segunda-feira, junho 20, 2005

Fazia tempo que não brincava de Chivas...


Fim de semana atípico esse, sem faculdade na sexta, só barzinho com a turma do guetto...
São e bode discutindo por motivos tão relevantes, quanto o patrocínio da camisa reserva do Bahia, o Pablo primo em casa dormindo, chavequini e CIA contando suas peripécias, doug e bochecha trocando juras de amor.
Pensando bem... De atípica essa sexta-feira não teve nada...

nesse sábado fui pra faculdade - em geral, o tipo do troço chato pra mim. sou, essencialmente, pouco estudioso, um jovem beberrão que prefere sair com os amigos à estudar sozinho, talvez com a única esperança de escutar um pouco daquilo que nada sei.

Mas lá estava eu no meio da aula enlouquecedora, não vou explicar o motivo, pois isso já é outra história, talvez mais longa, e mais confusa ainda, porém, ao ficar ali parado, sentado, ouvindo o que o louco do meu professor falava, lendo a questão da prova, tentando afinal entender do que se tratava.

Me vi completamente perdido, em meio a termos como agruras da senectude, faceta mecânica e existencial da relação jurídica, misturados com todo aquele burburinho, onde as expressões na face de cada um denunciavam a mais perfeita incompreensão...

Percebi que precisava de um cigarro. Estava a zero. Como sempre ultimamente, aliás.
Aí vi aqueles 2 caras por perto, nunca falei nada com eles e quando não estavam olhando, dava risada de seus óculos caídos, mas ignorei o fato, saí da sala e cheguei perto:

- hei, caras, um de vocês tem cigarro?

- Tenho, mas você não vai fazer a prova?

Foi quando dei por mim, percebi que aquilo se tratava de uma prova, alias a única prova do semestre e se não tentasse ao menos descobrir do que se trata a bendita faceta existencial da relação jurídica. Eu provavelmente ia ter que me deparar com esse mesmo “professor” num outro semestre qualquer...

Acabou que me enrolei e só Deus sabe no que isso vai dar, mas mudemos de assunto, porque esse lance de notas também já é outra história.
Este negócio aqui é assim, do jeito que eu conto, e do jeito que é, sem muito sentido ou coisa parecida, mas, voltando a turma do guetto, os caras mais malucos. Fico de branco com a linguagem que usam: Radical. Bicho se num ta legal. Fala lixo. Vamu pro pau. Doidão. ... Cano da espingarda. To “duentê”.Sócio. Por aí, e não sei mais o quê.

Definitivamente eu só conheço louco...

Mais essa história de dizer que quem fica muito louco acaba não “produzindo” nada, é, no mínimo, duvidosa. O Xunda com suas peripécias, o Lesado sem noção e o bode quando está doidão acabam por aprontar coisas bem razoáveis, no mínimo dignas de certa atenção.

Mas nesse FDS acho que foi pane geral, depois de cada um ter o seu dia, nesse sábado o “Fuguete”... Foi geral! Fico só imaginando, eita ressaca... Falta “figo” pra isso tudo.
Isso quando não fica aquela ressaca MORAL, e pra essas não tem "EPAREMA" que cure.

Mas evito entrar em detalhes ou coisa parecida,já basta o número de comentaristas sociais de escasso QI que existe por aí. por que deveria acrescentar o meu sarcasmo privilegiado?
Quem não ouviu ainda essas "velhas" que vivem dizendo: "oh, acho um absurdo o que essa juventude anda fazendo por aí, com todas essas drogas e sei lá mais o quê! Que coisa horrível!" e aí a gente olha pra ela: sem dentes, sem cérebro, sem alma, sem bunda, sem boca, sem cor, sem ânimo, sem humor, sem nada, apenas um “corpo” falante, e a gente fica pensando o que o tricot com as amigas, a polidez e o raio dos filhos fizeram por ELA.

Os "velhos" às vezes ficam bem agressivos com o que uma parte da juventude anda fazendo - "que diabo, trabalhei DURO a vida inteira!"

"Esse pessoal quer ganhar tudo sem fazer NADA! passando o tempo todo sentado pelos cantos, estragando o corpo na noitada, esperando viver às custas da riqueza alheia!"

aí a gente olha pra ELE:

Que dúvida.está só com inveja. foi enganado. Perdeu os melhores anos se fodendo todo por aí. O que gostaria, mesmo, era de cair na gandaia. se pudesse recomeçar a vida. só que não pode. por isso agora quer que os outros sofram como ele sofreu.

– “Ah, no meu tempo não era assim”...

Quanto a mim, prefiro cá as minhas cervejinhas, não ando me metendo com nada mais “pesado” não por qualquer motivo em particular, mas porque esse negócio me chateia e ultimamente não causa muito efeito. Admito, no entanto, que o barato provocado pela cerva e pelo Sr. “chivas” é eminente. É possível ficar doido com eles e nem sentir; + no geral, com a birita... A gente, sabe muito bem o que está fazendo. E eu, sou da velha guarda: gosto de saber o que faço - Ou pelo menos fingir que sim!

- Agora lhes peço licença, vou ali comprar o meu cigarro...


# Kasey Chambers - Just Wated to See you So Bad #

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