terça-feira, abril 01, 2008
Nova Colaboradora!!
Depois de um tempo ausente, o blog está voltando a funcionar...
Agora também conto com a participação da minha Sistah para botar lenha na fogueira e mostrar um outro lado durante as "discussões"
Seja bem vinda Ayanie
Regards,
Bernardo
Destiny
Um dos últimos filmes que assisti em pedacinhos, termina com Bob Marley.
Every little thing, is gonna be all right...
Tudo vai dar certo.
Vai dar certo no final, se não deu é porque não chegou ao fim.
Como assim?
Não se cansam de esperar tudo dar certo no final? Acho simples demais a gente ficar cantando Bob Marley por aí, e esperando a vida nos dar de presente o que esperamos, a própria vida.
Essa época de aniversário sempre me deixa paranóica e deprimida. Planos. Todos fazendo planos.
Resoluções para 2008. Planos e mais planos.
Odeio planos, eles trazem frustrações.
There´s no such thing as destiny.
O que existe são os resultados das nossas ações, dos nossos pensamentos, dos nossos... opa, planos?
Gostaria de não ter escrúpulos, e sair andando por aí.
Mas é clichê demais.
Qual o certo?
Você aí, me ajuda?
Você manda seu filho ir pra escola. E manda ele estudar.
Ele cresce e se forma.
Vai pro colegial, e você manda ele estudar.
Dá uma bronca no primeiro porre.
Fica de olho no horário que ele chega em casa.
E manda ele estudar.
Aí chega o vestibular. Você manda ele estudar.
Aí ele vai pra faculdade.
Aí ele sai de casa, e você fica deprimida, mas pensa, ah ele está estudando.
E o menino estuda. E arruma um estágio. E depois se forma. E acaba o estágio.
E aí ele pode vir a ser um bem sucedido engenheiro, médico, físico, advogado...
Ou ele pode se sentir perdido, porque percebeu que estudou a vida inteira, e simplesmente não sabe o quer fazer.
E tem aquele que foi bem sucedido.
Aí ele arruma uma mocinha bonita e simpática, casa, tem filhos.
Você fica toda feliz com os netinhos. E com o seu filho bem sucedido.
Mas durante a noite enquanto ele não consegue dormir, fica pensando em como poderia ter aproveitado mais a faculdade.
Ter ido em mais festas, ter tido coragem de chamar a Aninha pra sair.
E se sente frustrado, afinal é bem sucedido, mas não há mais festinhas.
E tem aquele outro que largou a faculdade no meio, de tanto tomar pau, mas era um gênio da informática, criou um site de relacionamentos que acabou com o orkut, vendeu pro google e ficou bilionário.
E tem aquele outro que nem entrou na faculdade, mas se dedicou a uma ONG e agora é o nome na luta contra o aquecimento global.
E tem aquele outro que nem entrou na faculdade e não é nada. Só um office boy.
Como saberemos?
Destino?
I really don´t think so.
As coisas vão melhorar, sim. Mas vamos estar tentando fazer por onde.
Aliás, o gerúndio aí em cima foi ironia viu? Á tá, você entendeu.
Talvez com bastante esforço, sensibilidade, aquela atençãozinha para a intuição de vez em quando, o seu destino será o melhor possível. Talvez não.
Quem sabe?
All we need is love.
Ou não.
[muzik] Sonata Arctica - Shy
Consciência é como Dor de Dente, quando menos se espera...

Mas não preciso de muita reflexão para ver que não é bem assim, tampouco, que o livre-arbítrio é instrumento para a compaixão.
O ser humano não busca utilizar dessa liberdade para o fim a que se aplica, por vezes somos ruins, afinal, somos egoístas e sofremos do déficit do umbigo, ou seja, nos importamos com o que nos afeta e ignoramos os efeitos de nossas ações nos demais.
Somos sujeitos a falhas, na proporção dos devaneios e deslumbramentos que a novidade nos acarreta, a ponto de deixar em segundo plano aquilo que nos deu forças e mais estimamos por um longo período de tempo
Somos fúteis, fisgados com facilidade pela base do consumismo e nos privamos do que realmente importa e da fraternidade em prol de etiquetas elaboradas e bugigangas supervalorizadas.
E eu diria mais, diria que somos fracos, na medida que passamos por cima dos nossos sonhos e das nossas vontades, nos tornando sujeitos do acaso e aceitando de pronto o que a vida nos oferece. Taxando de lunático aquele tio avô nostálgico que te alerta sobre escolhas...
Para depois de vinte, trinta anos olharmos para trás e refletir cheios de pesar:
“e Se eu tivesse insistido mais no teatro”
“Por que diabos eu fui trabalhar com números”
“e se levasse mais a fundo e batalhado aquele namoro”
Essas entre outras indagações que fazem do existencialismo um pensamento sempre comtemporâneo. Levando-se em conta o sistema de “Checks and Balances” vemos que por outro lado existe luz no fim do túnel.
Ainda que vivamos em uma sociedade massacrante e seu sistema de castas tácito, não é raro deparar-se com alguém que estima e se desdobra para ajudar o próximo.
Posto isso, Vamos dar ouvidos aos mais “experientes” por assim dizer, vamos tomar a vida pelas rédeas e seguir em busca do que realmente importa...
P.S.: Sei que pode parecer utopia, quase uma injustiça, cobrar respeito aos mais velhos, índole e formação de caráter, num país que necessita de uma Lei específica para salvaguardar os direitos do Idoso, da criança e do deficiente. Mas é isso que acontece enquanto uns poucos lá de Brasilia privam uma nação inteira de educação e qualquer expectativa de vida. São necessárias normas cogentes(sic) para tutelar o que seria natural.