terça-feira, junho 03, 2008

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Entendo o que está dizendo e admito padecer constantemente nesse sentido, procuro argumentos, mas nenhum me parece suficiente desculpa.

Não me julgo um bom escritor, tampouco um poeta. Mas através de memória consigo um traço identificar. Não se trata de presunção é apenas constatação.

Por vezes pressenti acontecimentos, fiquei por horas a tecer comentários e até escrever, não de forma mediúnica, mas com caráter axiológico, pessoal e emocional, como aquele de que são dotadosos poetas, que a séculos atrás já escreviam sobre nossos desvarios atuais, bem como, os ratos, capazes que são de abandonar precipitadamente um návio que vai ao fundo. Com uma simples diferença:

- Minhas crenças, meu caráter não me deixam fugir.

Desde pequeno eu me sinto incomodado, um certo sentimento, quase como um despatriado, mas me confortava, apesar do ceticismo e das ironias que me dirigiam, acreditando que pouco a pouco tomariam consciência do "perigo" e se prestariam a mudar o quadro, no entanto só o que vi foram tentativas de fugir, despistar e por fim, evitar.

Outros por sua vez já vislumbraram o caos e começaram a se esconder, tal como animais ferozes ao se apoximar a trovoada.

Temos como exemplo atualmente a rotina que nos causa indiferença, a desvalorização do ser humano e a demagogia em demasia.

Da mesma forma que a doutrina comunista emparelhada com a capitalista pregavam que os nazistas eram responsáveis por tudo que há de errado com o mundo, quando de fato, “cada um” à sua maneira, estava tentando salvar a própria pele.
Creio que essas três correntes não são mais que sintomas do medo, que sente todo ser humano diante da incerteza, do perigo, perigo este que sempre esteve presente, portanto, não se prenda na existência do certo ou do errado.

O que muda contudo??

Somente as reações dos homens em face do perigo é que são diferentes.

#Loudon Wainwright III - BBC Sessions - Hard Day on the Planet#

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