segunda-feira, novembro 10, 2008

Aren't you too old for this?!?

Nossa, há tempos que não passava por aqui, tem bastante coisa nova desde meu último post...

Já passei por essa metástase Pseudo Teen/Radiohead/Jean Valjean Alucinado, sempre com as mesmas indagações:

- "who am I?"

- "What the hell i'm doing here?"

- "If you want me too, i'll be the one?"

- "Am I Evil?"


Mas de uns tempos para cá, I Go with the flow, sem me preocupar muito com esse existêncialismo todo, como nas plavras do mestre Bob marley...

"And who the cap fit, let them wear it".

Pois é...

Passei a vida inteira tentando fugir dos pleonasmos, como aqueles que queriam me copiar, me reinventar e me tirar do sério, achando que quanto mais esdrúxulo (wow lembrei a mama falando agora), mais único eu seria...

Que nada!! pura balela. Quanto mais desviava dos padrões de comportamento, menos autêntico e singular eu me tornava.

Naquela luta constante em descobrir novos sons, livros, poetas e lugares me dei conta que virei um clichê ambulante e que não importa o quanto agente lute, uma hora ou outra a contracultura deixa de ser contracultura.

Mas não pense que é fácil assimilar e compreender esse entendimento quando se tem 16 anos e o mundo a sua volta está prestes a desabar. Você nem imagina quantas bebedeiras e cinzeiros transbordados foram necessários....

O conforto veio quando me dei conta que não é o que vestimos, lemos e ouvimos que nos fazem ser diferentes, pertencer ou não a determinado grupo, mas a quintessência intrínseca que existe em cada um de nós.

Não importa o quanto lutem, as vaquinhas de presépio sempre vão seguir o bom pastor e por mais que as cabras se revoltem: "sheeps goes to heaven / Goats Go to hell".

sempre foi assim e sempre será. Quando aprendemos a lidar com a grande dicotomia da vida é que vamos saber tirar o máximo do que ela nos oferece e descobrir assim, a nossa verdadeira identidade!

segunda-feira, novembro 03, 2008

I don´t belong here...

É sempre mais fácil escrever na terceira pessoa.
É sempre mais fácil falar dos outros, entender os outros, aconselhar os outros.
É sempre mais fácil olhar para os lados do que pra dentro.

"The only way out is the way in"
Filme tosco, mas a mensagem é interessante.

Quando a gente para pra pensar em quem realmente somos, aí que tudo complica.
Não tenho mais idade pra crise de identidade, tenho?

Não ter com quem conversar numa hora dessas é mais cruel do que um "ninguém me entende" aos 15 anos... Sinto falta de correr pra casa de alguém pra contar como estou me sentindo. Falta de sentar com meus pais na escada, assistir o pôr do sol e tomar uma. Falta de brincar com meu filho até escurecer, levar ele pro banho, continuar brincando, e dizer chega, agora é hora de dormir. A única pergunta que não consigo responder é, está valendo a pena?

Nesse meio tempo conheci alguém que me faz ter força pra acordar e enfrentar tudo de novo, todos os dias, só pra correr o risco de poder jantar junto, caminhar a noitinha, conversar sobre tudo, xingar alguém, desabafar, sorrir e rir um bocado. Alguém que provou pra mim que o romance e o carinho [incluindo muitas palhaçadas] existem fora dos filmes que eu sempre assisti e disse que era tudo mentirinha.

Aí fica tudo mais complicado ainda. Com um pé aqui e outro ali, continuo assim, tentando descobrir pra onde vou. E não vou brigar pelo seu tempo, pela sua presença, estarei aqui no meu cantinho, sem querer te tirar do que é seu, só querendo fazer parte de tudo isso.

"I won't dance, don't ask me, my heart won't let my feet do things that they want to do..."