quinta-feira, dezembro 01, 2005

UMA VISÃO DE NATAL

Dia 1º de Dezembro, agora é que são elas...

Digo elas, porque é nessa época do ano, que grande parte da população do sexo feminino passa a se portar feito louca, atrás de tudo quando é tipo de adornos e preparativos para os festejos natalinos. Não é preciso ir muito longe, basta olhar em volta e reparar nos diálogos entre mães e filhas. Aquele clima de “competição” é deixado de lado e elas passam agora a dividir seus “conhecimentos”, usam-se de termos e critérios específicos, dignos do mais nobre jardineiro, na escolha da árvore de Natal Ideal, tais como:

- Esse caule não lhe parece estreito demais??

- Essa tem deficiência de clorofila, repare no tom opaco de suas folhas...

E assim segue em ritmo desenfreado, a busca pelo pinheiro perfeito.

É nessa época do ano, que na cabeça de cada uma, suas casas confundem-se com verdadeiros palácios, onde não se admite uma falha na pintura qualquer, bem como um cômodo sem lampadinhas, guirlandas ou algo do gênero.
Pobre de nós, filhos, maridos e colegas de quarto, que com um simples sorriso somos convencencidos, de forma quase que servil a sair pendurando as benditas lampadinhas pelos cantos mais inóspitos de nossas moradas.

Se você mora em condomínio (vertical) e tem uma “senhora” como síndica. Pode ter certeza que dentro de dias ou mesmo alguns instantes, você vai se deparar com um sujeito dependurado em seu prédio, pintando-o, lavando a fachada ou trocando as pastilhas, que já não se encontravam no padrão natalino de qualquer mulher...

Acho que é uma das poucas épocas do ano em que elas não ligam para a trama da novela e passam a se preocupar com a eficiência da instalação elétrica e a distribuição das tomadas - com exceção daquela especial para o secador de cabelos ao lado do espelho, que é requisito essencial para qualquer mulher que se preze comprar uma casa.

Antes de saírem mandando E-mails indignados - digo isso porque constantemente tenho minha caixa de E-mails “invadida” por pessoas que se sentem diminuídas ou negligenciadas nesse blog de baixa circulação, que mais serve de terapia ocupacional do que meio de difusão.

Ao contrário do que pode parecer, não estou aqui tentando desrespeitar a integridade da mulher, muito menos limitá-la a um comportamento fútil ou coisa parecida, apenas uso de “rótulos” e brincadeiras, para de forma divertida traçar um paralelo entre os costumes e o cotidiano de cada um... Até porque se a mãe, mulher, amiga faz o que faz, não tem outro propósito, senão, atender nossos “desejos” mais intrínsecos, e a prova clara de que realmente são especiais, é o fato de terem um dia em sua homage, coisa que nós do sexo masculino ainda não obtivemos.

Brincadeiras a parte, deixo aqui minhas sinceras considerações a todas as mulheres que conheço, principalmente family, as que comigo trabalham, estudam ou me fazem companhia nas horas vagas.

Para aquelas que ainda não conheço, fica uma certeza!

NÃO ME VENHAM COM ESSA HISTÓRIA DE PENDURAR “LAMPADINHAS DE NATAL”

Um grande abraço e nos encontramos por esse mundo afora.

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