quarta-feira, dezembro 07, 2005

O Arbitrário e o Medíocre...

Mudanças ocorreram no começo desse segundo semestre de dois mil e seis, mudanças a priori imperceptíveis, mas que com o passar do tempo se mostraram verdadeiras e pertinentes, entre elas à dura realidade de encarar o maior fantasma do universitário, a DEPENDENCIA, a famosa “DP”. Não vou mentir, terminei o segundo ano de faculdade com duas máculas no meu boletim e como um “Cartesiano” que sou, quis logo tratar de eliminar essas duas matérias, para assim seguir em frente com a minha carreira acadêmica.

Todo esse Blá Blá Blá tem um propósito, e foi cursando essas matérias que me deparei com dois professores de peculiaridades totalmente opostas. O primeiro, um Advogado bem sucedido, professor em diversas universidades de renome no estado de São Paulo, Um homem com caráter, vivência, dotado de um saber jurídico, filosófico e um espírito transigente, enquanto que do outro lado estava o caro Salles, que inegavelmente tem seu conhecimento do assunto ao qual se presta ser professor, porém infelizmente podemos limita-lo a isso. Não tenho raiva ou algo parecido - Apesar dele ter demonstrado tamanho inconformismo com meu sucesso e bem estar pessoal. Esse texto não é um desabafo inconformado, mas sim um estudo axiológico e sociológico.

A princípio ficava me perguntando o que tinha feito ou proporcionado para esta criatura, que a cada vez que pronunciava meu nome ao realizar a chamada “torcia o nariz”, mas depois, em um momento desses de reflexão, regrado de cerveja, cigarros e dizeres de mamãe tudo ficou claro, o problema não era o que eu tinha feito ou deixado de fazer por ele, mas sim o que ele não conseguiu obter.

Pare e pense...

Um cidadão de um metro e cinqüenta (sem ofensas aos meus amigos de baixa estatura), com seus quarenta e poucos anos, cuja única realização na vida foi passar em um concurso para o MP e que até hoje figura como promotor “substituto” em sua eterna espera por notoriedade. Acostumado com suas “vaquinhas de presépio”, que são seus alunos do 4º semestre da manhã, que ainda acreditam que um nicho no ramo do direito (ou bixo como seus pupilos APROVADOS escreveram em prova), é um fenômeno que ocorre quando um animal selvagem invade o fórum...

Esse mesmo cara, medíocre, limitado em suas funções e obviamente sobressaindo-se sobre seus alunos pára-quedistas, se viu frente a frente com moi, que como vocês sabem, não leva desaforos para casa, adora uma boa discussão, e quando sóbrio faz bom uso da retórica, usou-se do poder a ele investido pela faculdade para, como dizem os populares: Me foder... (Excuse my french)

Pensando bem, só podia dar no que deu...

Posto isso, é sensível e claro dizer que a arbitrariedade anda de mãos dadas com a mediocridade, mas não tem nada não. Em 2008 eu faço essa DP com outro professor, de preferência com os atributos do caro mestre Lazirini (primeiro mencionado).


# Dulce Pontes & Carlos Nuñez – Lela #

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