Vinte dias, dezenas de cervejas, duas ou três ressacas e uma porção de aspirinas depois, a rotina do Dia-a-Dia volta a castigar, mas somos fortes e vamos em frente. É fato, já não me vejo com os mesmos olhos de duas semanas atrás, - é claro que podem ser meus olhos, que sofreram com um tersol que cisma em ficar me aporrinhando, mas que não vem ao caso.
Meu carnaval até que foi divertido, não é a lembrança exata que gostaria de levar comigo do carnaval aqui no Brasil, mas teve seus momentos divertidos e comoventes...
Sem dúvida alguma, para não perder a tradição, esse foi um daqueles carnavais etílicos, regado de fancy drinks e cerveja. Tive meus momentos, mas admito que não parava de pensar (no melhor estilo RADIOHEAD):
- What The Hell I´m Doing Here!
Enquanto meus companheiros de aventuras se espalharam por esse Brasil todo, atrás de uma boa festa, eu acabei por aqui. A princípio isso me pareceu um absurdo e foi difícil me conformar com o que estava por vir, mas no final das contas, passei um tempo com a minha família, me diverti com meu primo e seus amigos “alucinados”, mimei minha afilhada e por fim: Comi bem, muito bem.
Por esse lado esse carnaval, solitário - não fossem meus fiéis escudeiros: Lesado, Doug e sua esposa . Teve um saldo positivo. O que vale também para minha conta bancária, que sem as despesas com passagens e tudo mais, restou positiva.
A lição que fica é que não importa a qualidade do lápis, mas sim o que se consegue desenhar com ele...
Sei que a analogia é demasiada podre, mas assim que meu carnaval se desenvolveu. De uma folha em branco, sem idéia alguma do que fazer, para algumas bebedeiras, um tempo com velhos amigos (O que é família, senão seus mais antigos amigos)e por incrível que pareça muita diversão.
Ou nas palavras do Chitão...
Ah deixa para lá é melhor não comentar!!
segunda-feira, março 13, 2006
Ressaca de Carnaval
Mais um texto perdido, daqueles que você escreve, depois deixa de lado achando que está um lixo, mas que depois de um tempo sem produzir nada de bom, aparenta ser a oitava maravilha do mundo.
Sejamos realistas, não passa de mais um desabafo qualquer e se é que me recordo bem, minha cabeça girava de um jeito nesse dia que me surpreendo que o bendito faça algum sentido – Santa BAYER e suas aspirinas... (Quem assistiu "Cinema, Aspirina e Urubus" sabe do que eu estou falando).
Dom 26/02/2006
Tem vezes que me questiono se não estou vivendo "errado", pelo fato de estar sozinho sem uma companheira.
Nesse domingo de carnaval melancólico, aliás, meu ultimo carnaval no Brasil, me deparo com fatos que tornam esse tipo de questionamento desnecessário.
Em um primeiro instante, logo ao acordar. Posso ouvir minha irmã "argumentando" com meu cunhado, falando todo aquele tipo de "baboseiras" que mulheres adoram falar quando não estão num dia bom – por assim dizer.
Pouco tempo depois, em meio a confusão de uma manhã de Domingo aqui em casa, vejo meu pai e minha mãe trocando farpas por causa de uma bendita panela e o devido lugar para guarda-la.
Posto isso, fica claro que não é muito animadora a idéia de pensar em fazer alguma coisa a respeito de arranjar companhia, tendo como exemplo esse povo que já acorda se engalfinhando...
É claro que existem os momentos bons e não descarto isso. Por incrível que pareça, quando não estamos em meio a alguma discussão intelecto filosófica ou citando divergências em relação ao rumo que a empresa está tomando, minha família se da muito bem, e não são poucos os momentos felizes juntos.
Eu esperava fazer de tudo nesse carnaval, menos ter mais uma dessas ressacas, ainda menos aqui no Guarujá. Há cinco anos que não passo o carnaval por esses lados, e tudo era tão bom, mas dessa vez, deixei tudo para a ultima hora e não deu para fugir!
Ao meu ver, nesse domingo de carnaval, eu aqui... Só lamento.
Para completar a nostalgia total, ainda fui deixar quatro integrantes do guetto no porto, para embarcar no cruzeiro que só volta sábado que vem. Estou feliz por eles é claro, mas com uma pontada de decepção comigo mesmo. Deixei tudo para a ultima hora e acabei ficando por aqui.
Para deixar de ser repetitivo, só me resta desejar uma boa viagem a meus caros amigos. Que os dólares suados de vossos pais sejam suficientes para obter tudo de bom nesse carnaval...
Vamos refletir então...
.....................................................................................
Sejamos realistas, não passa de mais um desabafo qualquer e se é que me recordo bem, minha cabeça girava de um jeito nesse dia que me surpreendo que o bendito faça algum sentido – Santa BAYER e suas aspirinas... (Quem assistiu "Cinema, Aspirina e Urubus" sabe do que eu estou falando).
Dom 26/02/2006
Tem vezes que me questiono se não estou vivendo "errado", pelo fato de estar sozinho sem uma companheira.
Nesse domingo de carnaval melancólico, aliás, meu ultimo carnaval no Brasil, me deparo com fatos que tornam esse tipo de questionamento desnecessário.
Em um primeiro instante, logo ao acordar. Posso ouvir minha irmã "argumentando" com meu cunhado, falando todo aquele tipo de "baboseiras" que mulheres adoram falar quando não estão num dia bom – por assim dizer.
Pouco tempo depois, em meio a confusão de uma manhã de Domingo aqui em casa, vejo meu pai e minha mãe trocando farpas por causa de uma bendita panela e o devido lugar para guarda-la.
Posto isso, fica claro que não é muito animadora a idéia de pensar em fazer alguma coisa a respeito de arranjar companhia, tendo como exemplo esse povo que já acorda se engalfinhando...
É claro que existem os momentos bons e não descarto isso. Por incrível que pareça, quando não estamos em meio a alguma discussão intelecto filosófica ou citando divergências em relação ao rumo que a empresa está tomando, minha família se da muito bem, e não são poucos os momentos felizes juntos.
Eu esperava fazer de tudo nesse carnaval, menos ter mais uma dessas ressacas, ainda menos aqui no Guarujá. Há cinco anos que não passo o carnaval por esses lados, e tudo era tão bom, mas dessa vez, deixei tudo para a ultima hora e não deu para fugir!
Ao meu ver, nesse domingo de carnaval, eu aqui... Só lamento.
Para completar a nostalgia total, ainda fui deixar quatro integrantes do guetto no porto, para embarcar no cruzeiro que só volta sábado que vem. Estou feliz por eles é claro, mas com uma pontada de decepção comigo mesmo. Deixei tudo para a ultima hora e acabei ficando por aqui.
Para deixar de ser repetitivo, só me resta desejar uma boa viagem a meus caros amigos. Que os dólares suados de vossos pais sejam suficientes para obter tudo de bom nesse carnaval...
Vamos refletir então...
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quarta-feira, março 08, 2006
Intro...
O blogger anda meio abandonado ultimamente, mas é por um bom motivo...
Estou na correria e teve carnaval também, mas principalmente por causa do livro, ando escrevendo bastante e não quero misturar minhas histórias com as emoções do personagem, ou vice-versa.
segue a introdução:
Esses dias de meio Sol meio chuva me fazem lembrar de “approaches” que não deram certo...
Sabe aquele clima de tensão, saliva no céu da boca, e mente a mil tentando memorizar o que falar...
Sair rápido, fingir um sorriso… Já estou até vendo, vai ser um desastre, talvez não, quem sabe bem na hora não acontece alguma coisa...
Eu preciso de um drinque, porque num minuto respostas sem sentido, me farão sair da realidade por alguns instantes e só bebendo nos preparamos para tais...
Nem adianta perguntar, tem umas que é melhor deixar para lá, simplesmente ignorar, sei lá, essa daí não quer se deixar possuir.
- Pensando bem, acho melhor eu ir...
Fazer o que, eu dei o primeiro lance, olhei em volta para evitar confusão, acelerei o passo, mas acabei ficando para trás...
Um narigudo chegou na minha frente.
É que apesar do som e do ambiente fechado, sinto que chove lá fora, mas quando a “tempestade” passa é tarde demais e eu estou todo ferrado. Que se dane, não me importo em sair zerado...
Ando sempre nervoso em dias como esse, dias de quase chuva...
Dá medo até de andar por ai, porque fico falando tanta abobrinha, mas no final das contas, sou apenas um garoto, porra!
Eu lembro dessa última noitada, pensei ter chegado a minha hora, mas no momento me fugiram as palavras, perdi os nervos e foi ela quem saiu.
Passei o resto da noite com a cantada no anverso de um guardanapo, esquecida para sempre no bolso de uma calça qualquer...
Olhei para o céu olhando todas aquelas estrelas, nesse monte alguma vai me ouvir, sussurrei, mas a estrela simplesmente parou de brilhar...
E não faltaram risos...
Então se agüentou até aqui, comece a ler o livro em um futuro pouco distante, mas já vou avisando, não vá esperando grande coisa do final, porque, contudo, não passa de mais uma breve história sobre um garoto solitário...
Estou na correria e teve carnaval também, mas principalmente por causa do livro, ando escrevendo bastante e não quero misturar minhas histórias com as emoções do personagem, ou vice-versa.
segue a introdução:
Esses dias de meio Sol meio chuva me fazem lembrar de “approaches” que não deram certo...
Sabe aquele clima de tensão, saliva no céu da boca, e mente a mil tentando memorizar o que falar...
Sair rápido, fingir um sorriso… Já estou até vendo, vai ser um desastre, talvez não, quem sabe bem na hora não acontece alguma coisa...
Eu preciso de um drinque, porque num minuto respostas sem sentido, me farão sair da realidade por alguns instantes e só bebendo nos preparamos para tais...
Nem adianta perguntar, tem umas que é melhor deixar para lá, simplesmente ignorar, sei lá, essa daí não quer se deixar possuir.
- Pensando bem, acho melhor eu ir...
Fazer o que, eu dei o primeiro lance, olhei em volta para evitar confusão, acelerei o passo, mas acabei ficando para trás...
Um narigudo chegou na minha frente.
É que apesar do som e do ambiente fechado, sinto que chove lá fora, mas quando a “tempestade” passa é tarde demais e eu estou todo ferrado. Que se dane, não me importo em sair zerado...
Ando sempre nervoso em dias como esse, dias de quase chuva...
Dá medo até de andar por ai, porque fico falando tanta abobrinha, mas no final das contas, sou apenas um garoto, porra!
Eu lembro dessa última noitada, pensei ter chegado a minha hora, mas no momento me fugiram as palavras, perdi os nervos e foi ela quem saiu.
Passei o resto da noite com a cantada no anverso de um guardanapo, esquecida para sempre no bolso de uma calça qualquer...
Olhei para o céu olhando todas aquelas estrelas, nesse monte alguma vai me ouvir, sussurrei, mas a estrela simplesmente parou de brilhar...
E não faltaram risos...
Então se agüentou até aqui, comece a ler o livro em um futuro pouco distante, mas já vou avisando, não vá esperando grande coisa do final, porque, contudo, não passa de mais uma breve história sobre um garoto solitário...
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