segunda-feira, agosto 25, 2008

Paixão não, paixão me cheira a morte, eu quero vida.

Cala boca Lucia Helena.
Cinco e pouco da manhã, uma garrafa de vinho depois... Sozinha, na sala. Numa sala que não é sala. Que é fria, que está suja, que tem azulejos demais. Mas nada disso me dá medo. Medo da morte, que bobagem. Depois de tudo isso meu único medo é ficar assim, Lucia Helena. Passiva, alegrinha, com uma lágrima sempre pronta a escorrer.
Pronta pra explodir, contar pra todo mundo que não é assim, mas alguma coisa segura a Lucia Helena. E Lucia Helena fica quieta, sorri, e quando apaga a luz, a lágrima escorre. Mas não atrapalha a rotina, a rotina de Lucia Helena. Ser infeliz, incompleta, incompreendida, inseparável de seus calmantes e comentários moralistas. Talvez ela nem saiba que exista outra. É, sempre tem outra. Essa sim, é cheia de paixão. Quer pisar no chão, dormir sem pijama, falar palavrão e gritar quando dá vontade. Ela pula quando sente que andar não é o suficiente, ela vai atrás do homem que ela quer, ela se mostra, se entrega, e ele se pergunta como pode nunca ter sido tão bom assim. Ela está lá, dentro de cada Lucia Helena. Talvez o Prozac a contenha, talvez Platão. Não importa, só sei que tem Lucia Helena demais por aqui. Chega.
Não tem como conviver com as duas. Ela quer te levar, te seduzir, te provar que não existe ninguém melhor. Lucia Helena quer mostrar que é tão conveniente preparar um jantar para os novos vizinhos no próximo sábado. Ela quer te fazer decorar os detalhes e a cor de cada tatuagem que tem enquanto sente a sua barba por fazer no pescoço. Lucia Helena quer conversar sobre como acha importante que a parede seja pintada antes do Natal. Ela te faz calar a boca te jogando na cama e jogando ainda mais longe o vestido novinho que comprou essa semana. Lucia Helena dobra todas as roupas e guarda separando por cores. Ela anda com você de mãos dadas e dá risada tão alto que os outros reparam. Lucia Helena não, Lucia Helena ri, com i, hihihi. Ela bebe no gargalo e pergunta, quer? Lucia Helena prepara um chá, com adoçante. Ela te olha nos olhos e você não se culpa por não estar sendo racional. Lucia Helena fecha os olhos para te sentir. Ela fala no seu ouvido que você é o melhor homem do mundo, e você acredita. Lucia Helena organiza as suas fotos no álbum, um álbum grande, lindo. Ela te faz sentir um menino quando te liga no meio do dia e conta que sonhou com você, e que te quer agora. Lucia Helena planeja, marca hora. Ela te faz sorrir do nada enquanto lembra dela só de calcinha, tentando te morder e fazer cócegas. Lucia Helena compra lingerie de marca. Ela quer te bater quando você fala de ex namorada. Lucia Helena tenta não demonstrar cíumes. Ela morre de tesão quando te vê com tesão. Lucia Helena também. Ela só quer te fazer feliz. E adivinha só? Lucia Helena também. Ela só quer que você cuide dela, como se nada mais importasse. Ela só quer saber quais são seus planos, o que você está com vontade. Ela só quer fazer parte da sua vida, do seu dia e até mesmo do seu orkut. Ela gosta de te ouvir falar, gosta quando você quer ensinar, gosta de mostrar que aprendeu. Gosta da maneira que vocês são diferentes, gosta da maneira que vocês são tão iguais. Aposto que ela compraria coca-cola só pra você. E adivinha só? Lúcia Helena também.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Sem malas, sem saber pra onde ir....

Keep walking... Keep walking...
Until when?? Would Johnie be able to answer me???
Sometimes i just feel sick of this. Sick of seeking. Sick of this lack of information.
I´m not sure why we are always trying fo find answers. Maybe there´s no answer. Maybe we just have to go with the flow, and wait for the best. Destiny?
No fuckin way.
I don´t wanna go with the flow. I don´t wanna wait.
I want everybody to know what i want.
But i need to know it first.
I´m so sick of trying to find out how i should be, how i should answer, when i should be there, where i should be.
Sick of beeing disappointed with someone else decision.
I wanna make the decisions. I wanna be in control.
Ah...
I wish i knew how do you feel...
but i´m too afraid to ask...

And i keep feeling stupid in this game. Stupid game. Silly game we are always trying to play...

Going out for some shots... maybe Johnie will clear my mind...
or not...

sexta-feira, agosto 08, 2008

De malas prontas, passagem comprada e tudo mais...

Adrenalina a mil...

Acordar cedo, no tumulto, correria master e uma canseira de deixar qualquer sargento do exército com aquele sorriso maroto no canto da boca.

Não, não estou aqui relembrando relatos das minhas experiências enquanto no NPOR, mas sim de uma viajem de reunião familiar...

- Sim

- Pasmem...

Resolvemos tudo de última hora, mas por um milagre de deus e a boa vontade dos respectivos "chefes", a família inteira - agora dividida em blocos - vai se reunir nesse final de semana. É claro que o pretexto, "DIA DOS PAIS", deu uma forcinha, afinal, qual "chefinho" (por mais carrasco que seja), não se sente comovido em trocar um day off, pra possibilitar esse tipo de reunião em datas como essa.

Eu para ser bem sincero, não sou muito apegado a essas datas "pseudo" comemorativas e acredito que meu núcleo familiar compartilha dessa opinião, afinal, há tempos que perdemos aquela nossa ingenuidade e portanto sabemos que tais datas são artifícios do comércio para impulsionar as suas vendas (Nada contra o pessoal do comércio - Beijão Gu, Lele), sob o pretexto de inflingir em cada um aquele sentimento de culpa, caso deixe de presentear seu ente, objeto da homage em questão.

Afinal de contas, quem nunca se desentendeu com o pai, ou por um descuido passou a imagem de que não estava nem ai.

Todo esse tipo de situação vem à tona quando esquecemos de presenteá-los nessas datas.

Mas eu não....

Em primeiro lugar, porque sou muito cara de pau.

Em segundo. Sou tão convencido, que chego ao ponto de acreditar que a minha existência por si só já é mais que um presente... rsrs

Em terceiro, deixando as brincadeiras de lado e que creio ser o mais importante, é o que sempre levei comigo, um profundo e sincero sentimento de respeito, amor, companheirismo e gratidão. Sentimentos esses que graças a Deus sempre estiveram tão presentes em nosso seio familiar.

Podemos não saber demonstrar, mas ninguém um dia pode falar que não sabemos amar...

Bem é isso.

-Pai te amo!

PS. O presente eu admito que não comprei por falta de tempo, mas tenho certeza que até sábado eu penso em alguma coisa. Beijão