e ficar bebendo na rua, escolhemos a segunda opção. No melhor estilo gangue do chocoleite, tomamos algumas cervejas num recinto: “TAHITIro” – Vale a pena lembrar, que no final, rolou mais uma confusão... Entre mortos e feridos salvaram-se todos, ou melhor, depois de uma boa discussão, conseguimos pagar com um cheque do Rodrigo nossa conta.
Enquanto me preparava para mais uma jornada, de volta para o chopp com escama, só tinha uma coisa em mente: Como aquela piscina de bolinhas era fantástica! Já parou para pensar na engenhosidade do cidadão que bolou tal forma de lazer?
Para ter uma noção, saindo de camburi, de volta a juquehy, meus pensamentos não estavam na balada que deixávamos para trás, muito menos no barzinho que estávamos a ir, pelo contrário, eles voltaram-se para aqueles instantes, em que ficamos todos em repouso, desfrutando da dose de relaxamento que só uma piscina de bolinhas pode oferecer. Tirando o Chulé que pairava no ar, e o fato de não estarmos acompanhado de nossos drinks respectivamente, eu diria que foi um dos pontos altos da viagem.
Tirando o caso do “ladrão” arrependido, o que se seguiu foi mais do mesmo, a bebedeira e o falatório sobre a vida alheia...
quinta-feira, outubro 06, 2005
Fim De Semana ao estilo guetto - A Saga PARTE II
...
O que se sucedeu foi exatamente isso: Eu tentei, tentei e juro... tentei mesmo resistir, mas em questão de segundos já estava com a minha ITAIPAVA© gelada na mão - Vocês podem até discorrer sobre a minha falta de personalidade, mas te garanto que discutir com uma “gelada” por entre as mãos é bem melhor...
Alguns minutos, cervejas e cigarros depois surgem os primeiros esboços de um diálogo...
(Rodrigo):
- Caraça, meu irmão ta aí no AP...
- com a namorada...
- Mas acho que não pega nada. (Sem muita convicção).
Depois de algumas piadinhas com as moças da portaria (Pra Variar), começa o falatório.
(Pablo Primo):
- Ae galera chegamos!
(Rodrigo):
- Para o carro ali ó Gu, atrás do Civic...
(Dioguinho):
- O Gu... Eu duvido você parar o carro ali!
(Xavequini):
- Pode deixar... Só me passa uma cerva aí Sarito.
(Sarito):
- Ae Galera Pode deixar que eu estou de moto... huahuaha
(Galera Do Guetto Inteira):
- Caraça, vamos, vamos, para aí mesmo... Tá bom!
Depois de alguns momentos constrangedores, frente ao Irmão do Rodrigo e sua namorada. Recentemente privados de qualquer chance, de ter um fim de semana romântico (A sós) em Riviera – É o guetto® Acabando com a paz de qualquer um que cruze o seu caminho.
Como já era de imaginar, passamos o resto do dia bebendo, nos aventurando pelas dependências do Aqua Riviera. A princípio nos sentamos perto da piscina tomando cerveja, com vista para a parte “traseira” da quadra de Tennis – Não preciso dizer que quando mudaram de lado e o “namorado” passou a ocupar nosso ângulo de visão privilegiada, abandonamos o local de pronto. Dando-se início ao campeonato de sinuca mais estranho da história, onde Sarito e Dioguinho sagraram-se campeões invictos da mesa – Será que o Edílson de Carvalho estava por lá???
Há tempos não via a turma do guetto® tão entusiasmada com alguma coisa, a princípio quando ouvi os suspiros e gritos de felicidade, imaginei o mesmo que vocês...
Dois minutos depois surgem: Gustavo, Dioguinho e o jovem Sarito, esbravejando o que parecia inacreditável...
Eles realmente haviam encontrado algo, mas não era a “mulherada”...
ERA UMA MÁQUINA DE GELO!!!
Não preciso dizer que isso foi motivo para mais uma investida ao supermercado em busca de cerveja e uma “chapeuzinho vermelho” (Smir p/ os íntimos).
A hora de se “arrumar” foi tumultuada como sempre – Não chegou a ponto de ter que tirar nos dados a ordem de cada um tomar seu banho, como já ocorrera em ocasiões anteriores, mas se não me falhe a memória, depois que o Dioguinho deu início e se atrapalhou todo com a porta da varanda o caos estava instaurado.
Nada que impedisse de sairmos, quase duas horas depois em direção ao “famoso” chopp com escama, arrumamos uma vaga e nos preparamos para aportar no referido pico. O contraste era forte demais. De um lado o barzinho (chopp com escama). Meia dúzia de mesinhas, alguns casaizinhos e cerveja Nova Schin, enquanto do outro lado rolava a maior festa dos últimos tempos: Cinquenta faculdades reunidas, balões da SKOL pra todo lado, aquela multidão, resumindo... Micareta rolando solta!
As dúvidas começaram a surgir pouco tempo depois, o que se sucedeu... Fica para o próximo “Capítulo”.
# Marisa Monte – Ainda Lembro ( E voçê... Se lembra?)#
O que se sucedeu foi exatamente isso: Eu tentei, tentei e juro... tentei mesmo resistir, mas em questão de segundos já estava com a minha ITAIPAVA© gelada na mão - Vocês podem até discorrer sobre a minha falta de personalidade, mas te garanto que discutir com uma “gelada” por entre as mãos é bem melhor...
Alguns minutos, cervejas e cigarros depois surgem os primeiros esboços de um diálogo...
(Rodrigo):
- Caraça, meu irmão ta aí no AP...
- com a namorada...
- Mas acho que não pega nada. (Sem muita convicção).
Depois de algumas piadinhas com as moças da portaria (Pra Variar), começa o falatório.
(Pablo Primo):
- Ae galera chegamos!
(Rodrigo):
- Para o carro ali ó Gu, atrás do Civic...
(Dioguinho):
- O Gu... Eu duvido você parar o carro ali!
(Xavequini):
- Pode deixar... Só me passa uma cerva aí Sarito.
(Sarito):
- Ae Galera Pode deixar que eu estou de moto... huahuaha
(Galera Do Guetto Inteira):
- Caraça, vamos, vamos, para aí mesmo... Tá bom!
Depois de alguns momentos constrangedores, frente ao Irmão do Rodrigo e sua namorada. Recentemente privados de qualquer chance, de ter um fim de semana romântico (A sós) em Riviera – É o guetto® Acabando com a paz de qualquer um que cruze o seu caminho.
Como já era de imaginar, passamos o resto do dia bebendo, nos aventurando pelas dependências do Aqua Riviera. A princípio nos sentamos perto da piscina tomando cerveja, com vista para a parte “traseira” da quadra de Tennis – Não preciso dizer que quando mudaram de lado e o “namorado” passou a ocupar nosso ângulo de visão privilegiada, abandonamos o local de pronto. Dando-se início ao campeonato de sinuca mais estranho da história, onde Sarito e Dioguinho sagraram-se campeões invictos da mesa – Será que o Edílson de Carvalho estava por lá???
Há tempos não via a turma do guetto® tão entusiasmada com alguma coisa, a princípio quando ouvi os suspiros e gritos de felicidade, imaginei o mesmo que vocês...
Dois minutos depois surgem: Gustavo, Dioguinho e o jovem Sarito, esbravejando o que parecia inacreditável...
Eles realmente haviam encontrado algo, mas não era a “mulherada”...
ERA UMA MÁQUINA DE GELO!!!
Não preciso dizer que isso foi motivo para mais uma investida ao supermercado em busca de cerveja e uma “chapeuzinho vermelho” (Smir p/ os íntimos).
A hora de se “arrumar” foi tumultuada como sempre – Não chegou a ponto de ter que tirar nos dados a ordem de cada um tomar seu banho, como já ocorrera em ocasiões anteriores, mas se não me falhe a memória, depois que o Dioguinho deu início e se atrapalhou todo com a porta da varanda o caos estava instaurado.
Nada que impedisse de sairmos, quase duas horas depois em direção ao “famoso” chopp com escama, arrumamos uma vaga e nos preparamos para aportar no referido pico. O contraste era forte demais. De um lado o barzinho (chopp com escama). Meia dúzia de mesinhas, alguns casaizinhos e cerveja Nova Schin, enquanto do outro lado rolava a maior festa dos últimos tempos: Cinquenta faculdades reunidas, balões da SKOL pra todo lado, aquela multidão, resumindo... Micareta rolando solta!
As dúvidas começaram a surgir pouco tempo depois, o que se sucedeu... Fica para o próximo “Capítulo”.
# Marisa Monte – Ainda Lembro ( E voçê... Se lembra?)#
quarta-feira, outubro 05, 2005
PARABÉNS!!!
HOJE É ANIVERSÁRIO DA NOSSA CONSTITUIÇÃO...
SÃO 17 ANOS SENDO "MOLDADA" PARA OS INTERESSES INDIVÍDUAIS E LOBBIES DE TODO NOSSO PAÍS.
SÃO 17 ANOS SENDO "MOLDADA" PARA OS INTERESSES INDIVÍDUAIS E LOBBIES DE TODO NOSSO PAÍS.
terça-feira, outubro 04, 2005
Fim De Semana ao estilo guetto - A Saga PARTE I
Tudo parecia correr para mais um fim de semana normal, sem muitas novidades, só o mesmo grupo de amigos bebendo a toa, jogando conversa fora. Porque com essa galera as coisas rolam as avessas, arrumam alguma desculpa qualquer para conversar, só para terem motivo pra beber...
Sexta-Feira, depois de uma prova - que para ser sincero eu não vejo a hora de esquecer – rolou mais uma das “festinhas” na casa do cabeçudo, dessa vez o aniversário da Paloma era a ocasião. Boatos rolaram de que seria a festa de Noivado (FINALMENTE), do Lele x Paloma, mas por mais uma vez, ambos se utilizaram de evasivas para mudar de assunto e ficou por isso mesmo.
Já que o tal noivado não saiu dessa vez, a festa rolou normalmente como outra qualquer do guetto, com exceção do Barbosa comandando a churrasqueira de forma sublime e o cabeçudo bancando parte da festa.
Exemplo disso:
O Lesado não chamou o Pedroso de Gugu, mas tornou a xavecar a Juju, ficou tumultuando a galera para jogar POKER e parafraseando o Netinho aqui e acolá
- O Cabeçudo tomou umas a mais e ficou soltinho na vala, falando groselhas milaborantes.
-O Gugu com seu fiel escudeiro, Rodrigo. Fazendo-se Notar com toda aquela pompa que só o Xavequini sabe fazer...
- O Sarito “azarando” as amigas da Sarita, e depois meio dividido... Sem saber se fazia a cabeça da galera para ir ao Santa Aldeia no Sábado ou incentivava cada um de nós a ir pro ARITA Leader Training.
- Eu me contentei em tomar minhas cervejas, trocar meia dúzia de palavras, fazer alguns trocadilhos infames e me deixei ser convencido a ir pra Riviera no Sábado.
- Nosso amigo balde não esteve presente, portanto não podemos fazer um juízo de comportamento, mas se fosse para dar um palpite, ele provavelmente estaria falando alto, perguntando a Paloma o porque dela não ter convidado suas grandes amigas (entenda-se A.M.I.G.O.N.A.S)...
O sábado pairava no ar cheio de promessas e compromissos.
- É... Vamos acordar no máximo às nove, se quisermos chegar a tempo de curtir a festa.
O tempo foi passando e a desistência tornou-se iminente, o guetto não mais iria aportar na festa de psico em Juquehy.
E assim foi sexta-feira...
No sábado, algumas horas de sono e poucos litros de água depois, as comunicações foram restabelecidas entre os integrantes do guetto, foi firmado o seguinte acordo:
Não mais iríamos a festa em Juquehy, mas passaríamos o resto do sábado e o domingo em Riviera no condomínio do Fiel Escudeiro. Ficou “acertado” (tacitamente) que, depois do jogo do Barcelona partiríamos em busca de mais uma aventura.
Em questão de minutos, fui surpreendido por um telefonema malcriado do meu caro amigo dioguinho, me intimando a ir pra faculdade, aquilo em nada me animou, afinal, já tinha conhecimento que teria uma aula de filosofia daquelas, portanto não dei muita atenção às palavras proferidas pelo meu caro amigo.
Para minha surpresa não se passaram nem vinte minutos e o dito cujo já estava a buzinar exigindo a minha presença junto a ele naquela ida a faculdade.
Embebido em um cansaço extremo e uma falta de motivação digna de estudo, em função da bebedeira da noite anterior, fui de encontro ao inevitável, e a cada passo em direção do seu carro, era um pesar imenso que pairava sobre minha cabeça.
- Que diabos estou indo fazer na faculdade, com toda essa ressaca nas costas e esse sol na cabeça?
Naquela hora entendi porque algumas pessoas personificam seu ódio em alguns objetos, naquela hora o fiesta preto do dioguinho significava tudo de ruim que poderia me acontecer.
Mas traumas existem para serem superados e comigo não foi diferente. Levantei a cabeça e fui a luta. Munido de meu maço de cigarros e a matéria de Constitucional.
Biblioteca de Direito... Aí vou eu!!!
Dentro de alguns minutos eu adormeceria nessa mesma biblioteca, mas isso já é outra história e não vem ao caso.
Cigarros e telefonemas depois, eu já estava em casa, arrumando minhas malas e me preparando psicologicamente, para o que seria uma trip e tanto…
Como era de se esperar – depois do Barcelona empatar o jogo de forma brilhante, com um baita gol do Eto’o – começaram a surgir sons de buzinas novamente, e como suspeitava era o Xavequini com sua Zafira, que tanto buzinou que acordou meu pai e C&A do seu soninho de sábado!!
Essa turma do guetto não respeita nem o “bodinho” sagrado de Sábado.
Fui recebido com sorrisos e alguns abraços, o que vi começou a me preocupar. Típico da turma do guetto, estava ao fundo do carro, junto com as malas – se é que pode se chamar de mala, uma mochila que leva o suficiente para a noite de sábado e manhã de domingo – estava um cooler verde abarrotado de cerveja e gelo, com o Sarito ao lado, “funcionando” de Barman, o que se sucedeu...
Fique ligado, Vá pensando que amanhã tem +
Um Abraço
Sexta-Feira, depois de uma prova - que para ser sincero eu não vejo a hora de esquecer – rolou mais uma das “festinhas” na casa do cabeçudo, dessa vez o aniversário da Paloma era a ocasião. Boatos rolaram de que seria a festa de Noivado (FINALMENTE), do Lele x Paloma, mas por mais uma vez, ambos se utilizaram de evasivas para mudar de assunto e ficou por isso mesmo.
Já que o tal noivado não saiu dessa vez, a festa rolou normalmente como outra qualquer do guetto, com exceção do Barbosa comandando a churrasqueira de forma sublime e o cabeçudo bancando parte da festa.
Exemplo disso:
O Lesado não chamou o Pedroso de Gugu, mas tornou a xavecar a Juju, ficou tumultuando a galera para jogar POKER e parafraseando o Netinho aqui e acolá
- O Cabeçudo tomou umas a mais e ficou soltinho na vala, falando groselhas milaborantes.
-O Gugu com seu fiel escudeiro, Rodrigo. Fazendo-se Notar com toda aquela pompa que só o Xavequini sabe fazer...
- O Sarito “azarando” as amigas da Sarita, e depois meio dividido... Sem saber se fazia a cabeça da galera para ir ao Santa Aldeia no Sábado ou incentivava cada um de nós a ir pro ARITA Leader Training.
- Eu me contentei em tomar minhas cervejas, trocar meia dúzia de palavras, fazer alguns trocadilhos infames e me deixei ser convencido a ir pra Riviera no Sábado.
- Nosso amigo balde não esteve presente, portanto não podemos fazer um juízo de comportamento, mas se fosse para dar um palpite, ele provavelmente estaria falando alto, perguntando a Paloma o porque dela não ter convidado suas grandes amigas (entenda-se A.M.I.G.O.N.A.S)...
O sábado pairava no ar cheio de promessas e compromissos.
- É... Vamos acordar no máximo às nove, se quisermos chegar a tempo de curtir a festa.
O tempo foi passando e a desistência tornou-se iminente, o guetto não mais iria aportar na festa de psico em Juquehy.
E assim foi sexta-feira...
No sábado, algumas horas de sono e poucos litros de água depois, as comunicações foram restabelecidas entre os integrantes do guetto, foi firmado o seguinte acordo:
Não mais iríamos a festa em Juquehy, mas passaríamos o resto do sábado e o domingo em Riviera no condomínio do Fiel Escudeiro. Ficou “acertado” (tacitamente) que, depois do jogo do Barcelona partiríamos em busca de mais uma aventura.
Em questão de minutos, fui surpreendido por um telefonema malcriado do meu caro amigo dioguinho, me intimando a ir pra faculdade, aquilo em nada me animou, afinal, já tinha conhecimento que teria uma aula de filosofia daquelas, portanto não dei muita atenção às palavras proferidas pelo meu caro amigo.
Para minha surpresa não se passaram nem vinte minutos e o dito cujo já estava a buzinar exigindo a minha presença junto a ele naquela ida a faculdade.
Embebido em um cansaço extremo e uma falta de motivação digna de estudo, em função da bebedeira da noite anterior, fui de encontro ao inevitável, e a cada passo em direção do seu carro, era um pesar imenso que pairava sobre minha cabeça.
- Que diabos estou indo fazer na faculdade, com toda essa ressaca nas costas e esse sol na cabeça?
Naquela hora entendi porque algumas pessoas personificam seu ódio em alguns objetos, naquela hora o fiesta preto do dioguinho significava tudo de ruim que poderia me acontecer.
Mas traumas existem para serem superados e comigo não foi diferente. Levantei a cabeça e fui a luta. Munido de meu maço de cigarros e a matéria de Constitucional.
Biblioteca de Direito... Aí vou eu!!!
Dentro de alguns minutos eu adormeceria nessa mesma biblioteca, mas isso já é outra história e não vem ao caso.
Cigarros e telefonemas depois, eu já estava em casa, arrumando minhas malas e me preparando psicologicamente, para o que seria uma trip e tanto…
Como era de se esperar – depois do Barcelona empatar o jogo de forma brilhante, com um baita gol do Eto’o – começaram a surgir sons de buzinas novamente, e como suspeitava era o Xavequini com sua Zafira, que tanto buzinou que acordou meu pai e C&A do seu soninho de sábado!!
Essa turma do guetto não respeita nem o “bodinho” sagrado de Sábado.
Fui recebido com sorrisos e alguns abraços, o que vi começou a me preocupar. Típico da turma do guetto, estava ao fundo do carro, junto com as malas – se é que pode se chamar de mala, uma mochila que leva o suficiente para a noite de sábado e manhã de domingo – estava um cooler verde abarrotado de cerveja e gelo, com o Sarito ao lado, “funcionando” de Barman, o que se sucedeu...
Fique ligado, Vá pensando que amanhã tem +
Um Abraço
quarta-feira, setembro 21, 2005
Almost Six months of Pagetti´s Blogspot!!
Never though it would last this long – the same way I never imagine one of my relationships lasting more than a few weeks, of fun and misunderstanding, but sometimes life play tricks on us, and when we realize, we are already in love or something like that.
But love and broken hearts aren’t the main theme around here – Who am I to talk ´bout things like that anyway.
These last weeks I’ve started thinking ´bout writing a book or something like that, and already got a few pages and subjects to work around.
Who knows…?
Maybe sometime in the future i´ll got it published - we gotta keep dreaming hun?
Enquanto o suposto livro não sai, me contento com minhas poucas linhas cibernéticas e meus “fieis seguidores”, que semanalmente acompanham a singularidade que é tentar ser um empresário mirim, estagiário de direito e um estudante ao mesmo tempo!
Tudo isso junto com as tribulações de todo jovem, que na sua essência inconformada, busca por mudanças, aventuras e (como não podia faltar) uma boa bebedeira!
bleah
But love and broken hearts aren’t the main theme around here – Who am I to talk ´bout things like that anyway.
These last weeks I’ve started thinking ´bout writing a book or something like that, and already got a few pages and subjects to work around.
Who knows…?
Maybe sometime in the future i´ll got it published - we gotta keep dreaming hun?
Enquanto o suposto livro não sai, me contento com minhas poucas linhas cibernéticas e meus “fieis seguidores”, que semanalmente acompanham a singularidade que é tentar ser um empresário mirim, estagiário de direito e um estudante ao mesmo tempo!
Tudo isso junto com as tribulações de todo jovem, que na sua essência inconformada, busca por mudanças, aventuras e (como não podia faltar) uma boa bebedeira!
bleah
quarta-feira, setembro 14, 2005
No mundo contemporâneo...
Já faz um tempo que tenho mania de começar meus textos acadêmicos com essa frase.
No mundo contemporâneo...
Acho que desde o tempo das aulas do saudoso professor Amir. Que apesar de toda sua experiência e seu estilo peculiar para um professor de redação, se prende em detalhes, e dá valor a essas “baboseiras balzaquianas”. Digo baboseiras porque ao meu ver um simples conjunto de palavras em nada acrescenta, e muito menos substitui a criatividade e a tempestade de idéias num texto qualquer...
Acho que tal mania veio à tona depois de reiteradas tentativas, sem êxito de obter uma boa nota nas redações que o saudoso mestre nos passava. E me exaltava ao ver meus colegas de classe alcançando seus objetivos acadêmicos com textos sem conteúdo algum. A gota d’água foi quando minha mãe, após ler um desses textos compartilhou da minha frustração quanto à nota alcançada.
Tudo isso, para falar do que realmente vem acontecendo nos dias de hoje, a tão aclamada MODERNIDADE. Os tempos modernos, que em função de sua fragilidade cultural e emocional dão valor a tudo que é retrô e ficam se gabando ao relembrar La Belle Epoc.
São tempos modernos admito, de oportunidades fascinantes, onde se encurtaram as distâncias, perdeu-se o pudor, mas que ao mesmo tempo difundiu a hipocrisia de forma exagerada, reprimiu ainda mais os reprimidos e através do capitalismo selvagem, ressuscitou o código de Hamurabi, através das aclamadas “sanções comerciais”, que por vezes, acabam por “escravizar” uma nação inteira.
São tempos curiosos, de certa forma até perigosos, que vem ilustrar, como é complicado modernizar-se.
O cidadão conforme vai evoluindo, cria artifícios para resguardar sua “segurança” e com o passar do tempo, surgem novas atividades que o colocam em risco novamente.
Prova disso são as leis de trânsito;
No começo se limitavam a regrar sobre a direção e velocidade compatível com as vias, com o aumento da popularidade do automóvel, foram criados os semáforos. O que resolveu a vida dos pedestres por um tempo!
Mas nem tudo estava perdido... Criaram a faixa de pedestres!
Admito que foi uma senhora invenção, veio devolver dignidade e segurança aqueles que insistem em transitar a pé.
E agora você deve estar se perguntando, porque crítico os tempos modernos?
E eu lhe respondo com uma pergunta também!
- “Você já tentou atravessar uma avenida movimentada ultimamente?”.
Se a resposta foi não, eu vou ilustrar alguns dos perigos que rondam tal travessia.
Na teoria tudo é simples e perfeito, você aguarda o sinal da via fechar, o de pedestres abrir e simplesmente atravessa. Mas na prática o que acontece não é bem isso...
Supondo que os sinais estejam sincronizados (o que de fato dificilmente acontece), ao tentar atravessar, você tem de esperar por aquele espertinho que acredita que o estágio do “amarelo” vai aguardar mais alguns segundinhos até ele passar.
*A senhora que vem desligada, conversando com a netinha.
*As bicicletas, que parecem vir de todos os lados, e velocidades, que por algum efeito colateral, impossibilitam seus condutores de observar qualquer regra de trânsito, quanto menos um simples semáforo.
Se não bastasse isso, agora surgiram aqueles “animadores de semáforo”, ou seja, sujeitos que se prezam a fazer qualquer tipo de “acrobacias” em troco de algumas moedas e dividem o pequeno espaço disponível na estreita faixa de pedestres.
Agora, recapitulando:
Partindo do pressuposto que você não é daltônico e consegue distinguir entre o vermelho e o verde, com toda sagacidade você começa a sua travessia, após o terceiro passo, você para bruscamente – O sujeito que acelerou para conseguir passar antes do sinal fechar, obviamente não conseguiu e acabou passando a poucos centímetros de você. Superado este obstáculo, de longe é possível avistar a nobre senhora distraída, de antemão você calcula os “quantos vinte quilômetros por hora ela está”, acelera alguns passos, e deixa o carro dela para trás sem dificuldade.
Quando tudo parece estar resolvido surgem as bicicletas, e meu deus quantas delas... São todos os modelos tamanhos e variações, nessas horas o único conselho que posso dar é: não entre em PANICO - o que na prática é bem mais complicado que na teoria.
As Bicicletas vem em todas as direções, e como em Carmageddon: Todas tentam te derrubar.
Como não bastasse, ainda falta desviar dos garotinhos que fazem malabares, e que volta e meia deixam escapar seus bastonetes, tornando você pedestre o alvo perfeito!
Complicado não...
Isso quando não surge o empresário malabarista, que acredita conseguir dirigir, fumar seu cigarro, controlar o rádio e fechar um negócio pelo celular ao mesmo tempo.
É isso ai...
Vivendo e aprendendo.
# Yo Vengo a Ofrecer Mi Corazon – Francis Cabrel & Mercedes Sosa #
No mundo contemporâneo...
Acho que desde o tempo das aulas do saudoso professor Amir. Que apesar de toda sua experiência e seu estilo peculiar para um professor de redação, se prende em detalhes, e dá valor a essas “baboseiras balzaquianas”. Digo baboseiras porque ao meu ver um simples conjunto de palavras em nada acrescenta, e muito menos substitui a criatividade e a tempestade de idéias num texto qualquer...
Acho que tal mania veio à tona depois de reiteradas tentativas, sem êxito de obter uma boa nota nas redações que o saudoso mestre nos passava. E me exaltava ao ver meus colegas de classe alcançando seus objetivos acadêmicos com textos sem conteúdo algum. A gota d’água foi quando minha mãe, após ler um desses textos compartilhou da minha frustração quanto à nota alcançada.
Tudo isso, para falar do que realmente vem acontecendo nos dias de hoje, a tão aclamada MODERNIDADE. Os tempos modernos, que em função de sua fragilidade cultural e emocional dão valor a tudo que é retrô e ficam se gabando ao relembrar La Belle Epoc.
São tempos modernos admito, de oportunidades fascinantes, onde se encurtaram as distâncias, perdeu-se o pudor, mas que ao mesmo tempo difundiu a hipocrisia de forma exagerada, reprimiu ainda mais os reprimidos e através do capitalismo selvagem, ressuscitou o código de Hamurabi, através das aclamadas “sanções comerciais”, que por vezes, acabam por “escravizar” uma nação inteira.
São tempos curiosos, de certa forma até perigosos, que vem ilustrar, como é complicado modernizar-se.
O cidadão conforme vai evoluindo, cria artifícios para resguardar sua “segurança” e com o passar do tempo, surgem novas atividades que o colocam em risco novamente.
Prova disso são as leis de trânsito;
No começo se limitavam a regrar sobre a direção e velocidade compatível com as vias, com o aumento da popularidade do automóvel, foram criados os semáforos. O que resolveu a vida dos pedestres por um tempo!
Mas nem tudo estava perdido... Criaram a faixa de pedestres!
Admito que foi uma senhora invenção, veio devolver dignidade e segurança aqueles que insistem em transitar a pé.
E agora você deve estar se perguntando, porque crítico os tempos modernos?
E eu lhe respondo com uma pergunta também!
- “Você já tentou atravessar uma avenida movimentada ultimamente?”.
Se a resposta foi não, eu vou ilustrar alguns dos perigos que rondam tal travessia.
Na teoria tudo é simples e perfeito, você aguarda o sinal da via fechar, o de pedestres abrir e simplesmente atravessa. Mas na prática o que acontece não é bem isso...
Supondo que os sinais estejam sincronizados (o que de fato dificilmente acontece), ao tentar atravessar, você tem de esperar por aquele espertinho que acredita que o estágio do “amarelo” vai aguardar mais alguns segundinhos até ele passar.
*A senhora que vem desligada, conversando com a netinha.
*As bicicletas, que parecem vir de todos os lados, e velocidades, que por algum efeito colateral, impossibilitam seus condutores de observar qualquer regra de trânsito, quanto menos um simples semáforo.
Se não bastasse isso, agora surgiram aqueles “animadores de semáforo”, ou seja, sujeitos que se prezam a fazer qualquer tipo de “acrobacias” em troco de algumas moedas e dividem o pequeno espaço disponível na estreita faixa de pedestres.
Agora, recapitulando:
Partindo do pressuposto que você não é daltônico e consegue distinguir entre o vermelho e o verde, com toda sagacidade você começa a sua travessia, após o terceiro passo, você para bruscamente – O sujeito que acelerou para conseguir passar antes do sinal fechar, obviamente não conseguiu e acabou passando a poucos centímetros de você. Superado este obstáculo, de longe é possível avistar a nobre senhora distraída, de antemão você calcula os “quantos vinte quilômetros por hora ela está”, acelera alguns passos, e deixa o carro dela para trás sem dificuldade.
Quando tudo parece estar resolvido surgem as bicicletas, e meu deus quantas delas... São todos os modelos tamanhos e variações, nessas horas o único conselho que posso dar é: não entre em PANICO - o que na prática é bem mais complicado que na teoria.
As Bicicletas vem em todas as direções, e como em Carmageddon: Todas tentam te derrubar.
Como não bastasse, ainda falta desviar dos garotinhos que fazem malabares, e que volta e meia deixam escapar seus bastonetes, tornando você pedestre o alvo perfeito!
Complicado não...
Isso quando não surge o empresário malabarista, que acredita conseguir dirigir, fumar seu cigarro, controlar o rádio e fechar um negócio pelo celular ao mesmo tempo.
É isso ai...
Vivendo e aprendendo.
# Yo Vengo a Ofrecer Mi Corazon – Francis Cabrel & Mercedes Sosa #
terça-feira, setembro 13, 2005
CARTA DO ESCRITOR MÁRIO PRATA AO MINISTRO PAULO RENATO.
Nossa...
Já tem tanto tempo assim que não escrevo???
Aff...
Como as idéias custam a voltar, transcrevo aqui essa carta!
"Saber que uma crônica minha foi tema da prova de português num vestibular para medicina
só me envaidece. O ego dá um pulo.Melhor até mesmo que um elogio no The New
York Times (sorry, mas eu tinha de contar).
A crônica imposta aos jovens se chama As Meninas-Moça. Publicaram a danada
inteira e depois fizeram oito perguntas em forma de múltipla escolha. E eu,
que escrevi, que sou o autor, errei as oito. Imagino os meninos e as
meninas, que querem ser médicos, submetidos a tal dissecação.
Fico aqui me perguntando, ministro, pra que isso ? Será que, para cuidar de
uma dor de cabeça, um jovem tem de saber se a minha expressão "esparramados
em seios esplêndidos" é uma paráfrase, uma metáfase, uma paródia, uma
amplificação ou o resumo de um texto bem conhecido pelo cidadão brasileiro
? Com toda a sinceridade, ministro da Educação Paulo Renato, você sabe me
responder isso ? Algum assessor seu sabe ?
A gente educa os filhos direitinho, ensina o que achamos
fundamental.Educação, honestidade, indica bons livros, explica porque o
Maluf é nefasto, pede para ele torcer pelo corinthians, apresenta gente
decente, paga milhões de reais por bons colégios, ensina inglês e até paga
o analista. Para que ele tenha um bom futuro e seja feliz. Meus filhos
sabem, por exemplo, o que é larica. Você também sabe. Mas, para ser médico,
a larica é outra. Veja mais um exemplo da prova : "Larica é larica. Vide
dicionário. " Aí, para ser médico, o jovem precisa saber se esta pequena
frase é poética, fática, metalingüística, emotiva-expressiva, referencial,
conativa ou apelativa ? O que você acha, Paulo Renato ? Eu, (larica à parte
e bem-vinda ), não faço a menor idéia.
Será que não teria sido melhor publicar a crônica (como foi feito) e pedir
para a garotada escrever o que quisesse, o que achasse, o que bem
entendesse do que eu entendi ? Deixar o jovem manifestar a sua opinião,
fazer a garota escrever no lugar de ficar ticando opções fáticas ?
O título da vestibular crônica, já disse, era As Meninas-Moça e eu me
referia ao time feminino de vôlei da Leites Nestlé que ia acabar. Olha o
que eles perguntaram aos alunos, sobre o título :
a - ao usar meninas-Moça, não flexionou no plural o segundo elemento porque
criou um neologismo, processo que não se submete a normas da língua;
b - ao criar um novo vocábulo, não transgrediu as regras de flexão dos
compostos;
c - usou uma flexão admissível porque o segundo elemento é um nome próprio
feminino;
d - ao usar a expressão do composto, violentou a regra da língua que
preconiza, para esse caso, a variação no plural para os dois elementos;
e - usou apropriadamente a forma meninas-Moça, visto que o segundo elemento
tem função apositiva.
O que você acha, ministro ? Eu, fico entre a e b. Mesmo porque eu não tenho
a menor idéia do que seja uma função apositiva.
E você, Paulo Renato, vota em quem ? F, H, C ? Ou A, C, M ? Ou M,E, C?
E agora, meu querido ministro, só para terminar a aula, me diga, nas
expressões abaixo, onde você identifica um exemplo de intertextualidade:
a - "... principalmente o feminino balé de braços, de loiras e altitudes
mim";
b - "Não, leite Moça foi feito para flanar esparramado em seios
esplêndidos, chacoalhando no ar, jornadando até as estrelas";
c -"Aquelas meninas-moças, todas voando pela quadra já fazem parte da
latinha";
d - "Embaixo, está escrito: indústria brasileira";
e - "...que saem de dentro da lata como que convocadas pelos gênios das
lâmpadas que iluminam."
E agora, C, D, ou F ?
Já disse lá atrás, ministro e organizadores da prova, que sinto-me
sinceramente envaidecido com a escolha de um texto meu. Mas jamais poderia
imaginar que, ao escrever uma crônica pensando naquelas coxas todas,
naqueles seios esparramados pelas quadras, ao escrever um texto de olho na
Karin, ao digitar uma crônica preocupado com o desemprego da minha namorada
(que fazia parte da equipe) fosse dar tanta dor de cabeça para dezenas de
milhares de jovens que querem apenas uma profissão digna para enobrecer
este nosso País tão mal-educado.
Quanto às pernas da Karin, ministro, vá de a, b, c, d e fim de papo.
Sacou ?
Mário Prata "
Já tem tanto tempo assim que não escrevo???
Aff...
Como as idéias custam a voltar, transcrevo aqui essa carta!
"Saber que uma crônica minha foi tema da prova de português num vestibular para medicina
só me envaidece. O ego dá um pulo.Melhor até mesmo que um elogio no The New
York Times (sorry, mas eu tinha de contar).
A crônica imposta aos jovens se chama As Meninas-Moça. Publicaram a danada
inteira e depois fizeram oito perguntas em forma de múltipla escolha. E eu,
que escrevi, que sou o autor, errei as oito. Imagino os meninos e as
meninas, que querem ser médicos, submetidos a tal dissecação.
Fico aqui me perguntando, ministro, pra que isso ? Será que, para cuidar de
uma dor de cabeça, um jovem tem de saber se a minha expressão "esparramados
em seios esplêndidos" é uma paráfrase, uma metáfase, uma paródia, uma
amplificação ou o resumo de um texto bem conhecido pelo cidadão brasileiro
? Com toda a sinceridade, ministro da Educação Paulo Renato, você sabe me
responder isso ? Algum assessor seu sabe ?
A gente educa os filhos direitinho, ensina o que achamos
fundamental.Educação, honestidade, indica bons livros, explica porque o
Maluf é nefasto, pede para ele torcer pelo corinthians, apresenta gente
decente, paga milhões de reais por bons colégios, ensina inglês e até paga
o analista. Para que ele tenha um bom futuro e seja feliz. Meus filhos
sabem, por exemplo, o que é larica. Você também sabe. Mas, para ser médico,
a larica é outra. Veja mais um exemplo da prova : "Larica é larica. Vide
dicionário. " Aí, para ser médico, o jovem precisa saber se esta pequena
frase é poética, fática, metalingüística, emotiva-expressiva, referencial,
conativa ou apelativa ? O que você acha, Paulo Renato ? Eu, (larica à parte
e bem-vinda ), não faço a menor idéia.
Será que não teria sido melhor publicar a crônica (como foi feito) e pedir
para a garotada escrever o que quisesse, o que achasse, o que bem
entendesse do que eu entendi ? Deixar o jovem manifestar a sua opinião,
fazer a garota escrever no lugar de ficar ticando opções fáticas ?
O título da vestibular crônica, já disse, era As Meninas-Moça e eu me
referia ao time feminino de vôlei da Leites Nestlé que ia acabar. Olha o
que eles perguntaram aos alunos, sobre o título :
a - ao usar meninas-Moça, não flexionou no plural o segundo elemento porque
criou um neologismo, processo que não se submete a normas da língua;
b - ao criar um novo vocábulo, não transgrediu as regras de flexão dos
compostos;
c - usou uma flexão admissível porque o segundo elemento é um nome próprio
feminino;
d - ao usar a expressão do composto, violentou a regra da língua que
preconiza, para esse caso, a variação no plural para os dois elementos;
e - usou apropriadamente a forma meninas-Moça, visto que o segundo elemento
tem função apositiva.
O que você acha, ministro ? Eu, fico entre a e b. Mesmo porque eu não tenho
a menor idéia do que seja uma função apositiva.
E você, Paulo Renato, vota em quem ? F, H, C ? Ou A, C, M ? Ou M,E, C?
E agora, meu querido ministro, só para terminar a aula, me diga, nas
expressões abaixo, onde você identifica um exemplo de intertextualidade:
a - "... principalmente o feminino balé de braços, de loiras e altitudes
mim";
b - "Não, leite Moça foi feito para flanar esparramado em seios
esplêndidos, chacoalhando no ar, jornadando até as estrelas";
c -"Aquelas meninas-moças, todas voando pela quadra já fazem parte da
latinha";
d - "Embaixo, está escrito: indústria brasileira";
e - "...que saem de dentro da lata como que convocadas pelos gênios das
lâmpadas que iluminam."
E agora, C, D, ou F ?
Já disse lá atrás, ministro e organizadores da prova, que sinto-me
sinceramente envaidecido com a escolha de um texto meu. Mas jamais poderia
imaginar que, ao escrever uma crônica pensando naquelas coxas todas,
naqueles seios esparramados pelas quadras, ao escrever um texto de olho na
Karin, ao digitar uma crônica preocupado com o desemprego da minha namorada
(que fazia parte da equipe) fosse dar tanta dor de cabeça para dezenas de
milhares de jovens que querem apenas uma profissão digna para enobrecer
este nosso País tão mal-educado.
Quanto às pernas da Karin, ministro, vá de a, b, c, d e fim de papo.
Sacou ?
Mário Prata "
sexta-feira, agosto 26, 2005
ENSAIO SOBRE A SENSATEZ
Hoje depois do almoço fumei um cigarro como há tempos não fazia – cigarro esse regrado de melancolia.
Não sei ao certo o porque, nem tampouco acredito ter motivos para tal, mas com um tango argentino de trilha sonora ao fundo, minha cabeça foi longe, para outro lugar que não aqui e toda a correria que viver atualmente implica.
A mente parece correr, voar... Da mesma forma que a fumaça vai subindo, subindo até desaparecer, o mesmo parece acontecer com as idéias nesses dias de “solidão” (entre aspas mesmo, porque de forma alguma estou realmente só)...
É estranho pensar que algo há tanto tempo distante, ainda causa tamanho impacto quando reaparece.
Voltando aos motivos, se é que realmente existe algum motivo para se sentir melancólico, senão a própria vontade de ficar assim.
Por eliminação, chego a conclusão de que por trás de tudo isso eu me apeguei a solidão e de certa forma ela também se apegou a mim.
O que diante dessa atual “infantilização” da sociedade onde o adulto projeta-se no mundo de Harry Potter e sustenta hábitos cada vez mais antagônicos, como se os conflitos da maturidade só se resolvessem voltando ao mundo de criança, e com isso, pouco se compara ou observa, o quão aquém nossa sociedade é hoje em relação aos antepassados. É mais do que normal admito.
Tudo isso ligado ao fato que a grande “rotinização” do trabalho exagerado tem feito as pessoas degenerar a mentalidade a certo ponto que, nada mais do que se produz, é realmente gratificante – por mínimo que seja - em função do cansaço físico e mental de cada um.
Por mais paradoxal que isso possa parecer, esse cigarro com gosto de saudade me fez sentir tão bem, como se servisse de propósito pra continuar. Não mais penso nesses momentos como um ponto de fraqueza isolada, e começo a acreditar que se trata de um mal necessário!
Mas afinal de contas, é sexta-feira, dia promissor, de tempestade de idéias, confusão de temas, propósitos e anseios!
E por isso vou continuar sendo jovem, insensato e inconstante enquanto posso. Divagando em versos, como nesse trecho de TABACARIA de Álvaro de Campos:
...“Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.”
# LA CUMPARSITA - CARLOS GARDEL #
Não sei ao certo o porque, nem tampouco acredito ter motivos para tal, mas com um tango argentino de trilha sonora ao fundo, minha cabeça foi longe, para outro lugar que não aqui e toda a correria que viver atualmente implica.
A mente parece correr, voar... Da mesma forma que a fumaça vai subindo, subindo até desaparecer, o mesmo parece acontecer com as idéias nesses dias de “solidão” (entre aspas mesmo, porque de forma alguma estou realmente só)...
É estranho pensar que algo há tanto tempo distante, ainda causa tamanho impacto quando reaparece.
Voltando aos motivos, se é que realmente existe algum motivo para se sentir melancólico, senão a própria vontade de ficar assim.
Por eliminação, chego a conclusão de que por trás de tudo isso eu me apeguei a solidão e de certa forma ela também se apegou a mim.
O que diante dessa atual “infantilização” da sociedade onde o adulto projeta-se no mundo de Harry Potter e sustenta hábitos cada vez mais antagônicos, como se os conflitos da maturidade só se resolvessem voltando ao mundo de criança, e com isso, pouco se compara ou observa, o quão aquém nossa sociedade é hoje em relação aos antepassados. É mais do que normal admito.
Tudo isso ligado ao fato que a grande “rotinização” do trabalho exagerado tem feito as pessoas degenerar a mentalidade a certo ponto que, nada mais do que se produz, é realmente gratificante – por mínimo que seja - em função do cansaço físico e mental de cada um.
Por mais paradoxal que isso possa parecer, esse cigarro com gosto de saudade me fez sentir tão bem, como se servisse de propósito pra continuar. Não mais penso nesses momentos como um ponto de fraqueza isolada, e começo a acreditar que se trata de um mal necessário!
Mas afinal de contas, é sexta-feira, dia promissor, de tempestade de idéias, confusão de temas, propósitos e anseios!
E por isso vou continuar sendo jovem, insensato e inconstante enquanto posso. Divagando em versos, como nesse trecho de TABACARIA de Álvaro de Campos:
...“Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.”
# LA CUMPARSITA - CARLOS GARDEL #
terça-feira, agosto 23, 2005
Monday Night
Apesar das dores musculares, levei essa segunda-feira numa boa!
Primeiramente agradecer a Simba pelo fim de semana radical – Desconsiderando o fato dela não tirar o pijama em momento algum!
Algumas lembranças da excursão ao XValley® vão demorar a desaparecer:
A Cara do Xavequini quando o “sogrão” apareceu.
A Cara do “sogrão” quando foi apresentado ao Xavequini e ao arremessar a bola 1, de volta na caçapa! Urghh. Essa deu medo em todo mundo...
O Pablo angustiado procurando sua 1ª dama, enquanto ela se divertia com o “Mosquetão”...
O Pablo Primo, que tentou afogar as magoas, e nem isso conseguiu.
A cara de ressaca do Pablo Primo, mesmo tendo tomado o equivalente a uma dose de Vodka!
Os parabéns ao balde que pegou o Xavequini desprevenido e o jogou na piscina, enquanto este tentava molhar os outros com uma mangueira!! É isso ae bodão!
Ao Lelê e a Paloma que se beijaram pela 5ª vez no ano... Agora esse casamento saí!
Os amigos da Simba que viajaram uma hora e meia pra chegar no sítio e foram embora depois de alguns minutos...
A pedalada que eu tomei da monitora - Que diz a lenda foi pra checar meu equipamento. Sei, Sei...
O incrível Jogo de Poker que durou várias horas, para alegria de todas namoradas. - E que o Vitão poderia ter levado fácil, fácil se estivesse por lá.
Um abraço
# Monday Night Football #
Primeiramente agradecer a Simba pelo fim de semana radical – Desconsiderando o fato dela não tirar o pijama em momento algum!
Algumas lembranças da excursão ao XValley® vão demorar a desaparecer:
A Cara do Xavequini quando o “sogrão” apareceu.
A Cara do “sogrão” quando foi apresentado ao Xavequini e ao arremessar a bola 1, de volta na caçapa! Urghh. Essa deu medo em todo mundo...
O Pablo angustiado procurando sua 1ª dama, enquanto ela se divertia com o “Mosquetão”...
O Pablo Primo, que tentou afogar as magoas, e nem isso conseguiu.
A cara de ressaca do Pablo Primo, mesmo tendo tomado o equivalente a uma dose de Vodka!
Os parabéns ao balde que pegou o Xavequini desprevenido e o jogou na piscina, enquanto este tentava molhar os outros com uma mangueira!! É isso ae bodão!
Ao Lelê e a Paloma que se beijaram pela 5ª vez no ano... Agora esse casamento saí!
Os amigos da Simba que viajaram uma hora e meia pra chegar no sítio e foram embora depois de alguns minutos...
A pedalada que eu tomei da monitora - Que diz a lenda foi pra checar meu equipamento. Sei, Sei...
O incrível Jogo de Poker que durou várias horas, para alegria de todas namoradas. - E que o Vitão poderia ter levado fácil, fácil se estivesse por lá.
Um abraço
# Monday Night Football #
sexta-feira, agosto 19, 2005
Continuando o Post Abaixo...
Eleições de 2002 – “A ESPERANÇA VENCEU O MEDO” – Esse era o slogan Petista para justificar a vitória nessas últimas eleições.
O que na verdade poderia ser traduzido como: A “despesa” com os marketeiros (muito bem pagos por sinal), venceu a urgência dos miseráveis que habitam o país.
Não sei quanto a você, mas me sinto ultrajado ao saber a quantia que se gastou para vender uma idéia, “imagem”, sendo que idéias não podem, ao menos não devem... Ser vendidas.
Além do fato, público e notório, de que existem milhares de semelhantes vivendo na mais pura miséria.
Até pouco antes da última eleição, dizia-se que o país ainda está a arder por causa daquilo que a ditadura militar fez, depois por culpa dos responsáveis do regime anterior... e agora por causa dos eleitores que em ocasião anterior, não teriam votado neles!
É no mínimo... interessante olhar agora, e ver o que fizeram com o “voto de confiança” que lhes foi dado.
Ardem (DE RAIVA) no Brasil até então, somente dois tipos de pessoas:
1º - As politizadas; Que se indignam com tamanha exclusão social das camadas mais baixas, bem como o descaso dos nossos “representantes” no congresso nacional. (Vide entrevista com Severino Cavalcanti, que tirando a reforma tributária não conseguiu lembrar-se de nenhuma outra votação se quer)...
2º - Aqueles que estavam no poder, acostumados a trocar figurinhas e conseguir o que queriam, observando apenas o interesse individual e que agora não mais configuram o cenário de aberrações dos nossos “representantes” – Aberrações sim, porque aquele que tira do próximo está tirando de si mesmo.
Agora, os dirigentes do Partido, e alguns publicitários passaram a arder também...
Alguns ardem menos que os outros e não me admira: já ardeu aí muita da grande nata da política brasileira que podia arder, e hoje choram, como se fossem agricultores que perderam tudo o que podiam perder. Só que ao invés dos frutos de uma plantação tiravam o futuro da nação.
Ainda espero um rebate de consciência política por parte destes políticos, ou o aparecimento de outros.
Enquanto isso; Faço como muitos brasileiros: espero por um novo presidente, desempenho a minha profissão o melhor que posso, e penso em emigrar.
Tendo dito isso tudo: você já pensou qual outro país do mundo consegue parar em todo o território as atividades administrativas e financeiras, durante cinco dias consecutivos, para dançar?
Nenhum.
Esse é o Brasil que me impressiona, a proporção que te odeio é a mesma com a que te amo.
# clock ticking #
O que na verdade poderia ser traduzido como: A “despesa” com os marketeiros (muito bem pagos por sinal), venceu a urgência dos miseráveis que habitam o país.
Não sei quanto a você, mas me sinto ultrajado ao saber a quantia que se gastou para vender uma idéia, “imagem”, sendo que idéias não podem, ao menos não devem... Ser vendidas.
Além do fato, público e notório, de que existem milhares de semelhantes vivendo na mais pura miséria.
Até pouco antes da última eleição, dizia-se que o país ainda está a arder por causa daquilo que a ditadura militar fez, depois por culpa dos responsáveis do regime anterior... e agora por causa dos eleitores que em ocasião anterior, não teriam votado neles!
É no mínimo... interessante olhar agora, e ver o que fizeram com o “voto de confiança” que lhes foi dado.
Ardem (DE RAIVA) no Brasil até então, somente dois tipos de pessoas:
1º - As politizadas; Que se indignam com tamanha exclusão social das camadas mais baixas, bem como o descaso dos nossos “representantes” no congresso nacional. (Vide entrevista com Severino Cavalcanti, que tirando a reforma tributária não conseguiu lembrar-se de nenhuma outra votação se quer)...
2º - Aqueles que estavam no poder, acostumados a trocar figurinhas e conseguir o que queriam, observando apenas o interesse individual e que agora não mais configuram o cenário de aberrações dos nossos “representantes” – Aberrações sim, porque aquele que tira do próximo está tirando de si mesmo.
Agora, os dirigentes do Partido, e alguns publicitários passaram a arder também...
Alguns ardem menos que os outros e não me admira: já ardeu aí muita da grande nata da política brasileira que podia arder, e hoje choram, como se fossem agricultores que perderam tudo o que podiam perder. Só que ao invés dos frutos de uma plantação tiravam o futuro da nação.
Ainda espero um rebate de consciência política por parte destes políticos, ou o aparecimento de outros.
Enquanto isso; Faço como muitos brasileiros: espero por um novo presidente, desempenho a minha profissão o melhor que posso, e penso em emigrar.
Tendo dito isso tudo: você já pensou qual outro país do mundo consegue parar em todo o território as atividades administrativas e financeiras, durante cinco dias consecutivos, para dançar?
Nenhum.
Esse é o Brasil que me impressiona, a proporção que te odeio é a mesma com a que te amo.
# clock ticking #
quarta-feira, agosto 17, 2005
ISSO AQUI É OU NÃO É O PARAÍSO...
O território brasileiro está a arder - como arde há vários anos –
O que entristece é que não é um problema abstrato, caído do céu ao acaso, onde não se tem idéia do que pode ser feito para “consertá-lo”.
E não se trata de um problema criado pelo regime “democrático”.
Desde a época colonial os que aqui vivem parecem acreditar nesse direito que tem de passar por cima dos outros - A conhecida lei de Gerson, pode ser observada desde quando ainda dependíamos dos nossos irmãos lusitanos.
Aqueles que se achavam mais espertos e tinham mais contatos, vendiam os famosos: “favores reais”, que consistiam em usar de seus contatos para interceder junto aos monarcas que aqui passaram a viver - Em função de sua covardia, afinal, fugiram de Napoleão como ratos - em troca de suntuosas quantias.
Depois veio a república com toda aquela promessa!! Alguma coisa mudou??
Vou facilitar para vocês e responder – Tirando o novo feriado... NÃO!!!
Depois veio a ladainha da República do Café com Leite:
Apregoava-se por ai que o Brasil era um país em dia com a democracia global. Bela democracia... A presidência alternava entre candidatos de São Paulo e Minas Gerais que acolhiam as demandas dos lobbies da burguesia de seus respectivos estados.
Depois veio Getulio Vargas, como que saído da obra de Maquiavel, vindo do Rio Grande do Sul e apoiado pela junta militar assume o poder.
Acusado de Fascista por alguns, torna-se um imponente ditador, reprime os comunistas, se é que eles existiam (depois explico).
Com o passar do tempo surgem os movimentos rebeldes a favor da convocação de uma Assembléia Constituinte e o fim do governo provisório: Como a revolução de 1932 - Que é reprimida por Getulio.
Por fim, a assembléia constituinte é instaurada, e em 15 de julho de 1934 é promulgada a constituição, que como inovação trás o voto secreto – Ohhh... Aff. Parece piada né?
Agora pasmem...
Getúlio Vargas é eleito presidente pelo Congresso em julho de 1934 e exerce o mandato constitucional até o golpe do Estado Novo – Detalhe... Ele tramou uma suposta conspiração dos comunistas e deu um Golpe de Estado nele mesmo...
Acaba entrando na Segunda Guerra Mundial ao lado dos “ALIADOS” e seus pracinhas vão lutar na Itália contra Mussolini e Cia!!
Depois se perguntam porque o cara se matou...
A ditadura continua tumultuando a vida de todos durante um bom tempo...
Os problemas do país parecem estar acabando quando Tancredo Neves é eleito para presidência. As eleições apesar de indiretas parecem pela primeira vez representar a vontade da maioria e é recebida com entusiasmo pelos brasileiros.
Mas alguma coisa parece não estar do nosso lado... Tancredo morre na véspera da posse (Agradecimentos ao José Ricardo I.E.D. por essa valiosa informação) e nós “sortudos” do jeito que somos, agora temos José Sarney como presidente - Que Beleza – E tem gente que tem coragem de dizer que DEUS é brasileiro...
Mas tudo isso não há de ser nada e em 1989 o país vai as urnas para eleger seu presidente “como manda o figurino”: através de eleições diretas e secretas!!!! Ohhhh...
Pode se dizer que é o “retorno” da democracia (yeah right!) no país...
E Como uma ópera de Puccini*, temos a Rede Globo (de forma sútil) apoiando a candidatura do presidente Collor de um lado, e um tal de Luiz Inácio (falamos dele mais tarde) do outro.
Não preciso dizer quem ganhou, nem que foi Itamar FRANCO quem terminou o seu mandato.
– *Por “coincidência” quando Puccini estava finalizando Turandot, teve um câncer diagnosticado e morreu poucos dias após a cirurgia, deixando a seu colega Franco Alfano a tarefa de completar a ópera.
Os tropeços não param por ai, mas meu horário de “trabalho” acabou e portanto falo do que anda se passando nos dias de hoje em outro post qualquer....
Um abraço e que DEUS nos ajude (yeah Right)!
# new speakers yet to be installed #
O que entristece é que não é um problema abstrato, caído do céu ao acaso, onde não se tem idéia do que pode ser feito para “consertá-lo”.
E não se trata de um problema criado pelo regime “democrático”.
Desde a época colonial os que aqui vivem parecem acreditar nesse direito que tem de passar por cima dos outros - A conhecida lei de Gerson, pode ser observada desde quando ainda dependíamos dos nossos irmãos lusitanos.
Aqueles que se achavam mais espertos e tinham mais contatos, vendiam os famosos: “favores reais”, que consistiam em usar de seus contatos para interceder junto aos monarcas que aqui passaram a viver - Em função de sua covardia, afinal, fugiram de Napoleão como ratos - em troca de suntuosas quantias.
Depois veio a república com toda aquela promessa!! Alguma coisa mudou??
Vou facilitar para vocês e responder – Tirando o novo feriado... NÃO!!!
Depois veio a ladainha da República do Café com Leite:
Apregoava-se por ai que o Brasil era um país em dia com a democracia global. Bela democracia... A presidência alternava entre candidatos de São Paulo e Minas Gerais que acolhiam as demandas dos lobbies da burguesia de seus respectivos estados.
Depois veio Getulio Vargas, como que saído da obra de Maquiavel, vindo do Rio Grande do Sul e apoiado pela junta militar assume o poder.
Acusado de Fascista por alguns, torna-se um imponente ditador, reprime os comunistas, se é que eles existiam (depois explico).
Com o passar do tempo surgem os movimentos rebeldes a favor da convocação de uma Assembléia Constituinte e o fim do governo provisório: Como a revolução de 1932 - Que é reprimida por Getulio.
Por fim, a assembléia constituinte é instaurada, e em 15 de julho de 1934 é promulgada a constituição, que como inovação trás o voto secreto – Ohhh... Aff. Parece piada né?
Agora pasmem...
Getúlio Vargas é eleito presidente pelo Congresso em julho de 1934 e exerce o mandato constitucional até o golpe do Estado Novo – Detalhe... Ele tramou uma suposta conspiração dos comunistas e deu um Golpe de Estado nele mesmo...
Acaba entrando na Segunda Guerra Mundial ao lado dos “ALIADOS” e seus pracinhas vão lutar na Itália contra Mussolini e Cia!!
Depois se perguntam porque o cara se matou...
A ditadura continua tumultuando a vida de todos durante um bom tempo...
Os problemas do país parecem estar acabando quando Tancredo Neves é eleito para presidência. As eleições apesar de indiretas parecem pela primeira vez representar a vontade da maioria e é recebida com entusiasmo pelos brasileiros.
Mas alguma coisa parece não estar do nosso lado... Tancredo morre na véspera da posse (Agradecimentos ao José Ricardo I.E.D. por essa valiosa informação) e nós “sortudos” do jeito que somos, agora temos José Sarney como presidente - Que Beleza – E tem gente que tem coragem de dizer que DEUS é brasileiro...
Mas tudo isso não há de ser nada e em 1989 o país vai as urnas para eleger seu presidente “como manda o figurino”: através de eleições diretas e secretas!!!! Ohhhh...
Pode se dizer que é o “retorno” da democracia (yeah right!) no país...
E Como uma ópera de Puccini*, temos a Rede Globo (de forma sútil) apoiando a candidatura do presidente Collor de um lado, e um tal de Luiz Inácio (falamos dele mais tarde) do outro.
Não preciso dizer quem ganhou, nem que foi Itamar FRANCO quem terminou o seu mandato.
– *Por “coincidência” quando Puccini estava finalizando Turandot, teve um câncer diagnosticado e morreu poucos dias após a cirurgia, deixando a seu colega Franco Alfano a tarefa de completar a ópera.
Os tropeços não param por ai, mas meu horário de “trabalho” acabou e portanto falo do que anda se passando nos dias de hoje em outro post qualquer....
Um abraço e que DEUS nos ajude (yeah Right)!
# new speakers yet to be installed #
segunda-feira, agosto 15, 2005
Segundas sempre serão Segundas...
Eu quero acreditar que segunda é só um dia, como outro qualquer, mas algo em mim não combina com Segunda-Feira.
Por mais que eu tente mudar, me "comportar" durante o final de semana, nada parece fazer diferença...
Não importa se estou saindo menos, ou me controlando com a birita!
Nada disso funciona pra mudar meu conceito desse dia, o que acaba refletindo no meu Humor, aparência e ânimo pra fazer qualquer coisa que seja.
Como diria Cazuza (Sou + o Frejat, mas tudo bem).: "O TEMPO NÃO PARA", portanto não posso evitar esse dia da semana, nem tampouco me dar ao luxo de ficar morgando até ele passar.
Porem alguma coisa aconteceu enquanto fazia minha caminhada diária de casa até o estágio. Despite a chuva que começou a cair de fininho na minha cabeça - que já não anda muito bem, por conta de um resfriado que insiste em me atormentar. Voltando ao que falava. Em frente ao Colégio Vicente, escuto algumas batucadas, o pessoal na quadra parece estar ensaiando para o desfile de sete de setembro ou coisa assim...
A principio só aquelas batidinhas “controladas”, sem nada de especial, fruto de algum condutor sem graça e sem um pingo de imaginação. Quando para minha surpresa começa um ritmo cadenciado e mais animado e com ele algumas lembranças:
Jogos Jurídicos, Primeiro ano de faculdade, Alguns Novos amigos: Juju Trafi, Ivan, Thiago Cafofo, Soneca, Hermê, Capiau. Outros não tão novos: Chitão, Luizinho...
Tudo que "filosofamos", no que seria nossa primeira viagem como universitários; A cantoria, bebedeira, mulherada...
De repente da uma saudade dos meus “dez e poucos anos”, pensando bem... dos nossos “dez e poucos anos”. Porque de nada adiantaria eu voltar lá sem meus eternos companheiros ao meu lado!
E enquanto aqueles ritmos, iguais ao da bateria da faculdade seguiam ecoando pelo ar eu me deixei levar, voltando no tempo e no espaço. Para um lugar onde ainda não existiam DP´s, o dia começava as dez, era permitido sonhar acordado, nosso presidente não era analfabeto e o melhor... Tudo aquilo de que gostávamos (Como as Sexta-Feiras por exemplo) pareciam estar sempre por perto!
Um grande abraço,
Bernardo
# Ainda Lembro - Marisa Monte #
Por mais que eu tente mudar, me "comportar" durante o final de semana, nada parece fazer diferença...
Não importa se estou saindo menos, ou me controlando com a birita!
Nada disso funciona pra mudar meu conceito desse dia, o que acaba refletindo no meu Humor, aparência e ânimo pra fazer qualquer coisa que seja.
Como diria Cazuza (Sou + o Frejat, mas tudo bem).: "O TEMPO NÃO PARA", portanto não posso evitar esse dia da semana, nem tampouco me dar ao luxo de ficar morgando até ele passar.
Porem alguma coisa aconteceu enquanto fazia minha caminhada diária de casa até o estágio. Despite a chuva que começou a cair de fininho na minha cabeça - que já não anda muito bem, por conta de um resfriado que insiste em me atormentar. Voltando ao que falava. Em frente ao Colégio Vicente, escuto algumas batucadas, o pessoal na quadra parece estar ensaiando para o desfile de sete de setembro ou coisa assim...
A principio só aquelas batidinhas “controladas”, sem nada de especial, fruto de algum condutor sem graça e sem um pingo de imaginação. Quando para minha surpresa começa um ritmo cadenciado e mais animado e com ele algumas lembranças:
Jogos Jurídicos, Primeiro ano de faculdade, Alguns Novos amigos: Juju Trafi, Ivan, Thiago Cafofo, Soneca, Hermê, Capiau. Outros não tão novos: Chitão, Luizinho...
Tudo que "filosofamos", no que seria nossa primeira viagem como universitários; A cantoria, bebedeira, mulherada...
De repente da uma saudade dos meus “dez e poucos anos”, pensando bem... dos nossos “dez e poucos anos”. Porque de nada adiantaria eu voltar lá sem meus eternos companheiros ao meu lado!
E enquanto aqueles ritmos, iguais ao da bateria da faculdade seguiam ecoando pelo ar eu me deixei levar, voltando no tempo e no espaço. Para um lugar onde ainda não existiam DP´s, o dia começava as dez, era permitido sonhar acordado, nosso presidente não era analfabeto e o melhor... Tudo aquilo de que gostávamos (Como as Sexta-Feiras por exemplo) pareciam estar sempre por perto!
Um grande abraço,
Bernardo
# Ainda Lembro - Marisa Monte #
sexta-feira, agosto 12, 2005
The New Deal... Damm The Flu
Acabei me perdendo no meio de tantos espirros e fungadas no nariz, já não sei o que é pior, se são as dores nas costas ou o pigarro na garganta sempre que tento falar alguma coisa!
E por falar... Já faz quase vinte dias que não “falo” nada por aqui. Bleah
E tantas coisas aconteceram nesses "quase vinte dias".
Entre elas algumas novidades:
Passei em tudo na faculdade, o que já é um bom começo.
Fui perseguido por um labrador no ciu ou coisa parecida, o motivo eu ainda não sei, mas fiquei assustado confesso.
As “Ressacas” de sábado parecem estar piorando, em relação às de Domingo.
Fui ao cinema uma vez, coisa que não fazia há anos (Tudo bem que o filme era uma porcaria, mas valeu pela companhia).
Fui pro Litoral com o Cachorro, o meu amigo Jonatham!! não vá sair pensando coisas absurdas c/ o cachorro do segundo item.
Joguei na Mega-Sena (e ganhei... Uma quadra, mas mesmo assim ganhei um troco).
Virei o Mês com a conta positiva (não que isso tenha alguma coisa a ver com meu fantástico prêmio de R$ 135,53. Que ganhei na “loteria”).
Outras apenas mais do mesmo
Continuo meio desanimado e cansado de trabalhar (com essa gripe agora então).
Ainda fico me enganando, sempre que olho pra bagunça do meu quarto, dizendo que vou arrumar tudo no próximo fim-de-semana.
As aulas na faculdade começaram outra vez (piores do que nunca, por sinal).
Ouvindo Velhos CDS pra lembrar de alguma coisa (só não sei ainda o que).
Por mais que as Ressacas de Sábado estejam “progredindo”, Ainda é a ressaca de Domingo que me Derruba.
Fui à praia “tomar”. Não lembro se foi Sol ou Cerveja?!? Pensando bem... Os dois!
Sigo usando meu celular da era mesozóica, sem planos de trocá-lo por qualquer desses novos aparelhos descartáveis. (Admito ter ficado envergonhado “com a cara” que a gata fez, quando fui anotar seu telefone, mas pera ai... Isso deveria estar no quadro das novidades e não aqui).
Thats it for now... Gotta go
Hope to hear from all of ya soon.
Regards,
Bernardo
# The Boy With The Arab Strap – Belle & Sebastian #
E por falar... Já faz quase vinte dias que não “falo” nada por aqui. Bleah
E tantas coisas aconteceram nesses "quase vinte dias".
Entre elas algumas novidades:
Passei em tudo na faculdade, o que já é um bom começo.
Fui perseguido por um labrador no ciu ou coisa parecida, o motivo eu ainda não sei, mas fiquei assustado confesso.
As “Ressacas” de sábado parecem estar piorando, em relação às de Domingo.
Fui ao cinema uma vez, coisa que não fazia há anos (Tudo bem que o filme era uma porcaria, mas valeu pela companhia).
Fui pro Litoral com o Cachorro, o meu amigo Jonatham!! não vá sair pensando coisas absurdas c/ o cachorro do segundo item.
Joguei na Mega-Sena (e ganhei... Uma quadra, mas mesmo assim ganhei um troco).
Virei o Mês com a conta positiva (não que isso tenha alguma coisa a ver com meu fantástico prêmio de R$ 135,53. Que ganhei na “loteria”).
Outras apenas mais do mesmo
Continuo meio desanimado e cansado de trabalhar (com essa gripe agora então).
Ainda fico me enganando, sempre que olho pra bagunça do meu quarto, dizendo que vou arrumar tudo no próximo fim-de-semana.
As aulas na faculdade começaram outra vez (piores do que nunca, por sinal).
Ouvindo Velhos CDS pra lembrar de alguma coisa (só não sei ainda o que).
Por mais que as Ressacas de Sábado estejam “progredindo”, Ainda é a ressaca de Domingo que me Derruba.
Fui à praia “tomar”. Não lembro se foi Sol ou Cerveja?!? Pensando bem... Os dois!
Sigo usando meu celular da era mesozóica, sem planos de trocá-lo por qualquer desses novos aparelhos descartáveis. (Admito ter ficado envergonhado “com a cara” que a gata fez, quando fui anotar seu telefone, mas pera ai... Isso deveria estar no quadro das novidades e não aqui).
Thats it for now... Gotta go
Hope to hear from all of ya soon.
Regards,
Bernardo
# The Boy With The Arab Strap – Belle & Sebastian #
sexta-feira, julho 22, 2005
Reflexões de fim de tarde...
Já fui chamado de diversas coisas, entre elas de cínico, metido, sonso, maquiavélico, mas sempre por pessoas que não são do meu convívio, e portanto não me conhecem a ponto de tecer um comentário que efetivamente venha me agredir...
No entanto, outro dia fui “acusado” de ser um cara: FECHADO, distante.
Admito que não sou o cara mais sociável do mundo, nem tampouco demonstro de pronto o que se passa comigo, mas de forma alguma me escondo atrás de algo, a fim de não me expor.
Como prova, vou tentar explicar os meus “motivos” para tal comportamento. Aproveito essa tarde tranquila no escritório, distante de tudo e todos, procurando o sossego perfeito – D2 que me perdoe pelo trocadilho!
Acredito que quando gostamos de alguém ou alguma coisa, nossa tendência natural é a de nos aproximarmos cada vez mais desse objeto... Sempre mais um pouquinho, não é mesmo? Pois bem, esse movimento de aproximação é natural, espontâneo e esperado.
Mas, já prestou atenção ao que acontece quando nos aproximamos?
Faça a experiência aí: olhe para um objeto qualquer, uma caneta, por exemplo. Vá se aproximando dela. Vá trazendo cada vez para mais perto dos olhos...
O que acontece?
Você, no começo, enxerga a caneta inteira e sempre um pouco melhor, mas, a partir de um determinado momento, começa a não enxergar mais o que estava em volta da caneta, só ela, depois nem a vê mais em seu todo, começa a enxergá-la em parte, e essa parte que você vê é cada vez menor, até que vira um borrão que você não compreende e, se continuar a aproximar, machuca a vista, podendo até cegar.
Pois então. Quando nos aproximamos de um objeto qualquer, a partir de determinado momento começamos a perder a visão do todo e, quando não houver mais distanciamento crítico, nem o reconhecemos mais.
Para enxergar corretamente um objeto, precisamos respeitar essa distância mínima necessária. Mesmo que o objeto seja a pessoa amada ou nosso trabalho.
Por isso, em nossas vidas, como tendemos a nos aproximar demais de tudo o que nos diz respeito, acabamos por perder o distanciamento crítico e começar a fazer bobagens, a imaginar que nos misturamos a esses objetos cujos limites não enxergamos mais, a ponto de confundirmos nossa própria identidade com a identidade do objeto, complicando demais, criando problemas e nos afastando das soluções possíveis.
Quem está distante, além de nos ver tropeçando em nossos objetos, ainda enxerga à volta nosso ambiente, e percebe o quanto nossa confusão perturba, o quanto o transformamos num circo ou num hospício, que teimamos em chamar de cotidiano!
Tropeçamos em nossos objetos por horas, dias, meses a fio, a vida inteira e, quando vemos, somos enterrados com nossos problemas e complicações: apenas objetos dos quais nos aproximamos além do distanciamento crítico e com os quais nos misturamos tanto que perdemos a percepção dos limites de nossas próprias individualidades.
Passamos do ponto e começamos a não analisar mais a pessoa, o problema, o emprego, a coisa, mas sim a julgá-los como partes de nós mesmos, e isso não faz o menor sentido para quem está distante. Aí enlouquecemos em nosso “cotidiano”. Normais e insanos, tanto faz.
Portanto, a melhor coisa da vida é manter distância suficiente para não haver fusão, contaminação ou confusão entre nós e todos os objetos que nos interessam.
Como dizem os budistas: exercitar o desapego para conhecer a Verdade e a Felicidade; tomar distância para eliminar a Ilusão e o Sofrimento.
É isso aí, ou quase...
Deixe-me ir que já passou da hora de ir embora...
# Sacred Heart – Richard Schulman #
No entanto, outro dia fui “acusado” de ser um cara: FECHADO, distante.
Admito que não sou o cara mais sociável do mundo, nem tampouco demonstro de pronto o que se passa comigo, mas de forma alguma me escondo atrás de algo, a fim de não me expor.
Como prova, vou tentar explicar os meus “motivos” para tal comportamento. Aproveito essa tarde tranquila no escritório, distante de tudo e todos, procurando o sossego perfeito – D2 que me perdoe pelo trocadilho!
Acredito que quando gostamos de alguém ou alguma coisa, nossa tendência natural é a de nos aproximarmos cada vez mais desse objeto... Sempre mais um pouquinho, não é mesmo? Pois bem, esse movimento de aproximação é natural, espontâneo e esperado.
Mas, já prestou atenção ao que acontece quando nos aproximamos?
Faça a experiência aí: olhe para um objeto qualquer, uma caneta, por exemplo. Vá se aproximando dela. Vá trazendo cada vez para mais perto dos olhos...
O que acontece?
Você, no começo, enxerga a caneta inteira e sempre um pouco melhor, mas, a partir de um determinado momento, começa a não enxergar mais o que estava em volta da caneta, só ela, depois nem a vê mais em seu todo, começa a enxergá-la em parte, e essa parte que você vê é cada vez menor, até que vira um borrão que você não compreende e, se continuar a aproximar, machuca a vista, podendo até cegar.
Pois então. Quando nos aproximamos de um objeto qualquer, a partir de determinado momento começamos a perder a visão do todo e, quando não houver mais distanciamento crítico, nem o reconhecemos mais.
Para enxergar corretamente um objeto, precisamos respeitar essa distância mínima necessária. Mesmo que o objeto seja a pessoa amada ou nosso trabalho.
Por isso, em nossas vidas, como tendemos a nos aproximar demais de tudo o que nos diz respeito, acabamos por perder o distanciamento crítico e começar a fazer bobagens, a imaginar que nos misturamos a esses objetos cujos limites não enxergamos mais, a ponto de confundirmos nossa própria identidade com a identidade do objeto, complicando demais, criando problemas e nos afastando das soluções possíveis.
Quem está distante, além de nos ver tropeçando em nossos objetos, ainda enxerga à volta nosso ambiente, e percebe o quanto nossa confusão perturba, o quanto o transformamos num circo ou num hospício, que teimamos em chamar de cotidiano!
Tropeçamos em nossos objetos por horas, dias, meses a fio, a vida inteira e, quando vemos, somos enterrados com nossos problemas e complicações: apenas objetos dos quais nos aproximamos além do distanciamento crítico e com os quais nos misturamos tanto que perdemos a percepção dos limites de nossas próprias individualidades.
Passamos do ponto e começamos a não analisar mais a pessoa, o problema, o emprego, a coisa, mas sim a julgá-los como partes de nós mesmos, e isso não faz o menor sentido para quem está distante. Aí enlouquecemos em nosso “cotidiano”. Normais e insanos, tanto faz.
Portanto, a melhor coisa da vida é manter distância suficiente para não haver fusão, contaminação ou confusão entre nós e todos os objetos que nos interessam.
Como dizem os budistas: exercitar o desapego para conhecer a Verdade e a Felicidade; tomar distância para eliminar a Ilusão e o Sofrimento.
É isso aí, ou quase...
Deixe-me ir que já passou da hora de ir embora...
# Sacred Heart – Richard Schulman #
quinta-feira, julho 21, 2005
Sentença digna de ser apreciada.
Decisão proferida pelo juiz Rafael Gonçalves de Paula nos autos nº 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:
DECISÃO:
Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional),...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém.
Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário.
Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia,....
Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados.
Quem quiser que escolha o motivo.
Expeçam-se os alvarás.
Intimem-se
Palmas - TO, 05 de setembro de 2003.
Rafael Gonçalves de Paula
# Bob Marley & The Wailers - No Woman, No Cry #
DECISÃO:
Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional),...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém.
Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário.
Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia,....
Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados.
Quem quiser que escolha o motivo.
Expeçam-se os alvarás.
Intimem-se
Palmas - TO, 05 de setembro de 2003.
Rafael Gonçalves de Paula
# Bob Marley & The Wailers - No Woman, No Cry #
terça-feira, julho 19, 2005
...
quinta-feira, julho 14, 2005
Tédio, cansaço, crise existencial??? Welcome to the Club...
Acho que desiludido seria um bom adjetivo para classificar o meu humor atualmente...
Bleah...
Perdendo um pouco do meu tempo, passei um tempo relendo coisas antigas e viajando por outras a ser escritas...
Ultimamente não ando produzindo nada de bom, afirmo isso de forma categórica, seja para consumo próprio, ou para divulgação no bloga e demais cantos...
Só nessa semana foram tantos textos escritos e re-escritos, jogados ao vento, deixados de lado ou simplesmente deletados, que já perdi a conta.
No final, todos eles tiveram o mesmo destino; Trash...
Uns muito piegas, outros sem conteúdo ou de difícil compreensão, tudo começa a fazer sentido agora, o “macaquinho” que me soprava idéias deve ter ido habitar outro lugar, que não a minha mente, atrás de pessoas com um texto coerente.
O que é irônico: É que nada impede, que esse mesmo texto venha a ter o mesmo destino dos anteriores...
Será uma questão de sorte?
Acho que não!
Uns reclamam para os outros de falta de sorte, disso e daquilo, mas não me atenho a isso. Afinal, nas palavras de um amigo: “sorte é um misto de oportunidade e competência”. E como não dou muito espaço para nada novo, e ando sem me dedicar a muita coisa. Não me resta reclamar de muita coisa, senão para mim mesmo.
Bah... O que me fez acabar postando esse texto definitivamente?!?
Pra ser sincero, não acredito que foi o conteúdo, ou se o “bolinho” que a Dri veio trazer aqui pra mim...
Mas na real, acho que foi mesmo pra testar o novo contador!! Hahaha
Time to go home.
Starting to Feel Strangely Fine...
# Norah Jones - Come Away With Me #
Bleah...
Perdendo um pouco do meu tempo, passei um tempo relendo coisas antigas e viajando por outras a ser escritas...
Ultimamente não ando produzindo nada de bom, afirmo isso de forma categórica, seja para consumo próprio, ou para divulgação no bloga e demais cantos...
Só nessa semana foram tantos textos escritos e re-escritos, jogados ao vento, deixados de lado ou simplesmente deletados, que já perdi a conta.
No final, todos eles tiveram o mesmo destino; Trash...
Uns muito piegas, outros sem conteúdo ou de difícil compreensão, tudo começa a fazer sentido agora, o “macaquinho” que me soprava idéias deve ter ido habitar outro lugar, que não a minha mente, atrás de pessoas com um texto coerente.
O que é irônico: É que nada impede, que esse mesmo texto venha a ter o mesmo destino dos anteriores...
Será uma questão de sorte?
Acho que não!
Uns reclamam para os outros de falta de sorte, disso e daquilo, mas não me atenho a isso. Afinal, nas palavras de um amigo: “sorte é um misto de oportunidade e competência”. E como não dou muito espaço para nada novo, e ando sem me dedicar a muita coisa. Não me resta reclamar de muita coisa, senão para mim mesmo.
Bah... O que me fez acabar postando esse texto definitivamente?!?
Pra ser sincero, não acredito que foi o conteúdo, ou se o “bolinho” que a Dri veio trazer aqui pra mim...
Mas na real, acho que foi mesmo pra testar o novo contador!! Hahaha
Time to go home.
Starting to Feel Strangely Fine...
# Norah Jones - Come Away With Me #
segunda-feira, julho 11, 2005
Monday Monday...
Dessa vez tudo mais tranqüilo, quem viu esse escritório Segunda-Feira passada não acredita no que vê hoje – Thank God!
Já estava começando a pirar na batatinha, tudo bem que eu nunca fui lá muito "normal", mas de uns tempos pra cá me deteriorei um pouco.
Hoje percebo que me atrapalho com as coisas mais simples, e em contrapartida passo o dia a resolver questões mirabolantes, de um grau de complexidade que nem sempre me acho a altura. Bem por isso, esse é um dos grandes temas de discussões com a minha mãe; a "carga" que sempre foi jogada em cima de mim.
Acho que desde os meus 14 quatorze anos, sou submetido a uma gama de informações e de "encargos", que nenhum adolescente normal tem maturidade e vivência para lidar.
Penso que hoje as minhas "noias" (que não são poucas), são fruto disso.
Não que eu esteja aqui tentando justificar de alguma forma, o meu jeito, pode se dizer: politicamente incorreto – É só mais uma etapa no processo de desbravamento do que realmente vem a ser essa figura de "incalculável" importância em minha vida, EU.
Por falar em mim, ontem eu topei passar por cima de algumas noias, e depois de um tempo fazer um programa estilo "namoradinho" – Naquele estilo, Cineminha, No strings attached...
Deu pra perceber quatro coisas:
1º - Eu definitivamente odeio, bem como, não tenho noção alguma para dirigir – Pra quem me conhece não é nenhuma Novidade!! Haha
2º- Esse filme novo do Spielberg (como eu já suspeitava), é um lixo – Alienígenas saindo da terra e explodindo tudo, bem ao estilo "Marte Ataca"!! Bleah...
3º- Por incrível que pareça, estou me acostumando com a idéia de ter alguém pra quem contar meu dia, falar sobre o nada, enfim, criar intimidade – As circunstâncias não são as melhores e não está sendo nada fácil admito, mas com muita "graça" e paciência, ela tem me ajudado a passar pelas barreiras. Barreiras essas impostas, por ninguém menos que a cuca do garotão aqui.
4º - Meu pai não vai parar de me zoar tão cedo, com a história do Pão de Santo Antônio.
Para quem não sabe, existe uma lenda sobre o Pão de Santo Antônio, que quem comer uma fatia do pão "abençoado", acaba se casando em pouco tempo. E eu, cheguei da faculdade um dia desses e vi o tal pão sobre a mesa. Meus pais como bons católicos haviam ido a missa e trouxeram para casa uma certa quantidade do pão, para distribuir entre os familiares.
Desavisado do jeito que sou, não me dei conta da embalagem e textura do pão diferente, e comi uns DOIS.
A partir daí as brincadeiras começaram. Quando ele se deu conta que estou me "dedicando" a uma só garota, não passa mais um dia, sem fazer menção ao fato e profetizar sobre um suposto casamento - Deus dai-me paciência... Hahaha
Definitivamente precisamos ser estudados...
Eu me habilito e você???
# Crying Shame - J.J. #
Já estava começando a pirar na batatinha, tudo bem que eu nunca fui lá muito "normal", mas de uns tempos pra cá me deteriorei um pouco.
Hoje percebo que me atrapalho com as coisas mais simples, e em contrapartida passo o dia a resolver questões mirabolantes, de um grau de complexidade que nem sempre me acho a altura. Bem por isso, esse é um dos grandes temas de discussões com a minha mãe; a "carga" que sempre foi jogada em cima de mim.
Acho que desde os meus 14 quatorze anos, sou submetido a uma gama de informações e de "encargos", que nenhum adolescente normal tem maturidade e vivência para lidar.
Penso que hoje as minhas "noias" (que não são poucas), são fruto disso.
Não que eu esteja aqui tentando justificar de alguma forma, o meu jeito, pode se dizer: politicamente incorreto – É só mais uma etapa no processo de desbravamento do que realmente vem a ser essa figura de "incalculável" importância em minha vida, EU.
Por falar em mim, ontem eu topei passar por cima de algumas noias, e depois de um tempo fazer um programa estilo "namoradinho" – Naquele estilo, Cineminha, No strings attached...
Deu pra perceber quatro coisas:
1º - Eu definitivamente odeio, bem como, não tenho noção alguma para dirigir – Pra quem me conhece não é nenhuma Novidade!! Haha
2º- Esse filme novo do Spielberg (como eu já suspeitava), é um lixo – Alienígenas saindo da terra e explodindo tudo, bem ao estilo "Marte Ataca"!! Bleah...
3º- Por incrível que pareça, estou me acostumando com a idéia de ter alguém pra quem contar meu dia, falar sobre o nada, enfim, criar intimidade – As circunstâncias não são as melhores e não está sendo nada fácil admito, mas com muita "graça" e paciência, ela tem me ajudado a passar pelas barreiras. Barreiras essas impostas, por ninguém menos que a cuca do garotão aqui.
4º - Meu pai não vai parar de me zoar tão cedo, com a história do Pão de Santo Antônio.
Para quem não sabe, existe uma lenda sobre o Pão de Santo Antônio, que quem comer uma fatia do pão "abençoado", acaba se casando em pouco tempo. E eu, cheguei da faculdade um dia desses e vi o tal pão sobre a mesa. Meus pais como bons católicos haviam ido a missa e trouxeram para casa uma certa quantidade do pão, para distribuir entre os familiares.
Desavisado do jeito que sou, não me dei conta da embalagem e textura do pão diferente, e comi uns DOIS.
A partir daí as brincadeiras começaram. Quando ele se deu conta que estou me "dedicando" a uma só garota, não passa mais um dia, sem fazer menção ao fato e profetizar sobre um suposto casamento - Deus dai-me paciência... Hahaha
Definitivamente precisamos ser estudados...
Eu me habilito e você???
# Crying Shame - J.J. #
sexta-feira, julho 08, 2005
Two Days Without My Mobile... And Loving It!! Hahaha
Estou a dois* dias sem meu celular, e até então não tenho do que reclamar - Talvez hoje, sexta-feira eu mude minha opinião...
Abaixo transcrevo o texto que mencionei no post anterior.
Sei que já passei da idade e não tenho paciência, de ficar colocando letras de músicas, poesias e afins no "diarinho", mas a presença e a atualidade desse texto me obrigaram a abrir uma exceção.
Por não estarem distraídos
Clarice Lispector
"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
# rúídos de fome #
Abaixo transcrevo o texto que mencionei no post anterior.
Sei que já passei da idade e não tenho paciência, de ficar colocando letras de músicas, poesias e afins no "diarinho", mas a presença e a atualidade desse texto me obrigaram a abrir uma exceção.
Por não estarem distraídos
Clarice Lispector
"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."
# rúídos de fome #
quarta-feira, julho 06, 2005
O “semaninha” conturbada essa...
O mês de julho já começou daquele jeito:
Formatura do Gugu no dia 2, Ressaca monstro (da formatura do gugu) dia 3, prova de Administrativo no dia 4, seguida de "festinha" aqui no Guaru, Ressaquinha de leve dia 5 de manhã, telefone tocando, credores a vista, funcionários de férias, ida ao fórum, corrida ao banco, "scotch" com mamãe e Pablo no final de tarde pra tentar me distrair – Thank god nem rolou ressaquinha hoje, dia 6.
E por falar em distrair, li alguma coisa de Clarice Lispector (Transcrevo aqui num post qualquer, um dia desses), que falava justamente na "importância" de estar distraído...
Pausa Para Rodar um chequinho... Bleah
Voltando – onde estava mesmo???
Ah lembrei. Tentando ficar distraído!
O momento e as circunstâncias não são as mais propícias, mas preciso disso, não to afim de ficar tenso hoje – de novo.
Quero ficar longe disso tudo, dessa correria, parar para pensar, lembrar da formatura - ao menos tentar, afinal depois de toda aquela bebedeira...
Pausa para procurar duplicatas "desaparecidas"
Voltando...
Por hora vou desistir de tentar me distrair, porque pelo jeito, todos os demais que comigo trabalham, parecem ter lido o referido texto e estão fazendo jus ao mesmo.
Gosh I hate this Business sometimes!
Portanto, eu perdi o "fio da meada", esqueci o ponto que estava tentando chegar e definitivamente, não da para tentar escrever quando todos a sua volta estão vacilando e você precisa ficar como "baba" desses(as) moços(as) porque é seu patrimônio que está em jogo, e não o deles!
Pelo jeito não sei se vou Ter "pique" p/ almoçar...
# Uma versão reggae de "knock knock on the heavens door" que tá rolando no rádio #
Formatura do Gugu no dia 2, Ressaca monstro (da formatura do gugu) dia 3, prova de Administrativo no dia 4, seguida de "festinha" aqui no Guaru, Ressaquinha de leve dia 5 de manhã, telefone tocando, credores a vista, funcionários de férias, ida ao fórum, corrida ao banco, "scotch" com mamãe e Pablo no final de tarde pra tentar me distrair – Thank god nem rolou ressaquinha hoje, dia 6.
E por falar em distrair, li alguma coisa de Clarice Lispector (Transcrevo aqui num post qualquer, um dia desses), que falava justamente na "importância" de estar distraído...
Pausa Para Rodar um chequinho... Bleah
Voltando – onde estava mesmo???
Ah lembrei. Tentando ficar distraído!
O momento e as circunstâncias não são as mais propícias, mas preciso disso, não to afim de ficar tenso hoje – de novo.
Quero ficar longe disso tudo, dessa correria, parar para pensar, lembrar da formatura - ao menos tentar, afinal depois de toda aquela bebedeira...
Pausa para procurar duplicatas "desaparecidas"
Voltando...
Por hora vou desistir de tentar me distrair, porque pelo jeito, todos os demais que comigo trabalham, parecem ter lido o referido texto e estão fazendo jus ao mesmo.
Gosh I hate this Business sometimes!
Portanto, eu perdi o "fio da meada", esqueci o ponto que estava tentando chegar e definitivamente, não da para tentar escrever quando todos a sua volta estão vacilando e você precisa ficar como "baba" desses(as) moços(as) porque é seu patrimônio que está em jogo, e não o deles!
Pelo jeito não sei se vou Ter "pique" p/ almoçar...
# Uma versão reggae de "knock knock on the heavens door" que tá rolando no rádio #
sexta-feira, julho 01, 2005
Mom’s Birthday...
Dia 30, aniversário de mamãe.
Essa seqüência de “festas” e afins acabou colaborando para uma semana atribulada...
Hoje aqui no estágio, vejo que foi bom ver que os amigos, todos eles, por mais diferentes que sejam estão ai... Presentes.
Seja para dar um conselho amigo, um abraço tenro ou o mais importante: Fazer Companhia.
Entre os “projetos” para esse ano, estava o de ser mais amável. Aos poucos estou conseguindo colocar isso em prática.
Fui até Santos no Dia do aniversário de mamãe, fazer compras com ela. Programa esse quase que exclusivo do relacionamento entre mãe e filha, mas como sempre tive uma predileção por ela e nossa convivência é mais intensa, acabo fazendo os dois papéis sempre que posso.
Admito não ter a mesma desenvoltura e paciência que minhas irmãs, quando o assunto é provar meia dúzia de pares de sapato e quatro tipos de perfume, para no final levar a primeira opção, mas como diz a frase: “mãe é mãe”... hahaha
Só de pensar que esse Sábado ainda tem formatura do Gugu...
Que Deus nos ajude.
Um abraço e boa semana para todos...
# Barulho de Caminhão na Rua #
Essa seqüência de “festas” e afins acabou colaborando para uma semana atribulada...
Hoje aqui no estágio, vejo que foi bom ver que os amigos, todos eles, por mais diferentes que sejam estão ai... Presentes.
Seja para dar um conselho amigo, um abraço tenro ou o mais importante: Fazer Companhia.
Entre os “projetos” para esse ano, estava o de ser mais amável. Aos poucos estou conseguindo colocar isso em prática.
Fui até Santos no Dia do aniversário de mamãe, fazer compras com ela. Programa esse quase que exclusivo do relacionamento entre mãe e filha, mas como sempre tive uma predileção por ela e nossa convivência é mais intensa, acabo fazendo os dois papéis sempre que posso.
Admito não ter a mesma desenvoltura e paciência que minhas irmãs, quando o assunto é provar meia dúzia de pares de sapato e quatro tipos de perfume, para no final levar a primeira opção, mas como diz a frase: “mãe é mãe”... hahaha
Só de pensar que esse Sábado ainda tem formatura do Gugu...
Que Deus nos ajude.
Um abraço e boa semana para todos...
# Barulho de Caminhão na Rua #
quarta-feira, junho 29, 2005
29 de junho de 2005
Birthday...
É interessante parar para pensar que a mais de 2 (duas) décadas, nesse mesmo dia eu chegava nesse mundo. Como todos os demais, sem entender nada, com aquela expressão “azeda” no rosto e uma profunda interrogação...
Que diabos estou fazendo aqui??
Afinal, era tudo tão tranqüilo lá no útero materno, tudo acontecia em harmonia e a sobrevivência não passava de atividades rotineiras, enquanto que aqui já me deparo com um cidadão todo de branco - O que já me ofusca a visão, tendo em vista que até então tudo era tão escuro.
Cidadão esse, intitulado Doutor, que parece não estar contente em apenas me retirar do meu habitat "quentinho e aconchegante" de mamãe, como também me aplica uma série de “tapas” na região das nádegas...
Juro que se tivesse um pouco da retórica que tenho hoje, esse “doutor” iria escutar poucas e boas!
Deixando minhas desavenças, com o obstetra da minha querida mãe de lado, é interessante que passados mais de vinte anos, ainda faço a mesma pergunta supra mencionada:
- QUE DIABOS ESTOU FAZENDO AQUI????
E as respostas que tenho obtido ao longo dessas 2 (duas) décadas, tem sido muito mais que esclarecedoras, são reconfortantes, porque são os “queridos” (próximos ou não) que diariamente ilustram (na minha concepção), a importância que temos nesse plano terreno.
É com demonstrações como essa de hoje, uma visita dos meus caros amigos; Dioguinho, Lesado e Buneco (pelo Orkut Também vale), bem como o “suporte” de todos presentes no meu dia-a-dia.
Sem deixar de lado o apoio daqueles nem sempre tão presentes, ou que se encontram tão distantes. Como é o caso dos Freqüentadores do Blogger, bem por isso, estendo toda minha gratidão a vocês, que durante esses últimos 3 (três) meses de “diário virtual” tem me agraciado com muita luz e inspiração.
A todos vocês deixo meu muito obrigado e um sincero abraço,
Bernardo Pagetti Meyer
# Mozart Piano Concerto Número 1, 2 e 3 #
É interessante parar para pensar que a mais de 2 (duas) décadas, nesse mesmo dia eu chegava nesse mundo. Como todos os demais, sem entender nada, com aquela expressão “azeda” no rosto e uma profunda interrogação...
Que diabos estou fazendo aqui??
Afinal, era tudo tão tranqüilo lá no útero materno, tudo acontecia em harmonia e a sobrevivência não passava de atividades rotineiras, enquanto que aqui já me deparo com um cidadão todo de branco - O que já me ofusca a visão, tendo em vista que até então tudo era tão escuro.
Cidadão esse, intitulado Doutor, que parece não estar contente em apenas me retirar do meu habitat "quentinho e aconchegante" de mamãe, como também me aplica uma série de “tapas” na região das nádegas...
Juro que se tivesse um pouco da retórica que tenho hoje, esse “doutor” iria escutar poucas e boas!
Deixando minhas desavenças, com o obstetra da minha querida mãe de lado, é interessante que passados mais de vinte anos, ainda faço a mesma pergunta supra mencionada:
- QUE DIABOS ESTOU FAZENDO AQUI????
E as respostas que tenho obtido ao longo dessas 2 (duas) décadas, tem sido muito mais que esclarecedoras, são reconfortantes, porque são os “queridos” (próximos ou não) que diariamente ilustram (na minha concepção), a importância que temos nesse plano terreno.
É com demonstrações como essa de hoje, uma visita dos meus caros amigos; Dioguinho, Lesado e Buneco (pelo Orkut Também vale), bem como o “suporte” de todos presentes no meu dia-a-dia.
Sem deixar de lado o apoio daqueles nem sempre tão presentes, ou que se encontram tão distantes. Como é o caso dos Freqüentadores do Blogger, bem por isso, estendo toda minha gratidão a vocês, que durante esses últimos 3 (três) meses de “diário virtual” tem me agraciado com muita luz e inspiração.
A todos vocês deixo meu muito obrigado e um sincero abraço,
Bernardo Pagetti Meyer
# Mozart Piano Concerto Número 1, 2 e 3 #
segunda-feira, junho 27, 2005
Tears For Fears... Wanna Trade?______I DO.
Nunca havia parado pra pensar no nome dessa banda, e não sei porque o fiz agora. Talvez porque o alguém (o Gugu se não me engano), me contou sobre um filme cujo trama é justamente: um suposto beberrão, que dava nomes as bandas em troca de bebida e cigarro e a elem, atribuem até o nome dos beatles entre outras bandas...
Mas voltando ao Tears For Fears...
Olhe que nome auto explicativo, ele sugere uma troca...
Troca essa que todos pensamos em nosso subconsciente mas nunca paramos para analisar...
Trocar lágrimas por medos....
Quem nunca deixou de fazer alguma coisa por ter medo de “chorar” depois?
Ou melhor...
Quem nunca “chorou” pelo simples fato de ter medo?
Parece que o medo e o choro são duas coisas que habitam a mesma “dimensão”...
Hoje fiz prova final – Tudo ou nada, é um bom exemplo para definir a expressão medo.
Aquela sensação de insegurança, cercada de uma ansiedade irracional, uma preocupação ao extremo...
Mas infelizmente não é só do escuro, dos exames e professores que temos medo, para nossa tristeza conforme crescemos e vamos enfrentando os antigos temores, vamos adquirindo outros.
É normal você fazer alusão ao quão “idiota” era, a ponto de de deixar a luz do corredor acesa pra dormir quando petit...
Porém, não refletimos a respeito da mediocridade dos nossos novos medos.
Como a tensão de retornar uma ligação – Seja para a Gata ou para o Patrão...
Aquele tremor, suor nas mãos, o acelerar do coração.
Que se você parar para pensar, são temores tão infundados como aquele do escuro, que você se lembra!
Moral da História: Vou parar de me privar de coisas por ter medo de chorar, e ver no que vai dar...
Um agradecimento especial a todo suporte e paciência dos Amigos, e freqüentadores do Bloggah – Identificados ou não...
Porque como já havia dito numa poesia dessas qualquer...
... eu amo você estranho
Eu posso não demonstrar sempre,
mas sei que existe muita coisa boa em você. Eu Sei!
# Way To Blue – Nick Drake #
Mas voltando ao Tears For Fears...
Olhe que nome auto explicativo, ele sugere uma troca...
Troca essa que todos pensamos em nosso subconsciente mas nunca paramos para analisar...
Trocar lágrimas por medos....
Quem nunca deixou de fazer alguma coisa por ter medo de “chorar” depois?
Ou melhor...
Quem nunca “chorou” pelo simples fato de ter medo?
Parece que o medo e o choro são duas coisas que habitam a mesma “dimensão”...
Hoje fiz prova final – Tudo ou nada, é um bom exemplo para definir a expressão medo.
Aquela sensação de insegurança, cercada de uma ansiedade irracional, uma preocupação ao extremo...
Mas infelizmente não é só do escuro, dos exames e professores que temos medo, para nossa tristeza conforme crescemos e vamos enfrentando os antigos temores, vamos adquirindo outros.
É normal você fazer alusão ao quão “idiota” era, a ponto de de deixar a luz do corredor acesa pra dormir quando petit...
Porém, não refletimos a respeito da mediocridade dos nossos novos medos.
Como a tensão de retornar uma ligação – Seja para a Gata ou para o Patrão...
Aquele tremor, suor nas mãos, o acelerar do coração.
Que se você parar para pensar, são temores tão infundados como aquele do escuro, que você se lembra!
Moral da História: Vou parar de me privar de coisas por ter medo de chorar, e ver no que vai dar...
Um agradecimento especial a todo suporte e paciência dos Amigos, e freqüentadores do Bloggah – Identificados ou não...
Porque como já havia dito numa poesia dessas qualquer...
... eu amo você estranho
Eu posso não demonstrar sempre,
mas sei que existe muita coisa boa em você. Eu Sei!
# Way To Blue – Nick Drake #
domingo, junho 26, 2005
Sunday... Sunday...
Ia postar contando do FDS, mas nem vou...
Perdi a Vibe, essa conversa com meu primo pelo telefone foi necessária, mas me “desgastou” demais. É muito foda quando temos que falar e ouvir umas verdades...
É estranho que ele lá do outro lado do mundo ainda exerça tanta influência sobre minha pessoa, e que num tom tão debochado e voz de embriagado possa me convencer de algumas coisas com tanta facilidade...
Apesar da conversa (cujo teor não vem ao caso) ter durado mais de uma hora e meia, não foram necessários mais de algumas palavras e uns cinco minutos para me convencer em parte de que ele estava certo.
É estranho o que um choro "infantil" de um rapaz de trinta e poucos anos pode fazer com você, eu acabei indefeso, a deriva na conversa, por mais que meus argumentos tivessem fundamentos, por algum motivo, não sei se em função de toda tristeza e solidão que sua voz estava embebida.
Eu me deixava levar facilmente, e no final me via dizendo coisas sem sentido e concordando em número, gênero e grau...
Bleah
Mas como diria minha mãe: "Não há de ser nada"
Essa semana eu crio "coragem" pra fazer mais uma LDC (Long Distance Call) e tentar resolver...
Vou indo agora...
Essa trilha sonora que escolhi então, acho que só ajuda a me deixar na noia.
Perdi a Vibe, essa conversa com meu primo pelo telefone foi necessária, mas me “desgastou” demais. É muito foda quando temos que falar e ouvir umas verdades...
É estranho que ele lá do outro lado do mundo ainda exerça tanta influência sobre minha pessoa, e que num tom tão debochado e voz de embriagado possa me convencer de algumas coisas com tanta facilidade...
Apesar da conversa (cujo teor não vem ao caso) ter durado mais de uma hora e meia, não foram necessários mais de algumas palavras e uns cinco minutos para me convencer em parte de que ele estava certo.
É estranho o que um choro "infantil" de um rapaz de trinta e poucos anos pode fazer com você, eu acabei indefeso, a deriva na conversa, por mais que meus argumentos tivessem fundamentos, por algum motivo, não sei se em função de toda tristeza e solidão que sua voz estava embebida.
Eu me deixava levar facilmente, e no final me via dizendo coisas sem sentido e concordando em número, gênero e grau...
Bleah
Mas como diria minha mãe: "Não há de ser nada"
Essa semana eu crio "coragem" pra fazer mais uma LDC (Long Distance Call) e tentar resolver...
Vou indo agora...
Essa trilha sonora que escolhi então, acho que só ajuda a me deixar na noia.
# Elliott Smith - XO - 03 - Waltz Nº2 #
sexta-feira, junho 24, 2005
E os Exames vão se Acumulando...
Tarde tranqüila aqui no escritório, ideal para relatar toda turbulência que vem ocorrendo na faculdade!
Fim de semestre, aquela ansiedade pra saber as notas.
O que é a salvação para uns, acaba se tornando a maldição dos demais e a barganha começa.
Aquela discussão por causa do meio ponto que ta faltando na média, aquela questão que foi anulada na primeira prova – sendo que a primeira prova fora aplicada em março...
Qual o critério utilizado na avaliação da prova oral, entre outros...
É professor escondendo o jogo, aluno revoltado ameaçando matar o primeiro infeliz (entenda-se professor) que passar pela frente, a reitoria "bombando" de requerimentos e pedidos de revisão de prova...
Resumindo, aquele clima sadio e “normal” de todo fim de semestre na nossa faculdade...
Para ser sincero, não sei se agüento passar por mais um desses e continuar sendo um cara “normal”, por assim dizer.
Enquanto as notas não saem, vamos enrolando, naquela tensão, roendo o pouco das unhas que nos restam, tragando os cigarros não fumados e tentando fingir...
Fingir que tudo não passa de um jogo e que de forma alguma estamos preocupados - Quando no fundom, bem lá no fundo, o que mais queríamos era ver aquele 7 (sete) no boletim seguido do "AP" - APROVADO.
# Let´s Get Lost - Elliott Smith #
Fim de semestre, aquela ansiedade pra saber as notas.
O que é a salvação para uns, acaba se tornando a maldição dos demais e a barganha começa.
Aquela discussão por causa do meio ponto que ta faltando na média, aquela questão que foi anulada na primeira prova – sendo que a primeira prova fora aplicada em março...
Qual o critério utilizado na avaliação da prova oral, entre outros...
É professor escondendo o jogo, aluno revoltado ameaçando matar o primeiro infeliz (entenda-se professor) que passar pela frente, a reitoria "bombando" de requerimentos e pedidos de revisão de prova...
Resumindo, aquele clima sadio e “normal” de todo fim de semestre na nossa faculdade...
Para ser sincero, não sei se agüento passar por mais um desses e continuar sendo um cara “normal”, por assim dizer.
Enquanto as notas não saem, vamos enrolando, naquela tensão, roendo o pouco das unhas que nos restam, tragando os cigarros não fumados e tentando fingir...
Fingir que tudo não passa de um jogo e que de forma alguma estamos preocupados - Quando no fundom, bem lá no fundo, o que mais queríamos era ver aquele 7 (sete) no boletim seguido do "AP" - APROVADO.
# Let´s Get Lost - Elliott Smith #
quinta-feira, junho 23, 2005
Carência??? Não - Imagina...
Você provavelmente já se irritou quando contou uma história longa e ninguém se interessou...
O mesmo acontece quando se escreve um post super-longo e ninguém ou poucas pessoas comentam...
Pois então acho uma “falta de civilidade” as pessoas que entram no blogga de alguém, lêem o que querem, param pra pensar, vêem as fotos, mas não deixam comentários, não se identificam...
Para mim é como se alguém entrasse na tua vida, sem ser visto, saiba tudo de você, lembrasse dos melhores contos, desse risadas, chegasse as lágrimas e nem ao menos deixasse um aviso do tipo: Agora lembro desse dia, olha sou aquele lá, gostei.
E não alguém que sai pela porta dos fundos sem ser visto...
Vamos lá não custa nada, IiDnEcNoTgInFoIsQcUíEv-SeEl por favor, deixe alguma identificação... Não faço questão do RG, CPF e endereço para correspondência, mas deixe algumas linhas - mesmo que dedicadas a você, quem quer que você seja ou não seja...
# Não Vale A Pena - Maria Rita #
O mesmo acontece quando se escreve um post super-longo e ninguém ou poucas pessoas comentam...
Pois então acho uma “falta de civilidade” as pessoas que entram no blogga de alguém, lêem o que querem, param pra pensar, vêem as fotos, mas não deixam comentários, não se identificam...
Para mim é como se alguém entrasse na tua vida, sem ser visto, saiba tudo de você, lembrasse dos melhores contos, desse risadas, chegasse as lágrimas e nem ao menos deixasse um aviso do tipo: Agora lembro desse dia, olha sou aquele lá, gostei.
E não alguém que sai pela porta dos fundos sem ser visto...
Vamos lá não custa nada, IiDnEcNoTgInFoIsQcUíEv-SeEl por favor, deixe alguma identificação... Não faço questão do RG, CPF e endereço para correspondência, mas deixe algumas linhas - mesmo que dedicadas a você, quem quer que você seja ou não seja...
# Não Vale A Pena - Maria Rita #
quarta-feira, junho 22, 2005
TOUCHED BY A MOVIE
Vi em algum lugar, não me lembro onde... Que no Amor, nós nos lembramos do inicio e do fim, mas tendemos a editar e deixar de fora o que vem no meio...
Interessante não?!?
Por esses dias estive relembrando de alguns dos meus relacionamentos e constatei que isso faz realmente sentido...
Eu por diversas vezes não consigo me lembrar de certas passagens (momentos) por mais que me esforce, de outros eu até me lembro, mas lembro da minha maneira com a minha visão em relação a elas – Sempre aquela lembrança parcial, regada de nostalgia e em alguns casos, raiva...
Por isso me pergunto, será que o que eu me lembro, ou o que conto a respeito é exatamente o que aconteceu?...
Hoje acredito que uma “história de Amor” (No sentido lato, por favor) é feita de muitas coisas e uma delas é a mentira, sim a Men-tira...ou você nunca mentiu para quem você ama ?! ... Te peguei agora ah? Mas não é dessa mentira que estou falando!
O que quero dizer é que a pior mentira é aquela que você inventa para si mesmo e que no fim fica sendo a sua verdade, pois é mais fácil acreditar no que se quer do que no que realmente é ou fora...
Para alguns poderia ser simplesmente “evitar” falar de algumas partes de um todo, mas ainda assim contar a história como ela realmente aconteceu.
Porém em alguns casos, em algumas histórias quando inventamos, “evitamos” ou simplesmente esquecemos alguma parte, algum capítulo tudo passa a ser diferente. Mocinhos passam a ser vilões e vice-versa...
Agora estou aqui no anseio de tentar começar mais uma relação e fico me perguntando quais mentiras vou inventar a respeito dela ?...quais partes vou esquecer(?)... Será que o que vai sobrar vai ser só a solidão do final como em outras relações passadas ou os sorrisos e “declarações de amor” (Quem me conhece sabe que minhas declarações não são muito -convenhamos - tradicionais) do inicio quando tudo era novidade?...
Continuo a indagar, por que fugimos tanto de tudo que diz respeito a nós mesmos?
Por que somos tão cruéis com nós mesmos e com outros a nossa volta?
Talvez agimos assim por medo ou defesa, afinal na vida nada é muito justo, muito menos o que tange a vida amorosa de cada um...
O engraçado é que ao longo da vida, percebemos que na maioria do tempo ou a gente está se abrindo e se oferecendo a alguém ou se fechando e tentando se livrar do mesmo alguém...
Não que sempre queremos nos livrar da pessoa com a qual “acabamos”, mas quem não tinha dúvidas antes de começar que atire a primeira pedra.
Quem sabe o que pode acontecer daqui a algum tempo?
Quem sabe quanto tempo isso vai durar?
Talvez até um dos dois encontrar alguém novo e começar tudo de novo...
- Olá...
E dessa forma o ciclo segue.
Por esses dias estive relembrando de alguns dos meus relacionamentos e constatei que isso faz realmente sentido...
Eu por diversas vezes não consigo me lembrar de certas passagens (momentos) por mais que me esforce, de outros eu até me lembro, mas lembro da minha maneira com a minha visão em relação a elas – Sempre aquela lembrança parcial, regada de nostalgia e em alguns casos, raiva...
Por isso me pergunto, será que o que eu me lembro, ou o que conto a respeito é exatamente o que aconteceu?...
Hoje acredito que uma “história de Amor” (No sentido lato, por favor) é feita de muitas coisas e uma delas é a mentira, sim a Men-tira...ou você nunca mentiu para quem você ama ?! ... Te peguei agora ah? Mas não é dessa mentira que estou falando!
O que quero dizer é que a pior mentira é aquela que você inventa para si mesmo e que no fim fica sendo a sua verdade, pois é mais fácil acreditar no que se quer do que no que realmente é ou fora...
Para alguns poderia ser simplesmente “evitar” falar de algumas partes de um todo, mas ainda assim contar a história como ela realmente aconteceu.
Porém em alguns casos, em algumas histórias quando inventamos, “evitamos” ou simplesmente esquecemos alguma parte, algum capítulo tudo passa a ser diferente. Mocinhos passam a ser vilões e vice-versa...
Agora estou aqui no anseio de tentar começar mais uma relação e fico me perguntando quais mentiras vou inventar a respeito dela ?...quais partes vou esquecer(?)... Será que o que vai sobrar vai ser só a solidão do final como em outras relações passadas ou os sorrisos e “declarações de amor” (Quem me conhece sabe que minhas declarações não são muito -convenhamos - tradicionais) do inicio quando tudo era novidade?...
Continuo a indagar, por que fugimos tanto de tudo que diz respeito a nós mesmos?
Por que somos tão cruéis com nós mesmos e com outros a nossa volta?
Talvez agimos assim por medo ou defesa, afinal na vida nada é muito justo, muito menos o que tange a vida amorosa de cada um...
O engraçado é que ao longo da vida, percebemos que na maioria do tempo ou a gente está se abrindo e se oferecendo a alguém ou se fechando e tentando se livrar do mesmo alguém...
Não que sempre queremos nos livrar da pessoa com a qual “acabamos”, mas quem não tinha dúvidas antes de começar que atire a primeira pedra.
Quem sabe o que pode acontecer daqui a algum tempo?
Quem sabe quanto tempo isso vai durar?
Talvez até um dos dois encontrar alguém novo e começar tudo de novo...
- Olá...
E dessa forma o ciclo segue.
Se for verdade que alcançamos a paz quando sabemos onde o nosso coração está, acho que só vou me acalmar quando ela estiver a poucos metros de mim, sorrindo com os pés em cima da mesa fazendo as unhas e cantando aquela música bem alta...
# Lover, You Should Have Come Over - Jeff Buckley #
# Lover, You Should Have Come Over - Jeff Buckley #
terça-feira, junho 21, 2005
segunda-feira, junho 20, 2005
Fazia tempo que não brincava de Chivas...
Fim de semana atípico esse, sem faculdade na sexta, só barzinho com a turma do guetto...
São e bode discutindo por motivos tão relevantes, quanto o patrocínio da camisa reserva do Bahia, o Pablo primo em casa dormindo, chavequini e CIA contando suas peripécias, doug e bochecha trocando juras de amor.
Pensando bem... De atípica essa sexta-feira não teve nada...
nesse sábado fui pra faculdade - em geral, o tipo do troço chato pra mim. sou, essencialmente, pouco estudioso, um jovem beberrão que prefere sair com os amigos à estudar sozinho, talvez com a única esperança de escutar um pouco daquilo que nada sei.
Mas lá estava eu no meio da aula enlouquecedora, não vou explicar o motivo, pois isso já é outra história, talvez mais longa, e mais confusa ainda, porém, ao ficar ali parado, sentado, ouvindo o que o louco do meu professor falava, lendo a questão da prova, tentando afinal entender do que se tratava.
Me vi completamente perdido, em meio a termos como agruras da senectude, faceta mecânica e existencial da relação jurídica, misturados com todo aquele burburinho, onde as expressões na face de cada um denunciavam a mais perfeita incompreensão...
Percebi que precisava de um cigarro. Estava a zero. Como sempre ultimamente, aliás.
Aí vi aqueles 2 caras por perto, nunca falei nada com eles e quando não estavam olhando, dava risada de seus óculos caídos, mas ignorei o fato, saí da sala e cheguei perto:
- hei, caras, um de vocês tem cigarro?
- Tenho, mas você não vai fazer a prova?
Foi quando dei por mim, percebi que aquilo se tratava de uma prova, alias a única prova do semestre e se não tentasse ao menos descobrir do que se trata a bendita faceta existencial da relação jurídica. Eu provavelmente ia ter que me deparar com esse mesmo “professor” num outro semestre qualquer...
Acabou que me enrolei e só Deus sabe no que isso vai dar, mas mudemos de assunto, porque esse lance de notas também já é outra história.
Pensando bem... De atípica essa sexta-feira não teve nada...
nesse sábado fui pra faculdade - em geral, o tipo do troço chato pra mim. sou, essencialmente, pouco estudioso, um jovem beberrão que prefere sair com os amigos à estudar sozinho, talvez com a única esperança de escutar um pouco daquilo que nada sei.
Mas lá estava eu no meio da aula enlouquecedora, não vou explicar o motivo, pois isso já é outra história, talvez mais longa, e mais confusa ainda, porém, ao ficar ali parado, sentado, ouvindo o que o louco do meu professor falava, lendo a questão da prova, tentando afinal entender do que se tratava.
Me vi completamente perdido, em meio a termos como agruras da senectude, faceta mecânica e existencial da relação jurídica, misturados com todo aquele burburinho, onde as expressões na face de cada um denunciavam a mais perfeita incompreensão...
Percebi que precisava de um cigarro. Estava a zero. Como sempre ultimamente, aliás.
Aí vi aqueles 2 caras por perto, nunca falei nada com eles e quando não estavam olhando, dava risada de seus óculos caídos, mas ignorei o fato, saí da sala e cheguei perto:
- hei, caras, um de vocês tem cigarro?
- Tenho, mas você não vai fazer a prova?
Foi quando dei por mim, percebi que aquilo se tratava de uma prova, alias a única prova do semestre e se não tentasse ao menos descobrir do que se trata a bendita faceta existencial da relação jurídica. Eu provavelmente ia ter que me deparar com esse mesmo “professor” num outro semestre qualquer...
Acabou que me enrolei e só Deus sabe no que isso vai dar, mas mudemos de assunto, porque esse lance de notas também já é outra história.
Este negócio aqui é assim, do jeito que eu conto, e do jeito que é, sem muito sentido ou coisa parecida, mas, voltando a turma do guetto, os caras mais malucos. Fico de branco com a linguagem que usam: Radical. Bicho se num ta legal. Fala lixo. Vamu pro pau. Doidão. ... Cano da espingarda. To “duentê”.Sócio. Por aí, e não sei mais o quê.
Definitivamente eu só conheço louco...
Mais essa história de dizer que quem fica muito louco acaba não “produzindo” nada, é, no mínimo, duvidosa. O Xunda com suas peripécias, o Lesado sem noção e o bode quando está doidão acabam por aprontar coisas bem razoáveis, no mínimo dignas de certa atenção.
Mas nesse FDS acho que foi pane geral, depois de cada um ter o seu dia, nesse sábado o “Fuguete”... Foi geral! Fico só imaginando, eita ressaca... Falta “figo” pra isso tudo.
Isso quando não fica aquela ressaca MORAL, e pra essas não tem "EPAREMA" que cure.
Mas evito entrar em detalhes ou coisa parecida,já basta o número de comentaristas sociais de escasso QI que existe por aí. por que deveria acrescentar o meu sarcasmo privilegiado?
Quem não ouviu ainda essas "velhas" que vivem dizendo: "oh, acho um absurdo o que essa juventude anda fazendo por aí, com todas essas drogas e sei lá mais o quê! Que coisa horrível!" e aí a gente olha pra ela: sem dentes, sem cérebro, sem alma, sem bunda, sem boca, sem cor, sem ânimo, sem humor, sem nada, apenas um “corpo” falante, e a gente fica pensando o que o tricot com as amigas, a polidez e o raio dos filhos fizeram por ELA.
Os "velhos" às vezes ficam bem agressivos com o que uma parte da juventude anda fazendo - "que diabo, trabalhei DURO a vida inteira!"
"Esse pessoal quer ganhar tudo sem fazer NADA! passando o tempo todo sentado pelos cantos, estragando o corpo na noitada, esperando viver às custas da riqueza alheia!"
aí a gente olha pra ELE:
Que dúvida.está só com inveja. foi enganado. Perdeu os melhores anos se fodendo todo por aí. O que gostaria, mesmo, era de cair na gandaia. se pudesse recomeçar a vida. só que não pode. por isso agora quer que os outros sofram como ele sofreu.
– “Ah, no meu tempo não era assim”...
Quanto a mim, prefiro cá as minhas cervejinhas, não ando me metendo com nada mais “pesado” não por qualquer motivo em particular, mas porque esse negócio me chateia e ultimamente não causa muito efeito. Admito, no entanto, que o barato provocado pela cerva e pelo Sr. “chivas” é eminente. É possível ficar doido com eles e nem sentir; + no geral, com a birita... A gente, sabe muito bem o que está fazendo. E eu, sou da velha guarda: gosto de saber o que faço - Ou pelo menos fingir que sim!
- Agora lhes peço licença, vou ali comprar o meu cigarro...
# Kasey Chambers - Just Wated to See you So Bad #
Definitivamente eu só conheço louco...
Mais essa história de dizer que quem fica muito louco acaba não “produzindo” nada, é, no mínimo, duvidosa. O Xunda com suas peripécias, o Lesado sem noção e o bode quando está doidão acabam por aprontar coisas bem razoáveis, no mínimo dignas de certa atenção.
Mas nesse FDS acho que foi pane geral, depois de cada um ter o seu dia, nesse sábado o “Fuguete”... Foi geral! Fico só imaginando, eita ressaca... Falta “figo” pra isso tudo.
Isso quando não fica aquela ressaca MORAL, e pra essas não tem "EPAREMA" que cure.
Mas evito entrar em detalhes ou coisa parecida,já basta o número de comentaristas sociais de escasso QI que existe por aí. por que deveria acrescentar o meu sarcasmo privilegiado?
Quem não ouviu ainda essas "velhas" que vivem dizendo: "oh, acho um absurdo o que essa juventude anda fazendo por aí, com todas essas drogas e sei lá mais o quê! Que coisa horrível!" e aí a gente olha pra ela: sem dentes, sem cérebro, sem alma, sem bunda, sem boca, sem cor, sem ânimo, sem humor, sem nada, apenas um “corpo” falante, e a gente fica pensando o que o tricot com as amigas, a polidez e o raio dos filhos fizeram por ELA.
Os "velhos" às vezes ficam bem agressivos com o que uma parte da juventude anda fazendo - "que diabo, trabalhei DURO a vida inteira!"
"Esse pessoal quer ganhar tudo sem fazer NADA! passando o tempo todo sentado pelos cantos, estragando o corpo na noitada, esperando viver às custas da riqueza alheia!"
aí a gente olha pra ELE:
Que dúvida.está só com inveja. foi enganado. Perdeu os melhores anos se fodendo todo por aí. O que gostaria, mesmo, era de cair na gandaia. se pudesse recomeçar a vida. só que não pode. por isso agora quer que os outros sofram como ele sofreu.
– “Ah, no meu tempo não era assim”...
Quanto a mim, prefiro cá as minhas cervejinhas, não ando me metendo com nada mais “pesado” não por qualquer motivo em particular, mas porque esse negócio me chateia e ultimamente não causa muito efeito. Admito, no entanto, que o barato provocado pela cerva e pelo Sr. “chivas” é eminente. É possível ficar doido com eles e nem sentir; + no geral, com a birita... A gente, sabe muito bem o que está fazendo. E eu, sou da velha guarda: gosto de saber o que faço - Ou pelo menos fingir que sim!
- Agora lhes peço licença, vou ali comprar o meu cigarro...
# Kasey Chambers - Just Wated to See you So Bad #
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