quarta-feira, setembro 21, 2005

Almost Six months of Pagetti´s Blogspot!!

Never though it would last this long – the same way I never imagine one of my relationships lasting more than a few weeks, of fun and misunderstanding, but sometimes life play tricks on us, and when we realize, we are already in love or something like that.

But love and broken hearts aren’t the main theme around here – Who am I to talk ´bout things like that anyway.

These last weeks I’ve started thinking ´bout writing a book or something like that, and already got a few pages and subjects to work around.
Who knows…?
Maybe sometime in the future i´ll got it published - we gotta keep dreaming hun?

Enquanto o suposto livro não sai, me contento com minhas poucas linhas cibernéticas e meus “fieis seguidores”, que semanalmente acompanham a singularidade que é tentar ser um empresário mirim, estagiário de direito e um estudante ao mesmo tempo!
Tudo isso junto com as tribulações de todo jovem, que na sua essência inconformada, busca por mudanças, aventuras e (como não podia faltar) uma boa bebedeira!

bleah

quarta-feira, setembro 14, 2005

No mundo contemporâneo...

Já faz um tempo que tenho mania de começar meus textos acadêmicos com essa frase.

No mundo contemporâneo...

Acho que desde o tempo das aulas do saudoso professor Amir. Que apesar de toda sua experiência e seu estilo peculiar para um professor de redação, se prende em detalhes, e dá valor a essas “baboseiras balzaquianas”. Digo baboseiras porque ao meu ver um simples conjunto de palavras em nada acrescenta, e muito menos substitui a criatividade e a tempestade de idéias num texto qualquer...
Acho que tal mania veio à tona depois de reiteradas tentativas, sem êxito de obter uma boa nota nas redações que o saudoso mestre nos passava. E me exaltava ao ver meus colegas de classe alcançando seus objetivos acadêmicos com textos sem conteúdo algum. A gota d’água foi quando minha mãe, após ler um desses textos compartilhou da minha frustração quanto à nota alcançada.

Tudo isso, para falar do que realmente vem acontecendo nos dias de hoje, a tão aclamada MODERNIDADE. Os tempos modernos, que em função de sua fragilidade cultural e emocional dão valor a tudo que é retrô e ficam se gabando ao relembrar La Belle Epoc.

São tempos modernos admito, de oportunidades fascinantes, onde se encurtaram as distâncias, perdeu-se o pudor, mas que ao mesmo tempo difundiu a hipocrisia de forma exagerada, reprimiu ainda mais os reprimidos e através do capitalismo selvagem, ressuscitou o código de Hamurabi, através das aclamadas “sanções comerciais”, que por vezes, acabam por “escravizar” uma nação inteira.

São tempos curiosos, de certa forma até perigosos, que vem ilustrar, como é complicado modernizar-se.
O cidadão conforme vai evoluindo, cria artifícios para resguardar sua “segurança” e com o passar do tempo, surgem novas atividades que o colocam em risco novamente.
Prova disso são as leis de trânsito;

No começo se limitavam a regrar sobre a direção e velocidade compatível com as vias, com o aumento da popularidade do automóvel, foram criados os semáforos. O que resolveu a vida dos pedestres por um tempo!
Mas nem tudo estava perdido... Criaram a faixa de pedestres!
Admito que foi uma senhora invenção, veio devolver dignidade e segurança aqueles que insistem em transitar a pé.

E agora você deve estar se perguntando, porque crítico os tempos modernos?

E eu lhe respondo com uma pergunta também!

- “Você já tentou atravessar uma avenida movimentada ultimamente?”.

Se a resposta foi não, eu vou ilustrar alguns dos perigos que rondam tal travessia.

Na teoria tudo é simples e perfeito, você aguarda o sinal da via fechar, o de pedestres abrir e simplesmente atravessa. Mas na prática o que acontece não é bem isso...

Supondo que os sinais estejam sincronizados (o que de fato dificilmente acontece), ao tentar atravessar, você tem de esperar por aquele espertinho que acredita que o estágio do “amarelo” vai aguardar mais alguns segundinhos até ele passar.

*A senhora que vem desligada, conversando com a netinha.

*As bicicletas, que parecem vir de todos os lados, e velocidades, que por algum efeito colateral, impossibilitam seus condutores de observar qualquer regra de trânsito, quanto menos um simples semáforo.

Se não bastasse isso, agora surgiram aqueles “animadores de semáforo”, ou seja, sujeitos que se prezam a fazer qualquer tipo de “acrobacias” em troco de algumas moedas e dividem o pequeno espaço disponível na estreita faixa de pedestres.

Agora, recapitulando:

Partindo do pressuposto que você não é daltônico e consegue distinguir entre o vermelho e o verde, com toda sagacidade você começa a sua travessia, após o terceiro passo, você para bruscamente – O sujeito que acelerou para conseguir passar antes do sinal fechar, obviamente não conseguiu e acabou passando a poucos centímetros de você. Superado este obstáculo, de longe é possível avistar a nobre senhora distraída, de antemão você calcula os “quantos vinte quilômetros por hora ela está”, acelera alguns passos, e deixa o carro dela para trás sem dificuldade.

Quando tudo parece estar resolvido surgem as bicicletas, e meu deus quantas delas... São todos os modelos tamanhos e variações, nessas horas o único conselho que posso dar é: não entre em PANICO - o que na prática é bem mais complicado que na teoria.
As Bicicletas vem em todas as direções, e como em Carmageddon: Todas tentam te derrubar.

Como não bastasse, ainda falta desviar dos garotinhos que fazem malabares, e que volta e meia deixam escapar seus bastonetes, tornando você pedestre o alvo perfeito!

Complicado não...

Isso quando não surge o empresário malabarista, que acredita conseguir dirigir, fumar seu cigarro, controlar o rádio e fechar um negócio pelo celular ao mesmo tempo.

É isso ai...

Vivendo e aprendendo.

# Yo Vengo a Ofrecer Mi Corazon – Francis Cabrel & Mercedes Sosa #

terça-feira, setembro 13, 2005

CARTA DO ESCRITOR MÁRIO PRATA AO MINISTRO PAULO RENATO.

Nossa...

Já tem tanto tempo assim que não escrevo???

Aff...

Como as idéias custam a voltar, transcrevo aqui essa carta!




"Saber que uma crônica minha foi tema da prova de português num vestibular para medicina
só me envaidece. O ego dá um pulo.Melhor até mesmo que um elogio no The New
York Times (sorry, mas eu tinha de contar).


A crônica imposta aos jovens se chama As Meninas-Moça. Publicaram a danada
inteira e depois fizeram oito perguntas em forma de múltipla escolha. E eu,
que escrevi, que sou o autor, errei as oito. Imagino os meninos e as
meninas, que querem ser médicos, submetidos a tal dissecação.


Fico aqui me perguntando, ministro, pra que isso ? Será que, para cuidar de
uma dor de cabeça, um jovem tem de saber se a minha expressão "esparramados
em seios esplêndidos" é uma paráfrase, uma metáfase, uma paródia, uma
amplificação ou o resumo de um texto bem conhecido pelo cidadão brasileiro
? Com toda a sinceridade, ministro da Educação Paulo Renato, você sabe me
responder isso ? Algum assessor seu sabe ?


A gente educa os filhos direitinho, ensina o que achamos
fundamental.Educação, honestidade, indica bons livros, explica porque o
Maluf é nefasto, pede para ele torcer pelo corinthians, apresenta gente
decente, paga milhões de reais por bons colégios, ensina inglês e até paga
o analista. Para que ele tenha um bom futuro e seja feliz. Meus filhos
sabem, por exemplo, o que é larica. Você também sabe. Mas, para ser médico,
a larica é outra. Veja mais um exemplo da prova : "Larica é larica. Vide
dicionário. " Aí, para ser médico, o jovem precisa saber se esta pequena
frase é poética, fática, metalingüística, emotiva-expressiva, referencial,
conativa ou apelativa ? O que você acha, Paulo Renato ? Eu, (larica à parte
e bem-vinda ), não faço a menor idéia.


Será que não teria sido melhor publicar a crônica (como foi feito) e pedir
para a garotada escrever o que quisesse, o que achasse, o que bem
entendesse do que eu entendi ? Deixar o jovem manifestar a sua opinião,
fazer a garota escrever no lugar de ficar ticando opções fáticas ?


O título da vestibular crônica, já disse, era As Meninas-Moça e eu me
referia ao time feminino de vôlei da Leites Nestlé que ia acabar. Olha o
que eles perguntaram aos alunos, sobre o título :


a - ao usar meninas-Moça, não flexionou no plural o segundo elemento porque
criou um neologismo, processo que não se submete a normas da língua;


b - ao criar um novo vocábulo, não transgrediu as regras de flexão dos
compostos;


c - usou uma flexão admissível porque o segundo elemento é um nome próprio
feminino;


d - ao usar a expressão do composto, violentou a regra da língua que
preconiza, para esse caso, a variação no plural para os dois elementos;


e - usou apropriadamente a forma meninas-Moça, visto que o segundo elemento
tem função apositiva.


O que você acha, ministro ? Eu, fico entre a e b. Mesmo porque eu não tenho
a menor idéia do que seja uma função apositiva.


E você, Paulo Renato, vota em quem ? F, H, C ? Ou A, C, M ? Ou M,E, C?


E agora, meu querido ministro, só para terminar a aula, me diga, nas
expressões abaixo, onde você identifica um exemplo de intertextualidade:


a - "... principalmente o feminino balé de braços, de loiras e altitudes
mim";


b - "Não, leite Moça foi feito para flanar esparramado em seios
esplêndidos, chacoalhando no ar, jornadando até as estrelas";


c -"Aquelas meninas-moças, todas voando pela quadra já fazem parte da
latinha";


d - "Embaixo, está escrito: indústria brasileira";


e - "...que saem de dentro da lata como que convocadas pelos gênios das
lâmpadas que iluminam."


E agora, C, D, ou F ?


Já disse lá atrás, ministro e organizadores da prova, que sinto-me
sinceramente envaidecido com a escolha de um texto meu. Mas jamais poderia
imaginar que, ao escrever uma crônica pensando naquelas coxas todas,
naqueles seios esparramados pelas quadras, ao escrever um texto de olho na
Karin, ao digitar uma crônica preocupado com o desemprego da minha namorada
(que fazia parte da equipe) fosse dar tanta dor de cabeça para dezenas de
milhares de jovens que querem apenas uma profissão digna para enobrecer
este nosso País tão mal-educado.


Quanto às pernas da Karin, ministro, vá de a, b, c, d e fim de papo.


Sacou ?


Mário Prata "