quarta-feira, janeiro 25, 2006

Mulheres, Relacionamentos e afins...

Assistindo o mais novo casalzinho da turma do guetto esses dias, me fez recordar algumas lembranças. Creio que até hoje nunca havia parado para fazer uma análise sistemática das mulheres que passam por nossas vidas, mas como dizia o ditado: “Antes tarde do que nunca”.

Entre uma bebedeira e outra, sempre vem uma lembrança e outra, como não podia deixar de ser, logo me veio à cabeça M...

Era uma garota muito interessante, mais velha, com a cabeça sempre a mil.
Nos víamos de vez em quando, mas sempre aproveitávamos o máximo, tínhamos objetos na casa um do outro e às vezes fazíamos planos para os meses seguintes, nada muito radical. Nos limitávamos a combinar uma viagem de fim de semana ou algo do gênero.

Lembro-me como se fosse ontem...

As primeiras grandes experiências com o sexo feminino, tudo era novo, diferente, ardente e gratificante, mas melhor que isso, era maravilhoso abraçá-la e ser abraçado por ela. Com toda aquela empolgação adolescente, havia poucas dúvidas em minha mente de que M... Era uma mulher com quem deveria ficar por um bom tempo.

Ela costumava me deixar pequenos mimos em lugares inesperados. Mandava-me mensagens carinhosas, cantava quando nos deitávamos. O que mais poderia querer.

Eu pensava que tinha me apaixonado antes – pelo menos uma dúzia de vezes -, mas esses namoricos se tornaram banais diante de M...

Mas nem tudo são flores, um certo dia, quando ela me contou que ia fazer faculdade em Auckland na Nova Zelândia, nós dois choramos por um tempo. De certa forma, sabia que era o começo do fim.
Mal me concentrei nos estudos e quase perdi o ano, passava o tempo escrevendo com um fervor sem precedentes enquanto esperava sua volta. Correspondíamos-nos três ou quatro vezes por mês, e eu, por muito tempo erroneamente interpretei o tom “distante” de suas palavras, como nada mais do que o simples efeito do tempo afastado... - Doce Ilusão.

- Que saudades de ser ingênuo...

Uma semana antes da Chegada de M..., Escrevi uma longa carta e um poema. Nos falamos logo que chegara no aeroporto e planejei dar lhe a carta na mesma noite. Mas, a tal carta nunca chegou a sair do envelope.
Algumas horas depois, quando nos encontramos, M... Contou-me que voltaria a Auckland em menos de um mês, decidira ficar por lá, porque isso representaria uma enorme diferença em suas oportunidades profissionais futuras. E sim, havia esse sujeito que ela conhecera por lá.

Alias, sempre há um outro sujeito...

E conforme ela embarcou de volta, levou consigo minha ingenuidade.

Não era a primeira vez que uma mulher me deixava. Mas era a primeira vez que uma mulher me deixava quando estava pronto a me dar a ela de corpo e alma. Achei assustador o fato de não ter percebido o que se passava. Só no colegial é que me adaptei a realidade de que eu já não era parte de um casal.


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No primeiro ano de faculdade, me deparei com uma garota chamada C... Durante dois anos nos encontramos quase todos os dias. Eu lhe escrevia poemas, ligava de madrugada e saiamos ao menos uma vez por semana, quando a conheci comecei a crer que poderia me apaixonar de verdade novamente. Enquanto meu relacionamento com M... Era como um filme com imagens difusas e suaves, quando comecei a sair com C... Eu vivia feito um clipe da MTV – ritmo frenético, repleto de reviravoltas e pirotecnia. Eu era impulsivo como nunca fora na vida.

Acredito que alem da química que rolou ela foi o antídoto de que eu precisava. Se um amor inocente podia terminar de maneira tão devastadora como foi com M..., Então o amor certo para mim tinha uma previsão muito mais sombria. Mas, quando a energia começou a se dissipar e as festas passaram a cansar, começamos a perceber que nos preocupávamos muito pouco com o que era importante para o outro.
Descobrimos que éramos capazes de brigar ou passar as noites juntos com o mesmo fervor, que depois de um tempo já não sabiamos a diferença.

Não sei quando eu começaria a me perguntar sobre os amigos que eu deixara de lado ou sobre o fato de que estava ficando feio aos meus próprios olhos, mas a verdade é que não deu tempo. Enquanto estive ausente, C. partiu sem nem deixar um bilhete de Adeus.


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Há uns anos atrás reencontrei F..., não que houvesse rolado alguma coisa no passado, no máximo um trabalho ou coisa parecida nos tempos de colégio. Mas, ao conversar com F... Percebi que era diferente, ao contrário do que vinha me acontecendo, ela me ENTENDIA, ou melhor, ela quase sempre entendia. Mesmo sem nunca beijá-la, eu apreciava o fato de que ela me percebia. Podia lhe falar sobre pessoas ou situações que lhe eram estranhas e ela seria prestativa e solidária, como se compreendesse o que eu estava passando com um mínimo de informações sobre os fatos. Passávamos quase todas as noites da semana trocando peripécias, contando as novidades.

Meu coração já apresentava uma quantidade significativa de cicatrizes quando cheguei aos 20 anos, depois de “namorar” algumas mulheres que me entusiasmaram por um breve tempo.

Ao mesmo tempo em que é bom ser de todo mundo, pode ser frustrante não ser de ninguém...

Fico imaginando como será a próxima vez de ter algo junto, creio que vai ser interessante, passar por todas aquelas fases, descobrir as “particularidades”, enfim, voltar a compartilhar intimidade. Mas como sempre, isso depende de por quanto tempo eu seria capaz de manter tal relacionamento.
Não que eu possua uma incapacidade de assumir compromisso, é que de lá para cá, percebi que existem muitos tipos de amor romântico e que cada um deles tem uma data de validade, um prazo. Você pode ser afetuoso e generoso como pode ser rude e egoísta. No fim, torna-se impossível conservar os sentimentos profundos. E, se você estiver seriamente envolvido, só fará doer ainda mais quando chegar o fim.

Não falo isso apenas por experiência própria, mas olhando ao meu redor, as pessoas se decepcionam com o amor o tempo todo e até então, eu não via esperança entre os que permaneciam juntos.

Contudo, isso me tornou alguém que preza sua independência ou não acredita que esse ou aquele relacionamento, seja melhor do que qualquer outro que possa encontrar ao virar a esquina.

Na minha cabeça, no punhado de verdades absolutas que define a humanidade, existe uma que se refere especificamente aos relacionamentos, e paira soberana, ou seja, O AMOR SEMPRE MORRE.

Não importa o que faça, ficou claro para mim que era isso que o tempo fazia a todos os relacionamentos:

- Você se apaixona, passa a crer que pode ter uma vida muito feliz ao lado da pessoa amada. (no fundo espero que seja isso), mas em algum momento, a paixão acaba e você acaba se tornando nada mais que um colega de quarto.

# Saber Voar - Chimarruts #

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Good Vibrations...

Say hello To my Little Friend...






Ano Novo, Velhos Amigos!!


Boa Semana


# Desenho de Deus - Armandinho #

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Hello, Guess Who´s Back??

Feliz ano Novo Para Todos, sei que to meio atrasado, mas tenho um bom motivo…

Tive um final de ano meio desastroso, ao contrário do que possa parecer, eu não capotei em 2005 e só vim acordar hoje, tampouco fui a uma balada tosca e a ressaca só passou agora.

Tudo começou depois de ter o poste em frente de casa, arrancado por uma carreta da COCA-COLA, depois pelo banho de champagne que tomei de minha irmã nos primeiros segundos desse novo ano, mas realmente porque nada do que eu planejei, eu realmente executei conforme o combinado, talvez em parte por estar sem energia, telefone ou algo que me possibilitasse o acesso com o resto do mundo, no fiinal, deu no que deu...

Porém, contudo isso deu pra se tirar algumas lições boas desse meu reveillon tumultuado, entre elas, que passar a virada com os familiares também pode ser divertido, e a garrafa de whisky fica logo ali...

Percebi também, que o guetto apesar de ter passado o reveillon separado este ano, está mais unido do que nunca. Estávamos espalhados por grande parte do País, e mesmo que só nos falarmos entre um engarrafamento e outro, durante a “virada” não faltaram mensagens, telefonemas, cartas, postais, (até sinal de fumaça rolou), não faltaram “elogios” e incentivos para esse novo começo de ano, “molhado” (para aqueles que foram acampar com suas namoradas hippies e acordaram debaixo d`agua em sua barraca).

Entre outras coisas, quando me vi de certa forma “desabrigado”, já que a discussão com a ELEKETRO durou dias, ando sem tempo para ficar batendo boca e somando-se com toda a “burrocracia” existente em nosso país. Meu lar permaneceu em estado “vegetativo”, na mais plena escuridão por quase dez dias.

Posto isso, fui acolhido pelo meu amigo BALDE, lá no seu apartamento montamos nosso QG, alias, como sempre o fizemos em momentos de “crise” - entende-se que toda a vez que nos reunimos para beber, o comportamento geral, beira uma eminente crise, tamanha logística e coordenação empregada, para comprar o gelo, acender a churrasqueira, fazer gelar a cerveja, ir buscar a vodka, cortar o limão e enfim preparar a mais deliciosa caipirinha... Mas como não podia faltar, deixo aqui meus agradecimentos ao BALDE, que agora que começou a “namorar” já demonstra indícios de mudanças...
Rs rs
Just Kidding Matte.

Nos Vemos ao longo de 2006...

Em Italiano, Arivederci, Traduzindo... Asta la Vista Baby!

# some cheesy people talking in the back #