quarta-feira, junho 29, 2005

29 de junho de 2005

Birthday...

É interessante parar para pensar que a mais de 2 (duas) décadas, nesse mesmo dia eu chegava nesse mundo. Como todos os demais, sem entender nada, com aquela expressão “azeda” no rosto e uma profunda interrogação...

Que diabos estou fazendo aqui??

Afinal, era tudo tão tranqüilo lá no útero materno, tudo acontecia em harmonia e a sobrevivência não passava de atividades rotineiras, enquanto que aqui já me deparo com um cidadão todo de branco - O que já me ofusca a visão, tendo em vista que até então tudo era tão escuro.
Cidadão esse, intitulado Doutor, que parece não estar contente em apenas me retirar do meu habitat "quentinho e aconchegante" de mamãe, como também me aplica uma série de “tapas” na região das nádegas...
Juro que se tivesse um pouco da retórica que tenho hoje, esse “doutor” iria escutar poucas e boas!


Deixando minhas desavenças, com o obstetra da minha querida mãe de lado, é interessante que passados mais de vinte anos, ainda faço a mesma pergunta supra mencionada:

- QUE DIABOS ESTOU FAZENDO AQUI????

E as respostas que tenho obtido ao longo dessas 2 (duas) décadas, tem sido muito mais que esclarecedoras, são reconfortantes, porque são os “queridos” (próximos ou não) que diariamente ilustram (na minha concepção), a importância que temos nesse plano terreno.

É com demonstrações como essa de hoje, uma visita dos meus caros amigos; Dioguinho, Lesado e Buneco (pelo Orkut Também vale), bem como o “suporte” de todos presentes no meu dia-a-dia.

Sem deixar de lado o apoio daqueles nem sempre tão presentes, ou que se encontram tão distantes. Como é o caso dos Freqüentadores do Blogger, bem por isso, estendo toda minha gratidão a vocês, que durante esses últimos 3 (três) meses de “diário virtual” tem me agraciado com muita luz e inspiração.

A todos vocês deixo meu muito obrigado e um sincero abraço,
Bernardo Pagetti Meyer

# Mozart Piano Concerto Número 1, 2 e 3 #

segunda-feira, junho 27, 2005

Tears For Fears... Wanna Trade?______I DO.

Nunca havia parado pra pensar no nome dessa banda, e não sei porque o fiz agora. Talvez porque o alguém (o Gugu se não me engano), me contou sobre um filme cujo trama é justamente: um suposto beberrão, que dava nomes as bandas em troca de bebida e cigarro e a elem, atribuem até o nome dos beatles entre outras bandas...

Mas voltando ao Tears For Fears...
Olhe que nome auto explicativo, ele sugere uma troca...
Troca essa que todos pensamos em nosso subconsciente mas nunca paramos para analisar...
Trocar lágrimas por medos....

Quem nunca deixou de fazer alguma coisa por ter medo de “chorar” depois?
Ou melhor...
Quem nunca “chorou” pelo simples fato de ter medo?

Parece que o medo e o choro são duas coisas que habitam a mesma “dimensão”...

Hoje fiz prova final – Tudo ou nada, é um bom exemplo para definir a expressão medo.
Aquela sensação de insegurança, cercada de uma ansiedade irracional, uma preocupação ao extremo...

Mas infelizmente não é só do escuro, dos exames e professores que temos medo, para nossa tristeza conforme crescemos e vamos enfrentando os antigos temores, vamos adquirindo outros.
É normal você fazer alusão ao quão “idiota” era, a ponto de de deixar a luz do corredor acesa pra dormir quando petit...
Porém, não refletimos a respeito da mediocridade dos nossos novos medos.
Como a tensão de retornar uma ligação – Seja para a Gata ou para o Patrão...
Aquele tremor, suor nas mãos, o acelerar do coração.

Que se você parar para pensar, são temores tão infundados como aquele do escuro, que você se lembra!

Moral da História: Vou parar de me privar de coisas por ter medo de chorar, e ver no que vai dar...

Um agradecimento especial a todo suporte e paciência dos Amigos, e freqüentadores do Bloggah – Identificados ou não...

Porque como já havia dito numa poesia dessas qualquer...

... eu amo você estranho
Eu posso não demonstrar sempre,
mas sei que existe muita coisa boa em você. Eu Sei!

# Way To Blue – Nick Drake #

domingo, junho 26, 2005

Sunday... Sunday...

Ia postar contando do FDS, mas nem vou...
Perdi a Vibe, essa conversa com meu primo pelo telefone foi necessária, mas me “desgastou” demais. É muito foda quando temos que falar e ouvir umas verdades...

É estranho que ele lá do outro lado do mundo ainda exerça tanta influência sobre minha pessoa, e que num tom tão debochado e voz de embriagado possa me convencer de algumas coisas com tanta facilidade...

Apesar da conversa (cujo teor não vem ao caso) ter durado mais de uma hora e meia, não foram necessários mais de algumas palavras e uns cinco minutos para me convencer em parte de que ele estava certo.
É estranho o que um choro "infantil" de um rapaz de trinta e poucos anos pode fazer com você, eu acabei indefeso, a deriva na conversa, por mais que meus argumentos tivessem fundamentos, por algum motivo, não sei se em função de toda tristeza e solidão que sua voz estava embebida.
Eu me deixava levar facilmente, e no final me via dizendo coisas sem sentido e concordando em número, gênero e grau...

Bleah

Mas como diria minha mãe: "Não há de ser nada"
Essa semana eu crio "coragem" pra fazer mais uma LDC (Long Distance Call) e tentar resolver...

Vou indo agora...


Essa trilha sonora que escolhi então, acho que só ajuda a me deixar na noia.



# Elliott Smith - XO - 03 - Waltz Nº2 #

sexta-feira, junho 24, 2005

E os Exames vão se Acumulando...

Tarde tranqüila aqui no escritório, ideal para relatar toda turbulência que vem ocorrendo na faculdade!

Fim de semestre, aquela ansiedade pra saber as notas.

O que é a salvação para uns, acaba se tornando a maldição dos demais e a barganha começa.
Aquela discussão por causa do meio ponto que ta faltando na média, aquela questão que foi anulada na primeira prova – sendo que a primeira prova fora aplicada em março...
Qual o critério utilizado na avaliação da prova oral, entre outros...

É professor escondendo o jogo, aluno revoltado ameaçando matar o primeiro infeliz (entenda-se professor) que passar pela frente, a reitoria "bombando" de requerimentos e pedidos de revisão de prova...

Resumindo, aquele clima sadio e “normal” de todo fim de semestre na nossa faculdade...

Para ser sincero, não sei se agüento passar por mais um desses e continuar sendo um cara “normal”, por assim dizer.

Enquanto as notas não saem, vamos enrolando, naquela tensão, roendo o pouco das unhas que nos restam, tragando os cigarros não fumados e tentando fingir...
Fingir que tudo não passa de um jogo e que de forma alguma estamos preocupados - Quando no fundom, bem lá no fundo, o que mais queríamos era ver aquele 7 (sete) no boletim seguido do "AP" - APROVADO.

# Let´s Get Lost - Elliott Smith #

quinta-feira, junho 23, 2005

Carência??? Não - Imagina...

Você provavelmente já se irritou quando contou uma história longa e ninguém se interessou...

O mesmo acontece quando se escreve um post super-longo e ninguém ou poucas pessoas comentam...
Pois então acho uma “falta de civilidade” as pessoas que entram no blogga de alguém, lêem o que querem, param pra pensar, vêem as fotos, mas não deixam comentários, não se identificam...

Para mim é como se alguém entrasse na tua vida, sem ser visto, saiba tudo de você, lembrasse dos melhores contos, desse risadas, chegasse as lágrimas e nem ao menos deixasse um aviso do tipo: Agora lembro desse dia, olha sou aquele lá, gostei.

E não alguém que sai pela porta dos fundos sem ser visto...

Vamos lá não custa nada, IiDnEcNoTgInFoIsQcUíEv-SeEl por favor, deixe alguma identificação... Não faço questão do RG, CPF e endereço para correspondência, mas deixe algumas linhas - mesmo que dedicadas a você, quem quer que você seja ou não seja...


# Não Vale A Pena - Maria Rita #

quarta-feira, junho 22, 2005


Raving.... Posted by Hello

TOUCHED BY A MOVIE

Vi em algum lugar, não me lembro onde... Que no Amor, nós nos lembramos do inicio e do fim, mas tendemos a editar e deixar de fora o que vem no meio...
Interessante não?!?

Por esses dias estive relembrando de alguns dos meus relacionamentos e constatei que isso faz realmente sentido...
Eu por diversas vezes não consigo me lembrar de certas passagens (momentos) por mais que me esforce, de outros eu até me lembro, mas lembro da minha maneira com a minha visão em relação a elas – Sempre aquela lembrança parcial, regada de nostalgia e em alguns casos, raiva...
Por isso me pergunto, será que o que eu me lembro, ou o que conto a respeito é exatamente o que aconteceu?...
Hoje acredito que uma “história de Amor” (No sentido lato, por favor) é feita de muitas coisas e uma delas é a mentira, sim a Men-tira...ou você nunca mentiu para quem você ama ?! ... Te peguei agora ah? Mas não é dessa mentira que estou falando!

O que quero dizer é que a pior mentira é aquela que você inventa para si mesmo e que no fim fica sendo a sua verdade, pois é mais fácil acreditar no que se quer do que no que realmente é ou fora...

Para alguns poderia ser simplesmente “evitar” falar de algumas partes de um todo, mas ainda assim contar a história como ela realmente aconteceu.
Porém em alguns casos, em algumas histórias quando inventamos, “evitamos” ou simplesmente esquecemos alguma parte, algum capítulo tudo passa a ser diferente. Mocinhos passam a ser vilões e vice-versa...

Agora estou aqui no anseio de tentar começar mais uma relação e fico me perguntando quais mentiras vou inventar a respeito dela ?...quais partes vou esquecer(?)... Será que o que vai sobrar vai ser só a solidão do final como em outras relações passadas ou os sorrisos e “declarações de amor” (Quem me conhece sabe que minhas declarações não são muito -convenhamos - tradicionais) do inicio quando tudo era novidade?...

Continuo a indagar, por que fugimos tanto de tudo que diz respeito a nós mesmos?

Por que somos tão cruéis com nós mesmos e com outros a nossa volta?

Talvez agimos assim por medo ou defesa, afinal na vida nada é muito justo, muito menos o que tange a vida amorosa de cada um...

O engraçado é que ao longo da vida, percebemos que na maioria do tempo ou a gente está se abrindo e se oferecendo a alguém ou se fechando e tentando se livrar do mesmo alguém...
Não que sempre queremos nos livrar da pessoa com a qual “acabamos”, mas quem não tinha dúvidas antes de começar que atire a primeira pedra.

Quem sabe o que pode acontecer daqui a algum tempo?

Quem sabe quanto tempo isso vai durar?

Talvez até um dos dois encontrar alguém novo e começar tudo de novo...

- Olá...

E dessa forma o ciclo segue.
Se for verdade que alcançamos a paz quando sabemos onde o nosso coração está, acho que só vou me acalmar quando ela estiver a poucos metros de mim, sorrindo com os pés em cima da mesa fazendo as unhas e cantando aquela música bem alta...



# Lover, You Should Have Come Over - Jeff Buckley #

terça-feira, junho 21, 2005


Brothers In Arms... Posted by Hello

segunda-feira, junho 20, 2005

Fazia tempo que não brincava de Chivas...


Fim de semana atípico esse, sem faculdade na sexta, só barzinho com a turma do guetto...
São e bode discutindo por motivos tão relevantes, quanto o patrocínio da camisa reserva do Bahia, o Pablo primo em casa dormindo, chavequini e CIA contando suas peripécias, doug e bochecha trocando juras de amor.
Pensando bem... De atípica essa sexta-feira não teve nada...

nesse sábado fui pra faculdade - em geral, o tipo do troço chato pra mim. sou, essencialmente, pouco estudioso, um jovem beberrão que prefere sair com os amigos à estudar sozinho, talvez com a única esperança de escutar um pouco daquilo que nada sei.

Mas lá estava eu no meio da aula enlouquecedora, não vou explicar o motivo, pois isso já é outra história, talvez mais longa, e mais confusa ainda, porém, ao ficar ali parado, sentado, ouvindo o que o louco do meu professor falava, lendo a questão da prova, tentando afinal entender do que se tratava.

Me vi completamente perdido, em meio a termos como agruras da senectude, faceta mecânica e existencial da relação jurídica, misturados com todo aquele burburinho, onde as expressões na face de cada um denunciavam a mais perfeita incompreensão...

Percebi que precisava de um cigarro. Estava a zero. Como sempre ultimamente, aliás.
Aí vi aqueles 2 caras por perto, nunca falei nada com eles e quando não estavam olhando, dava risada de seus óculos caídos, mas ignorei o fato, saí da sala e cheguei perto:

- hei, caras, um de vocês tem cigarro?

- Tenho, mas você não vai fazer a prova?

Foi quando dei por mim, percebi que aquilo se tratava de uma prova, alias a única prova do semestre e se não tentasse ao menos descobrir do que se trata a bendita faceta existencial da relação jurídica. Eu provavelmente ia ter que me deparar com esse mesmo “professor” num outro semestre qualquer...

Acabou que me enrolei e só Deus sabe no que isso vai dar, mas mudemos de assunto, porque esse lance de notas também já é outra história.
Este negócio aqui é assim, do jeito que eu conto, e do jeito que é, sem muito sentido ou coisa parecida, mas, voltando a turma do guetto, os caras mais malucos. Fico de branco com a linguagem que usam: Radical. Bicho se num ta legal. Fala lixo. Vamu pro pau. Doidão. ... Cano da espingarda. To “duentê”.Sócio. Por aí, e não sei mais o quê.

Definitivamente eu só conheço louco...

Mais essa história de dizer que quem fica muito louco acaba não “produzindo” nada, é, no mínimo, duvidosa. O Xunda com suas peripécias, o Lesado sem noção e o bode quando está doidão acabam por aprontar coisas bem razoáveis, no mínimo dignas de certa atenção.

Mas nesse FDS acho que foi pane geral, depois de cada um ter o seu dia, nesse sábado o “Fuguete”... Foi geral! Fico só imaginando, eita ressaca... Falta “figo” pra isso tudo.
Isso quando não fica aquela ressaca MORAL, e pra essas não tem "EPAREMA" que cure.

Mas evito entrar em detalhes ou coisa parecida,já basta o número de comentaristas sociais de escasso QI que existe por aí. por que deveria acrescentar o meu sarcasmo privilegiado?
Quem não ouviu ainda essas "velhas" que vivem dizendo: "oh, acho um absurdo o que essa juventude anda fazendo por aí, com todas essas drogas e sei lá mais o quê! Que coisa horrível!" e aí a gente olha pra ela: sem dentes, sem cérebro, sem alma, sem bunda, sem boca, sem cor, sem ânimo, sem humor, sem nada, apenas um “corpo” falante, e a gente fica pensando o que o tricot com as amigas, a polidez e o raio dos filhos fizeram por ELA.

Os "velhos" às vezes ficam bem agressivos com o que uma parte da juventude anda fazendo - "que diabo, trabalhei DURO a vida inteira!"

"Esse pessoal quer ganhar tudo sem fazer NADA! passando o tempo todo sentado pelos cantos, estragando o corpo na noitada, esperando viver às custas da riqueza alheia!"

aí a gente olha pra ELE:

Que dúvida.está só com inveja. foi enganado. Perdeu os melhores anos se fodendo todo por aí. O que gostaria, mesmo, era de cair na gandaia. se pudesse recomeçar a vida. só que não pode. por isso agora quer que os outros sofram como ele sofreu.

– “Ah, no meu tempo não era assim”...

Quanto a mim, prefiro cá as minhas cervejinhas, não ando me metendo com nada mais “pesado” não por qualquer motivo em particular, mas porque esse negócio me chateia e ultimamente não causa muito efeito. Admito, no entanto, que o barato provocado pela cerva e pelo Sr. “chivas” é eminente. É possível ficar doido com eles e nem sentir; + no geral, com a birita... A gente, sabe muito bem o que está fazendo. E eu, sou da velha guarda: gosto de saber o que faço - Ou pelo menos fingir que sim!

- Agora lhes peço licença, vou ali comprar o meu cigarro...


# Kasey Chambers - Just Wated to See you So Bad #

sexta-feira, junho 17, 2005


The Best Mobile Ever Posted by Hello

Mais Uma Da turma Do Guetto

Sexta-Feira, 14:30 da tarde.


O telefone toca e para minha surpresa é o anão quem está do outro lado da linha...

- Alo são
-Fala Vagabundo
-E ai ta trabalhando?
-To indo pro fórum... Por Que?
-Advinha onde eu to?
- Sei lá, Contando Granulado?!?
- Não, to na estrada indo pro Sul ver a minha gata!
-Afe, tu é louco...
- É... To eu e o Sarito, vou passar no hospital e já vou pegar a estrada!

- Hospital??? - Que diabos você aprontou dessa vez pequeno grande homem?
-É o sarito... O Idiota foi picado por uma abelha e ta todo inchado...
- Ai meu caralho... Tem coisas que só o Sarito faz por você!

-É o bicho ainda nem queria ir, mas sei lá tenho medo. Vai que da alguma zica!
-Na Dúvida... Injeção nele!!! haha
-Certeza - haha
- Soh... Então, se liga, tu sabe se o Gu vai descer???
- Vai sim, depois liga pra ele e combina alguma coisa.
-Ok... Falou então!


Esse Xunda não muda mesmo, agora que está todo apaixonado então... Fudeu!!
Hahahahaha

Boa trip pra você Xunda,
Sucesso.

E pro resto da turma do guetto deixo a minha eterna pergunta de Sexta-Feira:

QUAL VAI SER A BOA DO FDS???

# Adrana Calcanhoto - Fico Assim Sem Você #

quinta-feira, junho 16, 2005

Catching Dreams Part II

Dia de gala, sonho de gala!


Um dia e outro dia e o dia antes sonhei. Sonhei comigo e a OAB com todos os grandes caras da turma do guetto; Lesado, Doug, Luizinho, Chitão, toda aquela turma, e eu fui lá para ver eles.
Fala Lesado, diz ai Chitão, olá, olá: tem um lugar pra mim também, e começa com B, nessa seccional, B, abram alas para o BERNARDO, e eu sentei na mesa e fiquei olhando para o lugar onde meu nome estaria, bem ali, do ladinho de um Doutor qualquer; sei lá de qual, mas eu estaria lá para segurar as pontas, para um dia me tornar:
O velho Bernardo, um da turma!

Até que voltei a realidade quando apareceu uma garota, algum cheiro de perfume passando pelo segundo ofício, algum clique de altos calcanhares para quebrar a monotonia do meu ultimo sonho acordado...

Então muito tempo se passou desde essa vez que sonhei acordado no Fórum...

Aconteceu novamente quando eu fiquei estático em frente a Hugo-Boss, olhando, e o mundo inteiro desvaneceu-se, exceto aquela vitrine, e eu continuava ali, vesti todos aqueles ternos, e me vi como um grande advogado com aquela elegante gravata italiana no pescoço, e uma maleta, saindo de um grande carro preto, e ela estava lá também, orgulhosa de mim pra caralho, a dama com terninho cinza.

Em meio a devaneios nós saímos de lá, fomos a um belo restaurante, pedimos o melhor prato e daí tomamos uma cerveja, conversamos um pouco, tomamos mais um drink, eu declamei algumas frases, e o mundo era tão maravilhoso, porque de dois em dois minutos uma coisa linda olhava pra mim, o grande advogado.

Mais não adiantava, do jeito que sou e sempre fui... Eu tinha que dar uma olhada no “cardápio” ao lado, e sempre que o fazia, a garota de terninho cinza ficava puta de ciúmes!

Até hoje não sei ao certo se faço esse tipo de coisa por causa dos seus efeitos (satisfazer a canalhice inerente a qualquer um de nós) ou seu resultado – Tenho pavor de mulher ciumenta, mas ao mesmo tempo, tal comportamento me fascina de uma forma que não sei explicar...

Deve ser por isso que me dou melhor sozinho…

Agora me vou
Porque chega de sonhar, amanhã preciso acordar.


# Andres Segovia - Mozart Classical Guitar #

terça-feira, junho 14, 2005

Catching Dreams Part I

Uma noite, eu estava sentado na cama do meu quarto, bem lá no centro de meus pensamentos. Não era uma noite importante na minha vida, mas por algum motivo não conseguia parar de pensar que deveria tomar uma decisão, ou eu pegava ou caía fora: era isso que a nota mental dizia. A nota que por diversas vezes voltava a aparecer, como uma carta violada enfiada por debaixo da minha porta.

Longe de ser um grande problema, mas que merecia muita atenção. Depois de muitas noites mal dormidas e de dias não vividos resolvi o problema da forma como fazem os covardes.
Apagando a luz e indo pra cama, ignorando o fato de que para ganhar é preciso esperar pela vitória.

De manhã, acordei, “decidi” que devia fazer mais exercício físico e na hora comecei me imaginando. Fiz varias flexões (mentais é claro) Depois, escovei os dentes, senti o gosto da manhã, vi o sol pela janela, lembrei das recomendações, e decidi sair para olhar o mar.

Fui ao mesmo lugar na praia aonde eu sempre ia antes de surfar, sentei no banco em frente ao mar e tive a “maresia” como meu desjejum. O gosto até parecia café, mas não valia o preço, eram tantas lembranças de dias mais felizes, bem como de outros assim tão tristes, que a nostalgia me pegou.
Sentado lá, com meu jornal, fumei alguns cigarros, li uma entrevista interessante, e evitei ler qualquer coisa relacionada com a política Nacional. Notei com satisfação e certo orgulho algumas fotos, onde reconheci nomes de parentes, toda aquela italianada reunida (como todo italiano, acho que qualquer sobrenome que termine com vogal é parente, portanto não sei ao certo o verdadeiro grau de parentesco).

Saí da praia, parei diante de uma onda imaginária, me atirei nela e voltei por cima do lip (há tempos não pensava em surfe). Daí desci a rua em direção ao escritório, me perguntando o que é que eu ia fazer do resto daquele dia. Mas não tinha nada que pudesse fazer, e assim decidi por fim a minha volta pela cidade.

Nessa mesma noite, sonhei que passava pela avenida da praia em São Vicente, passando pela frente de um prédio com degraus que ainda estavam úmidos, como um registro da neblina da noite passada, e logo pensei nos meus amigos Daniel e Raphael, que eram de lá e ali tinham vivido por boa parte de suas vidas.
Lembrei a noite que Raphael bateu em Daniel porque ele tinha dito algo, que ele se quer se lembrava.
Lembrei de como gostávamos de ficar bêbados e que depois de uma conversa tudo ficava por isso mesmo.
Lembrei daquele apartamento por dentro, como cheirava a cachaça aquele quarto, depois de uma noitada.
Lembrei também de todo tempo que ficávamos sentados na entrada em tardes quentes, jogando conversa fora e lembrando de mulheres bonitas.
Daí tinha o gordo, quase sempre vindo de um bar, uma figura, que parecia não estar nem aí, que fazia uma cara de desprezo cada vez que você o lembrava do quão bêbado ele estava na balada anterior, como se você fosse um idiota por ter perdido seu tempo observando-o naquela noite em especial, tinha também o Japão que sempre tinha um caso pra contar, Cigarros para me “emprestar” e uma revista sensacionalista pra deixar qualquer fulano a par de todas as desgraças.

Então, continuei seguindo a rua, passando pelas horríveis casas abandonadas, e daí até o Bar do Lido, e lembrei como tinha ido lá com a Carla ver uns amigos e tomar todas, como eu me enchi o saco e a gente brigou a noite inteira – Lembrei de como ela era chata, mas por outro lado como estava vestida aquele dia – um vestido curto, e como ouvi berros por causa dele, tantos que acabamos brigando também por causa disso.
Bleah
Assim, agora estava eu lá na Ponte Pênsil, onde os carros na estreita rua mastigavam os ouvidos da gente com tanto barulho, e o cheiro da gasolina deixava triste a vista do horizonte, para mais uma vez a calçada preta ainda úmida da neblina da noite anterior anunciar a chegada de um novo dia.

Podia ter continuado dormindo esse dia para ver onde esse sonho ia dar, ver aquela semana inteira se passando...
Mas já sei extamente o que vai acontecer, como também preciso deixar de acreditar que o que quero não existe, voltar a "sonhar acordado" e parar de perder a hora.

Afinal se sonhar somente enquanto durmo, sempre que acordar não restará nada lá.


# Smashing Pumpkins - Shame #

sexta-feira, junho 03, 2005

Sexta-Feira Zen... Zen nada p/ fazer aqui no escritório

Olhando algumas fotos, me deparo com algumas bem recentes. Me surpreendo com algumas das mudanças nessa “família” que é a turma do guetto!
Uma delas datada de 29 de maio, desse ano, o horário: três e pouco da manhã (essas máquinas digitais são um fenômeno).
Sei que pode até parecer jogo de sete erros, mas nesse caso não tem como passar desapercebidas algumas das “mudanças” no comportamento da galera.
Entre elas o nosso amigo Luizinho, vulgo Vumizinho, de pé entornando o que deveria ser seu vigésimo copo de cerveja, e na mais tranqüila serenidade. Fica nítido na foto a descontração dos amigos ao redor, sem aquela preocupação de que ele poderia vir a vomitar a qualquer instante – Quem conhece o Luizinho sabe disso. Parabéns sócio, você acaba de passar para o outro estágio da turma do guetto.
Acho que devemos considerar um novo apelido para esse tão querido amigo e nobre companheiro das batalhas do dia-a-dia.

Na foto supra mencionada, também salta aos olhos a figura do nosso amado amigo Bode; ou seria Balde – “Nossa Esse teu amigo chama BALDE???” (palavras proféticas do caro Geléia).
É incrível que lá pelas três e tanta da manhã, em “excursão” ao interior o Bode depois de uma vasta quantidade de Cerveja, ainda não esteja com algum brinquedo de plástico, tentando assustar os pobres cidadãos interioranos que ali vivem, bem como distribuindo bicas e rapas nas “donzelas” que por ali passavam.

Quanto ao resto...
Não se espantem, eu continuo o mesmo “lixo” de sempre, Com exceção de uma investida bem sucedida na mesa de umas gurias. Eu sigo bebendo de forma não muito social, fazendo os mesmos trocadilhos infames e fumando bem acima da conta... Bem por isso, também nosso amigo Xunda (Ou seria “Michael”?!? haha + isso já é outra história).
Aprontando o mesmo de sempre, falando suas groselhas, reclamando do trabalho, confundindo a vodka com água e tentando levantar vôo com sua caixinha de fósforos!!!

Diz ai cabeça, nada como ir a Pouso Alegre (Não, eu não digitei errado. É Pouso Alegre mesmo) para depois voltar ao bom e velho Capitão Gancho... haha


# Burburinhos de escritório #

Fantástico Mundo do São...

Já faz mais de uma semana, vários acontecimentos, trip pro sítio, reunião da turma do guetto e ainda não saiu nada de novo.
Não quero me prender nas velhas falas: "ah, sabe como é. A vida anda tão corrida ultimamente". Por mais que isso possa ser verdade, não gosto de tais afirmações. Soam como desculpas de mulher adultera.
Não que eu tenha alguma pretensão em dizer que as mulheres traem mais ou coisa parecida.
Elas apenas o fazem de forma mais sutil, e bem por isso, acho que ainda falta um pouco para alcançar o gênero masculino no quesito desculpas esfarrapadas. Técnicas desenvolvidas durante todos esses anos, como a do rapaz do giz por entre os dedos estão aí para comprovar!

Bah. Voltando ao que de fato importa, está pairando uma sensação estranha no ar, a casa está arrumada novamente e de certa forma o otimismo paira no ar.
Possibilidades de "crescer" e melhorar. Mais crescer pra onde? melhorar em que?
São nessas dúvidas que me pego pensando lá pelas tantas da noite, e são elas que me roubam desse tão querido caderno de groselhas virtual, que é o blogga.
Queria aqui falar de coisas, viagens, festerês, ragazze graziose per tutto... Mas acabo na mesmice do meu cotidiano.

Sex 10:40 (dez e quarenta) da manhã, minha mesa cheia de papel - Que vão se acumulando devido a tremenda eficácia de meus funcionários, ou por deficiência minha (Prefiro acreditar na primeira hipótese).
Uma máquina de soma que parece não gostar de matemática – Não sei por que diabos, nos momentos mais críticos da contabilidade ela trava.
E por fim um monitor que emite um ruído tão estranho que se confunde com uma cigarra.
O que me conforma é saber, que em breve isso deve acabar, vou dar fim na papelada, me livrar da velha máquina e apesar de nunca ter gostado de fábulas, acredito que a bendita da cigarra deve estar sem provisões, por ter passado o verão todo cantando. Devendo em breve pegar um resfriado ou então, como gostam de dizer os médicos... Contrair uma viróse!

E vamos levando, "acessando" o BANKLINE, resolvendo os problemas que aparecem, evitando os dedos que nos apontam e fugindo das loucas que nos perseguem...




# Ruídos do meu monitor - Será que Cazuza tinha "problemas" parecidos com seus eletrodomésticos, quando escreveu sobre segredos de liqüidificador? #