Quase duas semanas depois, no melhor estilo trabalho escolar, ou seja, "na marra", concluí o que se deu na viagem.
... Enquanto nos preparávamos para voltar ao carro surge um ser estranho em nossa direção. Em um primeiro instante ficamos todos apreensivos, mas depois de poucas palavras proferidas, ficou claro que o cara estava completamente perdido, por assim dizer, ele não sabia onde estavam seus amigos, o que estava fazendo ali e muito menos para onde ia. Aos poucos a galera do guetto® foi tomada por um sentimento de compaixão, algo do gênero e colocamos o cara pra dentro. A Zafira do Gu agora estava com sua capacidade máxima...
A vontade de ajudar era tamanha, que voltamos em sentido contrário ao caminho para deixar nosso mais novo “passageiro”, para ali tomar um ônibus. Confirmando que realmente o cara estava na pior, ele sequer tinha um real no bolso para pagar a condução. Novamente o espírito fraterno veio à tona e ajudamos o rapaz nesse quesito. Não preciso dizer que aquilo nos fez muito bem, e seguimos viagem com a sensação de dever cumprido, até que chegamos em Camburi, e o Pablo Primo começou a falar groselha sobre o fato ocorrido.
Tente visualizar a cena... Seis marmanjos, em frente ao Galeão, em um estado de alegria “contagiante”, discutindo sobre a existência ou não de uma vida eterna, invocando o velho testamento e usando de alguns princípios filosóficos, enquanto tentavam, com a chave do carro fazer um furo na caixa de suco de laranja com intuito de misturar com Vodka e fazer a famosa “BOMBA”, para manter o nível da galera.
Minutos depois já estávamos, Pablo Primo e Eu, em frente à balada, discutindo o sentido da vida, se afinal de contas, segundo primo, todos voltaremos a ser pó. Não obstante que logo na seqüência o primo passou a ser conhecido como o homem areia.
O tempo passou e entre, cair pra dentro da noitada e ficar bebendo na rua, escolhemos a segunda opção. No melhor estilo gangue do chocoleite, tomamos algumas cervejas num recinto: “TAHITIro” – Vale a pena lembrar, que no final, rolou mais uma confusão... Entre mortos e feridos salvaram-se todos, ou melhor, depois de uma boa discussão, conseguimos pagar com um cheque do Rodrigo nossa conta.
Enquanto me preparava para mais uma jornada, de volta para o chopp com escama, só tinha uma coisa em mente: Como aquela piscina de bolinhas era fantástica! Já parou para pensar na engenhosidade do cidadão que bolou tal forma de lazer?
Para ter uma noção, saindo de camburi, de volta a juquehy, meus pensamentos não estavam na balada que deixávamos para trás, muito menos no barzinho que estávamos a ir, pelo contrário, eles voltaram-se para aqueles instantes, em que ficamos todos em repouso, desfrutando da dose de relaxamento que só uma piscina de bolinhas pode oferecer. Tirando o Chulé que pairava no ar, e o fato de não estarmos acompanhado de nossos drinks respectivamente, eu diria que foi um dos pontos altos da viagem.
Tirando o caso do “ladrão” arrependido, o que se seguiu foi mais do mesmo, a bebedeira e o falatório sobre a vida alheia...
Um comentário:
porra mano
fiquei esperando duas semanas pra ler isso hahahaha
ashes to ashes
dust to dust
Postar um comentário