Passei a noite de sexta, como uma velha senhora, suplicando aos céus que levasse a dor embora, e que dor.
Nunca imaginei que seria abatido por tamanha enfermidade, acreditava que enxaqueca era apenas um “termo”, do qual os mais velhos se utilizam quando não agüentam mais divertir os seus netinhos.
Quem dera. Vi-me em plena noite de sexta-feira, depois de quatro aulas na faculdade, deitado em minha cama, procurando uma posição menos desconfortável, sem poder olhar para qualquer feixe de luz que fosse, tateando a mesa ao lado em busca de mais uma aspirina.
Acho que ali, ao melhor estilo Gabriel Garcia Marques. Vulnerável do jeito que estava, fui imbuído a refletir sobre alguns conceitos...
Notei que Gastamos boa parte do nosso tempo, correndo atrás do que acreditamos ser o ideal para nós, começamos ainda bem jovens, acordando cedo para ir à escola, buscando ser o melhor, apoiados por “super” pais, que se projetam nos filhos e não enxergam suas verdadeiras limitações e anseios, isso se segue, até que nos tornamos adultos, e passamos a ser empurrados por nosso “SUPER EGO”, que passa por cima de tudo e de todos para nos obter a melhor vantagem.
E me pergunto o porque de estar sempre correndo??
A resposta não poderia ser mais paradoxal: Devemos correr atrás para obter uma garantia, e no futuro podermos ficar “tranqüilos”, ou seja, vamos desperdiçar todo nosso tempo, enquanto temos vigor físico e mental, nos prendendo a situações triviais de um cotidiano de trabalho, para que amanhã possamos desfrutar de nossa senilidade com segurança, ora, do que adianta ter dinheiro no banco e não ser capaz de lembrar-se da própria senha, ou ainda, onde deixou as calças, os óculos e etc...
No fim, percebi que não mais quero ser aquele que vai viver cerca de "cem anos de solidão", cansado e embrutecido, escrevendo crônicas e resenhas maçantes para um professor provinciano qualquer, ensinar inglês ou coisa parecida para alunos tão sem horizontes quanto eu, e, acima de tudo, talvez não seja má idéia, ficar perambulando de bar em bar, dormindo com mulheres descartáveis, ao menos, até voltar, enfim, a esta inesperada e surpreendente enxaqueca do caralho.
#My Funny Valentine#
segunda-feira, outubro 31, 2005
quinta-feira, outubro 13, 2005
Saga Parte III (Na Marra)
Quase duas semanas depois, no melhor estilo trabalho escolar, ou seja, "na marra", concluí o que se deu na viagem.
... Enquanto nos preparávamos para voltar ao carro surge um ser estranho em nossa direção. Em um primeiro instante ficamos todos apreensivos, mas depois de poucas palavras proferidas, ficou claro que o cara estava completamente perdido, por assim dizer, ele não sabia onde estavam seus amigos, o que estava fazendo ali e muito menos para onde ia. Aos poucos a galera do guetto® foi tomada por um sentimento de compaixão, algo do gênero e colocamos o cara pra dentro. A Zafira do Gu agora estava com sua capacidade máxima...
A vontade de ajudar era tamanha, que voltamos em sentido contrário ao caminho para deixar nosso mais novo “passageiro”, para ali tomar um ônibus. Confirmando que realmente o cara estava na pior, ele sequer tinha um real no bolso para pagar a condução. Novamente o espírito fraterno veio à tona e ajudamos o rapaz nesse quesito. Não preciso dizer que aquilo nos fez muito bem, e seguimos viagem com a sensação de dever cumprido, até que chegamos em Camburi, e o Pablo Primo começou a falar groselha sobre o fato ocorrido.
Tente visualizar a cena... Seis marmanjos, em frente ao Galeão, em um estado de alegria “contagiante”, discutindo sobre a existência ou não de uma vida eterna, invocando o velho testamento e usando de alguns princípios filosóficos, enquanto tentavam, com a chave do carro fazer um furo na caixa de suco de laranja com intuito de misturar com Vodka e fazer a famosa “BOMBA”, para manter o nível da galera.
Minutos depois já estávamos, Pablo Primo e Eu, em frente à balada, discutindo o sentido da vida, se afinal de contas, segundo primo, todos voltaremos a ser pó. Não obstante que logo na seqüência o primo passou a ser conhecido como o homem areia.
O tempo passou e entre, cair pra dentro da noitada e ficar bebendo na rua, escolhemos a segunda opção. No melhor estilo gangue do chocoleite, tomamos algumas cervejas num recinto: “TAHITIro” – Vale a pena lembrar, que no final, rolou mais uma confusão... Entre mortos e feridos salvaram-se todos, ou melhor, depois de uma boa discussão, conseguimos pagar com um cheque do Rodrigo nossa conta.
Enquanto me preparava para mais uma jornada, de volta para o chopp com escama, só tinha uma coisa em mente: Como aquela piscina de bolinhas era fantástica! Já parou para pensar na engenhosidade do cidadão que bolou tal forma de lazer?
Para ter uma noção, saindo de camburi, de volta a juquehy, meus pensamentos não estavam na balada que deixávamos para trás, muito menos no barzinho que estávamos a ir, pelo contrário, eles voltaram-se para aqueles instantes, em que ficamos todos em repouso, desfrutando da dose de relaxamento que só uma piscina de bolinhas pode oferecer. Tirando o Chulé que pairava no ar, e o fato de não estarmos acompanhado de nossos drinks respectivamente, eu diria que foi um dos pontos altos da viagem.
Tirando o caso do “ladrão” arrependido, o que se seguiu foi mais do mesmo, a bebedeira e o falatório sobre a vida alheia...
... Enquanto nos preparávamos para voltar ao carro surge um ser estranho em nossa direção. Em um primeiro instante ficamos todos apreensivos, mas depois de poucas palavras proferidas, ficou claro que o cara estava completamente perdido, por assim dizer, ele não sabia onde estavam seus amigos, o que estava fazendo ali e muito menos para onde ia. Aos poucos a galera do guetto® foi tomada por um sentimento de compaixão, algo do gênero e colocamos o cara pra dentro. A Zafira do Gu agora estava com sua capacidade máxima...
A vontade de ajudar era tamanha, que voltamos em sentido contrário ao caminho para deixar nosso mais novo “passageiro”, para ali tomar um ônibus. Confirmando que realmente o cara estava na pior, ele sequer tinha um real no bolso para pagar a condução. Novamente o espírito fraterno veio à tona e ajudamos o rapaz nesse quesito. Não preciso dizer que aquilo nos fez muito bem, e seguimos viagem com a sensação de dever cumprido, até que chegamos em Camburi, e o Pablo Primo começou a falar groselha sobre o fato ocorrido.
Tente visualizar a cena... Seis marmanjos, em frente ao Galeão, em um estado de alegria “contagiante”, discutindo sobre a existência ou não de uma vida eterna, invocando o velho testamento e usando de alguns princípios filosóficos, enquanto tentavam, com a chave do carro fazer um furo na caixa de suco de laranja com intuito de misturar com Vodka e fazer a famosa “BOMBA”, para manter o nível da galera.
Minutos depois já estávamos, Pablo Primo e Eu, em frente à balada, discutindo o sentido da vida, se afinal de contas, segundo primo, todos voltaremos a ser pó. Não obstante que logo na seqüência o primo passou a ser conhecido como o homem areia.
O tempo passou e entre, cair pra dentro da noitada e ficar bebendo na rua, escolhemos a segunda opção. No melhor estilo gangue do chocoleite, tomamos algumas cervejas num recinto: “TAHITIro” – Vale a pena lembrar, que no final, rolou mais uma confusão... Entre mortos e feridos salvaram-se todos, ou melhor, depois de uma boa discussão, conseguimos pagar com um cheque do Rodrigo nossa conta.
Enquanto me preparava para mais uma jornada, de volta para o chopp com escama, só tinha uma coisa em mente: Como aquela piscina de bolinhas era fantástica! Já parou para pensar na engenhosidade do cidadão que bolou tal forma de lazer?
Para ter uma noção, saindo de camburi, de volta a juquehy, meus pensamentos não estavam na balada que deixávamos para trás, muito menos no barzinho que estávamos a ir, pelo contrário, eles voltaram-se para aqueles instantes, em que ficamos todos em repouso, desfrutando da dose de relaxamento que só uma piscina de bolinhas pode oferecer. Tirando o Chulé que pairava no ar, e o fato de não estarmos acompanhado de nossos drinks respectivamente, eu diria que foi um dos pontos altos da viagem.
Tirando o caso do “ladrão” arrependido, o que se seguiu foi mais do mesmo, a bebedeira e o falatório sobre a vida alheia...
quinta-feira, outubro 06, 2005
Fim De Semana ao estilo guetto - A Saga PARTE II
...
O que se sucedeu foi exatamente isso: Eu tentei, tentei e juro... tentei mesmo resistir, mas em questão de segundos já estava com a minha ITAIPAVA© gelada na mão - Vocês podem até discorrer sobre a minha falta de personalidade, mas te garanto que discutir com uma “gelada” por entre as mãos é bem melhor...
Alguns minutos, cervejas e cigarros depois surgem os primeiros esboços de um diálogo...
(Rodrigo):
- Caraça, meu irmão ta aí no AP...
- com a namorada...
- Mas acho que não pega nada. (Sem muita convicção).
Depois de algumas piadinhas com as moças da portaria (Pra Variar), começa o falatório.
(Pablo Primo):
- Ae galera chegamos!
(Rodrigo):
- Para o carro ali ó Gu, atrás do Civic...
(Dioguinho):
- O Gu... Eu duvido você parar o carro ali!
(Xavequini):
- Pode deixar... Só me passa uma cerva aí Sarito.
(Sarito):
- Ae Galera Pode deixar que eu estou de moto... huahuaha
(Galera Do Guetto Inteira):
- Caraça, vamos, vamos, para aí mesmo... Tá bom!
Depois de alguns momentos constrangedores, frente ao Irmão do Rodrigo e sua namorada. Recentemente privados de qualquer chance, de ter um fim de semana romântico (A sós) em Riviera – É o guetto® Acabando com a paz de qualquer um que cruze o seu caminho.
Como já era de imaginar, passamos o resto do dia bebendo, nos aventurando pelas dependências do Aqua Riviera. A princípio nos sentamos perto da piscina tomando cerveja, com vista para a parte “traseira” da quadra de Tennis – Não preciso dizer que quando mudaram de lado e o “namorado” passou a ocupar nosso ângulo de visão privilegiada, abandonamos o local de pronto. Dando-se início ao campeonato de sinuca mais estranho da história, onde Sarito e Dioguinho sagraram-se campeões invictos da mesa – Será que o Edílson de Carvalho estava por lá???
Há tempos não via a turma do guetto® tão entusiasmada com alguma coisa, a princípio quando ouvi os suspiros e gritos de felicidade, imaginei o mesmo que vocês...
Dois minutos depois surgem: Gustavo, Dioguinho e o jovem Sarito, esbravejando o que parecia inacreditável...
Eles realmente haviam encontrado algo, mas não era a “mulherada”...
ERA UMA MÁQUINA DE GELO!!!
Não preciso dizer que isso foi motivo para mais uma investida ao supermercado em busca de cerveja e uma “chapeuzinho vermelho” (Smir p/ os íntimos).
A hora de se “arrumar” foi tumultuada como sempre – Não chegou a ponto de ter que tirar nos dados a ordem de cada um tomar seu banho, como já ocorrera em ocasiões anteriores, mas se não me falhe a memória, depois que o Dioguinho deu início e se atrapalhou todo com a porta da varanda o caos estava instaurado.
Nada que impedisse de sairmos, quase duas horas depois em direção ao “famoso” chopp com escama, arrumamos uma vaga e nos preparamos para aportar no referido pico. O contraste era forte demais. De um lado o barzinho (chopp com escama). Meia dúzia de mesinhas, alguns casaizinhos e cerveja Nova Schin, enquanto do outro lado rolava a maior festa dos últimos tempos: Cinquenta faculdades reunidas, balões da SKOL pra todo lado, aquela multidão, resumindo... Micareta rolando solta!
As dúvidas começaram a surgir pouco tempo depois, o que se sucedeu... Fica para o próximo “Capítulo”.
# Marisa Monte – Ainda Lembro ( E voçê... Se lembra?)#
O que se sucedeu foi exatamente isso: Eu tentei, tentei e juro... tentei mesmo resistir, mas em questão de segundos já estava com a minha ITAIPAVA© gelada na mão - Vocês podem até discorrer sobre a minha falta de personalidade, mas te garanto que discutir com uma “gelada” por entre as mãos é bem melhor...
Alguns minutos, cervejas e cigarros depois surgem os primeiros esboços de um diálogo...
(Rodrigo):
- Caraça, meu irmão ta aí no AP...
- com a namorada...
- Mas acho que não pega nada. (Sem muita convicção).
Depois de algumas piadinhas com as moças da portaria (Pra Variar), começa o falatório.
(Pablo Primo):
- Ae galera chegamos!
(Rodrigo):
- Para o carro ali ó Gu, atrás do Civic...
(Dioguinho):
- O Gu... Eu duvido você parar o carro ali!
(Xavequini):
- Pode deixar... Só me passa uma cerva aí Sarito.
(Sarito):
- Ae Galera Pode deixar que eu estou de moto... huahuaha
(Galera Do Guetto Inteira):
- Caraça, vamos, vamos, para aí mesmo... Tá bom!
Depois de alguns momentos constrangedores, frente ao Irmão do Rodrigo e sua namorada. Recentemente privados de qualquer chance, de ter um fim de semana romântico (A sós) em Riviera – É o guetto® Acabando com a paz de qualquer um que cruze o seu caminho.
Como já era de imaginar, passamos o resto do dia bebendo, nos aventurando pelas dependências do Aqua Riviera. A princípio nos sentamos perto da piscina tomando cerveja, com vista para a parte “traseira” da quadra de Tennis – Não preciso dizer que quando mudaram de lado e o “namorado” passou a ocupar nosso ângulo de visão privilegiada, abandonamos o local de pronto. Dando-se início ao campeonato de sinuca mais estranho da história, onde Sarito e Dioguinho sagraram-se campeões invictos da mesa – Será que o Edílson de Carvalho estava por lá???
Há tempos não via a turma do guetto® tão entusiasmada com alguma coisa, a princípio quando ouvi os suspiros e gritos de felicidade, imaginei o mesmo que vocês...
Dois minutos depois surgem: Gustavo, Dioguinho e o jovem Sarito, esbravejando o que parecia inacreditável...
Eles realmente haviam encontrado algo, mas não era a “mulherada”...
ERA UMA MÁQUINA DE GELO!!!
Não preciso dizer que isso foi motivo para mais uma investida ao supermercado em busca de cerveja e uma “chapeuzinho vermelho” (Smir p/ os íntimos).
A hora de se “arrumar” foi tumultuada como sempre – Não chegou a ponto de ter que tirar nos dados a ordem de cada um tomar seu banho, como já ocorrera em ocasiões anteriores, mas se não me falhe a memória, depois que o Dioguinho deu início e se atrapalhou todo com a porta da varanda o caos estava instaurado.
Nada que impedisse de sairmos, quase duas horas depois em direção ao “famoso” chopp com escama, arrumamos uma vaga e nos preparamos para aportar no referido pico. O contraste era forte demais. De um lado o barzinho (chopp com escama). Meia dúzia de mesinhas, alguns casaizinhos e cerveja Nova Schin, enquanto do outro lado rolava a maior festa dos últimos tempos: Cinquenta faculdades reunidas, balões da SKOL pra todo lado, aquela multidão, resumindo... Micareta rolando solta!
As dúvidas começaram a surgir pouco tempo depois, o que se sucedeu... Fica para o próximo “Capítulo”.
# Marisa Monte – Ainda Lembro ( E voçê... Se lembra?)#
quarta-feira, outubro 05, 2005
PARABÉNS!!!
HOJE É ANIVERSÁRIO DA NOSSA CONSTITUIÇÃO...
SÃO 17 ANOS SENDO "MOLDADA" PARA OS INTERESSES INDIVÍDUAIS E LOBBIES DE TODO NOSSO PAÍS.
SÃO 17 ANOS SENDO "MOLDADA" PARA OS INTERESSES INDIVÍDUAIS E LOBBIES DE TODO NOSSO PAÍS.
terça-feira, outubro 04, 2005
Fim De Semana ao estilo guetto - A Saga PARTE I
Tudo parecia correr para mais um fim de semana normal, sem muitas novidades, só o mesmo grupo de amigos bebendo a toa, jogando conversa fora. Porque com essa galera as coisas rolam as avessas, arrumam alguma desculpa qualquer para conversar, só para terem motivo pra beber...
Sexta-Feira, depois de uma prova - que para ser sincero eu não vejo a hora de esquecer – rolou mais uma das “festinhas” na casa do cabeçudo, dessa vez o aniversário da Paloma era a ocasião. Boatos rolaram de que seria a festa de Noivado (FINALMENTE), do Lele x Paloma, mas por mais uma vez, ambos se utilizaram de evasivas para mudar de assunto e ficou por isso mesmo.
Já que o tal noivado não saiu dessa vez, a festa rolou normalmente como outra qualquer do guetto, com exceção do Barbosa comandando a churrasqueira de forma sublime e o cabeçudo bancando parte da festa.
Exemplo disso:
O Lesado não chamou o Pedroso de Gugu, mas tornou a xavecar a Juju, ficou tumultuando a galera para jogar POKER e parafraseando o Netinho aqui e acolá
- O Cabeçudo tomou umas a mais e ficou soltinho na vala, falando groselhas milaborantes.
-O Gugu com seu fiel escudeiro, Rodrigo. Fazendo-se Notar com toda aquela pompa que só o Xavequini sabe fazer...
- O Sarito “azarando” as amigas da Sarita, e depois meio dividido... Sem saber se fazia a cabeça da galera para ir ao Santa Aldeia no Sábado ou incentivava cada um de nós a ir pro ARITA Leader Training.
- Eu me contentei em tomar minhas cervejas, trocar meia dúzia de palavras, fazer alguns trocadilhos infames e me deixei ser convencido a ir pra Riviera no Sábado.
- Nosso amigo balde não esteve presente, portanto não podemos fazer um juízo de comportamento, mas se fosse para dar um palpite, ele provavelmente estaria falando alto, perguntando a Paloma o porque dela não ter convidado suas grandes amigas (entenda-se A.M.I.G.O.N.A.S)...
O sábado pairava no ar cheio de promessas e compromissos.
- É... Vamos acordar no máximo às nove, se quisermos chegar a tempo de curtir a festa.
O tempo foi passando e a desistência tornou-se iminente, o guetto não mais iria aportar na festa de psico em Juquehy.
E assim foi sexta-feira...
No sábado, algumas horas de sono e poucos litros de água depois, as comunicações foram restabelecidas entre os integrantes do guetto, foi firmado o seguinte acordo:
Não mais iríamos a festa em Juquehy, mas passaríamos o resto do sábado e o domingo em Riviera no condomínio do Fiel Escudeiro. Ficou “acertado” (tacitamente) que, depois do jogo do Barcelona partiríamos em busca de mais uma aventura.
Em questão de minutos, fui surpreendido por um telefonema malcriado do meu caro amigo dioguinho, me intimando a ir pra faculdade, aquilo em nada me animou, afinal, já tinha conhecimento que teria uma aula de filosofia daquelas, portanto não dei muita atenção às palavras proferidas pelo meu caro amigo.
Para minha surpresa não se passaram nem vinte minutos e o dito cujo já estava a buzinar exigindo a minha presença junto a ele naquela ida a faculdade.
Embebido em um cansaço extremo e uma falta de motivação digna de estudo, em função da bebedeira da noite anterior, fui de encontro ao inevitável, e a cada passo em direção do seu carro, era um pesar imenso que pairava sobre minha cabeça.
- Que diabos estou indo fazer na faculdade, com toda essa ressaca nas costas e esse sol na cabeça?
Naquela hora entendi porque algumas pessoas personificam seu ódio em alguns objetos, naquela hora o fiesta preto do dioguinho significava tudo de ruim que poderia me acontecer.
Mas traumas existem para serem superados e comigo não foi diferente. Levantei a cabeça e fui a luta. Munido de meu maço de cigarros e a matéria de Constitucional.
Biblioteca de Direito... Aí vou eu!!!
Dentro de alguns minutos eu adormeceria nessa mesma biblioteca, mas isso já é outra história e não vem ao caso.
Cigarros e telefonemas depois, eu já estava em casa, arrumando minhas malas e me preparando psicologicamente, para o que seria uma trip e tanto…
Como era de se esperar – depois do Barcelona empatar o jogo de forma brilhante, com um baita gol do Eto’o – começaram a surgir sons de buzinas novamente, e como suspeitava era o Xavequini com sua Zafira, que tanto buzinou que acordou meu pai e C&A do seu soninho de sábado!!
Essa turma do guetto não respeita nem o “bodinho” sagrado de Sábado.
Fui recebido com sorrisos e alguns abraços, o que vi começou a me preocupar. Típico da turma do guetto, estava ao fundo do carro, junto com as malas – se é que pode se chamar de mala, uma mochila que leva o suficiente para a noite de sábado e manhã de domingo – estava um cooler verde abarrotado de cerveja e gelo, com o Sarito ao lado, “funcionando” de Barman, o que se sucedeu...
Fique ligado, Vá pensando que amanhã tem +
Um Abraço
Sexta-Feira, depois de uma prova - que para ser sincero eu não vejo a hora de esquecer – rolou mais uma das “festinhas” na casa do cabeçudo, dessa vez o aniversário da Paloma era a ocasião. Boatos rolaram de que seria a festa de Noivado (FINALMENTE), do Lele x Paloma, mas por mais uma vez, ambos se utilizaram de evasivas para mudar de assunto e ficou por isso mesmo.
Já que o tal noivado não saiu dessa vez, a festa rolou normalmente como outra qualquer do guetto, com exceção do Barbosa comandando a churrasqueira de forma sublime e o cabeçudo bancando parte da festa.
Exemplo disso:
O Lesado não chamou o Pedroso de Gugu, mas tornou a xavecar a Juju, ficou tumultuando a galera para jogar POKER e parafraseando o Netinho aqui e acolá
- O Cabeçudo tomou umas a mais e ficou soltinho na vala, falando groselhas milaborantes.
-O Gugu com seu fiel escudeiro, Rodrigo. Fazendo-se Notar com toda aquela pompa que só o Xavequini sabe fazer...
- O Sarito “azarando” as amigas da Sarita, e depois meio dividido... Sem saber se fazia a cabeça da galera para ir ao Santa Aldeia no Sábado ou incentivava cada um de nós a ir pro ARITA Leader Training.
- Eu me contentei em tomar minhas cervejas, trocar meia dúzia de palavras, fazer alguns trocadilhos infames e me deixei ser convencido a ir pra Riviera no Sábado.
- Nosso amigo balde não esteve presente, portanto não podemos fazer um juízo de comportamento, mas se fosse para dar um palpite, ele provavelmente estaria falando alto, perguntando a Paloma o porque dela não ter convidado suas grandes amigas (entenda-se A.M.I.G.O.N.A.S)...
O sábado pairava no ar cheio de promessas e compromissos.
- É... Vamos acordar no máximo às nove, se quisermos chegar a tempo de curtir a festa.
O tempo foi passando e a desistência tornou-se iminente, o guetto não mais iria aportar na festa de psico em Juquehy.
E assim foi sexta-feira...
No sábado, algumas horas de sono e poucos litros de água depois, as comunicações foram restabelecidas entre os integrantes do guetto, foi firmado o seguinte acordo:
Não mais iríamos a festa em Juquehy, mas passaríamos o resto do sábado e o domingo em Riviera no condomínio do Fiel Escudeiro. Ficou “acertado” (tacitamente) que, depois do jogo do Barcelona partiríamos em busca de mais uma aventura.
Em questão de minutos, fui surpreendido por um telefonema malcriado do meu caro amigo dioguinho, me intimando a ir pra faculdade, aquilo em nada me animou, afinal, já tinha conhecimento que teria uma aula de filosofia daquelas, portanto não dei muita atenção às palavras proferidas pelo meu caro amigo.
Para minha surpresa não se passaram nem vinte minutos e o dito cujo já estava a buzinar exigindo a minha presença junto a ele naquela ida a faculdade.
Embebido em um cansaço extremo e uma falta de motivação digna de estudo, em função da bebedeira da noite anterior, fui de encontro ao inevitável, e a cada passo em direção do seu carro, era um pesar imenso que pairava sobre minha cabeça.
- Que diabos estou indo fazer na faculdade, com toda essa ressaca nas costas e esse sol na cabeça?
Naquela hora entendi porque algumas pessoas personificam seu ódio em alguns objetos, naquela hora o fiesta preto do dioguinho significava tudo de ruim que poderia me acontecer.
Mas traumas existem para serem superados e comigo não foi diferente. Levantei a cabeça e fui a luta. Munido de meu maço de cigarros e a matéria de Constitucional.
Biblioteca de Direito... Aí vou eu!!!
Dentro de alguns minutos eu adormeceria nessa mesma biblioteca, mas isso já é outra história e não vem ao caso.
Cigarros e telefonemas depois, eu já estava em casa, arrumando minhas malas e me preparando psicologicamente, para o que seria uma trip e tanto…
Como era de se esperar – depois do Barcelona empatar o jogo de forma brilhante, com um baita gol do Eto’o – começaram a surgir sons de buzinas novamente, e como suspeitava era o Xavequini com sua Zafira, que tanto buzinou que acordou meu pai e C&A do seu soninho de sábado!!
Essa turma do guetto não respeita nem o “bodinho” sagrado de Sábado.
Fui recebido com sorrisos e alguns abraços, o que vi começou a me preocupar. Típico da turma do guetto, estava ao fundo do carro, junto com as malas – se é que pode se chamar de mala, uma mochila que leva o suficiente para a noite de sábado e manhã de domingo – estava um cooler verde abarrotado de cerveja e gelo, com o Sarito ao lado, “funcionando” de Barman, o que se sucedeu...
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