quarta-feira, junho 22, 2005

TOUCHED BY A MOVIE

Vi em algum lugar, não me lembro onde... Que no Amor, nós nos lembramos do inicio e do fim, mas tendemos a editar e deixar de fora o que vem no meio...
Interessante não?!?

Por esses dias estive relembrando de alguns dos meus relacionamentos e constatei que isso faz realmente sentido...
Eu por diversas vezes não consigo me lembrar de certas passagens (momentos) por mais que me esforce, de outros eu até me lembro, mas lembro da minha maneira com a minha visão em relação a elas – Sempre aquela lembrança parcial, regada de nostalgia e em alguns casos, raiva...
Por isso me pergunto, será que o que eu me lembro, ou o que conto a respeito é exatamente o que aconteceu?...
Hoje acredito que uma “história de Amor” (No sentido lato, por favor) é feita de muitas coisas e uma delas é a mentira, sim a Men-tira...ou você nunca mentiu para quem você ama ?! ... Te peguei agora ah? Mas não é dessa mentira que estou falando!

O que quero dizer é que a pior mentira é aquela que você inventa para si mesmo e que no fim fica sendo a sua verdade, pois é mais fácil acreditar no que se quer do que no que realmente é ou fora...

Para alguns poderia ser simplesmente “evitar” falar de algumas partes de um todo, mas ainda assim contar a história como ela realmente aconteceu.
Porém em alguns casos, em algumas histórias quando inventamos, “evitamos” ou simplesmente esquecemos alguma parte, algum capítulo tudo passa a ser diferente. Mocinhos passam a ser vilões e vice-versa...

Agora estou aqui no anseio de tentar começar mais uma relação e fico me perguntando quais mentiras vou inventar a respeito dela ?...quais partes vou esquecer(?)... Será que o que vai sobrar vai ser só a solidão do final como em outras relações passadas ou os sorrisos e “declarações de amor” (Quem me conhece sabe que minhas declarações não são muito -convenhamos - tradicionais) do inicio quando tudo era novidade?...

Continuo a indagar, por que fugimos tanto de tudo que diz respeito a nós mesmos?

Por que somos tão cruéis com nós mesmos e com outros a nossa volta?

Talvez agimos assim por medo ou defesa, afinal na vida nada é muito justo, muito menos o que tange a vida amorosa de cada um...

O engraçado é que ao longo da vida, percebemos que na maioria do tempo ou a gente está se abrindo e se oferecendo a alguém ou se fechando e tentando se livrar do mesmo alguém...
Não que sempre queremos nos livrar da pessoa com a qual “acabamos”, mas quem não tinha dúvidas antes de começar que atire a primeira pedra.

Quem sabe o que pode acontecer daqui a algum tempo?

Quem sabe quanto tempo isso vai durar?

Talvez até um dos dois encontrar alguém novo e começar tudo de novo...

- Olá...

E dessa forma o ciclo segue.
Se for verdade que alcançamos a paz quando sabemos onde o nosso coração está, acho que só vou me acalmar quando ela estiver a poucos metros de mim, sorrindo com os pés em cima da mesa fazendo as unhas e cantando aquela música bem alta...



# Lover, You Should Have Come Over - Jeff Buckley #

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